TikTok instalará primeiro data center da América Latina no Ceará

Projeto de R$ 200 bilhões usará energia 100% limpa e reforça presença global da empresa controlada pela chinesa ByteDance

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na quarta-feira, a instalação do primeiro data center do TikTok na América Latina, que será construído no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. A plataforma pertence à ByteDance, uma das maiores empresas de tecnologia da China, cuja expansão internacional tem ampliado sua presença em diferentes mercados estratégicos.

Com investimentos estimados em R$ 200 bilhões ao longo dos próximos anos, o empreendimento foi descrito por Lula como “extraordinário para o desenvolvimento tecnológico do país” e deverá consolidar a infraestrutura digital brasileira.

Segundo Mônica Guise, diretora de Políticas Públicas do TikTok Brasil, trata-se de um “investimento histórico” da companhia no país e de um marco para sua estrutura global de dados. O centro funcionará integralmente com energia renovável proveniente de novos parques eólicos dedicados ao projeto e contará com tecnologia de circuito fechado para reutilização de água, garantindo eficiência energética e baixo impacto hídrico, um padrão alinhado ao compromisso da ByteDance com sustentabilidade e inovação em suas operações internacionais.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, destacou que o estado produz mais que o dobro da energia que consome e vem ampliando sua matriz renovável. Ele afirmou que o uso de água será minimizado por meio de captação de chuva e reuso de efluentes tratados da região metropolitana de Fortaleza, práticas que atendem aos requisitos ambientais da ByteDance para a instalação de seus centros de dados ao redor do mundo.

Além disso, o governo estadual informou que o TikTok deverá investir R$ 15 milhões por ano em ações de desenvolvimento comunitário e no apoio a universidades locais, reforçando o potencial transformador do projeto para a economia e a formação de talentos no Nordeste e marcando mais um capítulo da crescente presença de empresas chinesas em setores estratégicos no Brasil.

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