Templo Xiannongtan reconecta áreas internas e externas e avança na restauração do Eixo Central de Beijing

Mudança de escola devolve traçado histórico ao maior complexo ritual agrícola da China, após reconhecimento da UNESCO

O Templo Xiannongtan, um dos principais sítios culturais ao longo do Eixo Central de Beijing, voltou a integrar oficialmente suas áreas interna e externa após a realocação de uma escola que funcionava dentro do complexo. A cerimônia que marcou a mudança foi realizada nesta segunda-feira e representa um passo decisivo na restauração do traçado histórico do templo.

Localizado no sudoeste da região central de Beijing, o Xiannongtan é o maior complexo arquitetônico real ainda existente na China dedicado ao culto do deus da agricultura. O local preserva tradições agrícolas e rituais das dinastias Ming (1368–1644) e Qing (1644–1911), refletindo o papel central da agricultura na organização política e simbólica do Estado imperial chinês.

Desde que o Eixo Central de Beijing foi inscrito na lista do UNESCO como Patrimônio Mundial, em julho de 2024, a capital chinesa vem acelerando ações para corrigir ocupações inadequadas e recuperar a integridade histórica de seus monumentos. Segundo Zhang Lixin, diretor do Departamento Municipal de Patrimônio Cultural de Beijing, o objetivo é restaurar o layout original do templo, ampliar as áreas abertas ao público e tornar mais espaços acessíveis à população.

Com a mudança da escola, cujo novo campus entrou em funcionamento em setembro, visitantes não precisam mais fazer desvios para acessar as áreas internas e os altares do templo. A iniciativa se insere em um esforço mais amplo de preservação do Eixo Central, que se estende por 7,8 quilômetros, do Portão Yongding, ao sul, às Torres do Tambor e do Sino, ao norte, e cuja concepção remonta à dinastia Yuan, sendo posteriormente ampliada nas dinastias Ming e Qing.

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