Setor espacial comercial da China atrai interesse internacional em exposição em Beijing

Empresas chinesas apresentam satélites, foguetes reutilizáveis e aplicações espaciais a parceiros de diversos países

Uma exposição espacial comercial realizada em Beijing reuniu forte interesse internacional por tecnologias espaciais desenvolvidas na China. Representantes de países como Cazaquistão, Tailândia, Brasil, Paquistão e Romênia buscaram informações sobre cooperação em produtos e serviços de satélite, refletindo a crescente projeção global do setor espacial comercial chinês.

O evento de três dias contou com a participação de mais de 300 empresas, cobrindo toda a cadeia industrial, de veículos de lançamento e fabricação de satélites a aplicações espaciais, serviços de apoio e investimentos. Empresas como a GalaxySpace apresentaram inovações voltadas à produção em massa de baixo custo e ao uso de tecnologias como asas solares flexíveis, voltadas a constelações de internet via satélite. O setor ganhou novo impulso após voos de teste de foguetes reutilizáveis e após o pedido da China à União Internacional de Telecomunicações para recursos orbitais e de frequência destinados a cerca de 203 mil satélites.

Outras companhias também chamaram a atenção. A CAS Space exibiu o modelo de seu veículo suborbital Lihong, cujo primeiro voo, realizado neste mês, alcançou aproximadamente 120 quilômetros de altitude e incluiu experimentos científicos, como impressão 3D de metal em microgravidade. Segundo a empresa, o espaço próximo oferece condições ideais para pesquisas em áreas como biomedicina e manufatura espacial, com potencial para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.

O avanço do setor ocorre em paralelo ao apoio institucional. Em novembro, a Administração Espacial Nacional da China divulgou um plano de ação para fortalecer empresas espaciais comerciais e ampliar a cooperação internacional. Durante a exposição, outra desenvolvedora, a InterstellOr, anunciou seu primeiro grupo de turistas espaciais, sinalizando que, além de satélites e pesquisa, o turismo espacial começa a ganhar espaço na agenda comercial da China.

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