China registra avanços na recuperação ecológica do rio Yangtzé após proibição de pesca

Moratória de 10 anos melhora biodiversidade e garante novos meios de subsistência para ex-pescadores

A China alcançou resultados significativos na implementação da proibição de pesca de 10 anos no rio Yangtzé, iniciativa voltada à preservação da vida aquática e à recuperação ambiental da maior bacia hidrográfica do país, informou o Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais nesta quarta-feira. O esforço inclui tanto ações de conservação quanto políticas sociais para apoiar pescadores que deixaram a atividade.

Segundo o ministério, todos os 142 mil pescadores com capacidade e interesse em seguir trabalhando foram realocados em novas funções, enquanto 220 mil profissionais elegíveis passaram a integrar o esquema de previdência social, um marco que garante segurança de renda e estabilidade para comunidades tradicionalmente dependentes da pesca. O governo também ampliou programas de assistência, capacitação e apoio às famílias reassentadas.

Os indicadores ecológicos mostram avanço consistente. Em 2025, mais de 970 mil esturjões chineses foram soltos de forma controlada, com mais de 60% deles já migrando para o oceano pelo estuário do Yangtzé. A restauração de habitats prioritários, a gestão rigorosa de áreas protegidas e práticas científicas de repovoamento contribuíram para a recuperação gradual da biodiversidade ao longo do rio.

A moratória integra um plano nacional mais amplo: desde janeiro de 2020, a pesca está proibida em 332 áreas de conservação da bacia, medida ampliada para uma suspensão total em cursos principais e afluentes a partir de 1º de janeiro de 2021. Combinadas, as ações buscam garantir que o Yangtzé volte a desempenhar seu papel ecológico fundamental e ofereça bases sustentáveis para as gerações futuras.

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