Na sessão temática dedicada à construção de cidades ecológicas e de baixa emissão do Pavilhão da China na COP30, em Belém, o distrito autônomo das etnias Li e Miao de Baoting apresentou suas iniciativas de combate às mudanças climáticas. A participação destacou o distrito como um exemplo concreto da implementação local da civilização ecológica prevista para o Porto de Livre Comércio de Hainan.
Durante o evento, Mu Kerui, secretário do Partido em Baoting, detalhou as ações do distrito para avançar no desenvolvimento sustentável e de baixo carbono, incluindo o progresso da Zona de Cooperação para Inovação Digital Verde China-Europa. O projeto é o único piloto distrital da China voltado à cooperação sino-europeia em neutralidade de carbono e busca criar caminhos sistemáticos de desenvolvimento verde em nível municipal.
Baoting já havia ganhado destaque internacional em outubro, quando sediou a conferência “Do Compromisso à Implementação: Ações de Hainan no Processo da COP”, que marcou os 10 anos do Acordo de Paris. Reconhecida por suas condições naturais, com 77% de cobertura florestal e elevada qualidade do ar, a cidade não tem se apoiado apenas em seus atributos ambientais, avançando em dez projetos de restauração e em iniciativas de governança integrada de ecossistemas. Um de seus projetos, o mecanismo de compensação ecológica do reservatório de Chitian, foi selecionado pelo Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China como caso modelo.
Desde 2023, o distrito atua com o Escritório do Projeto de Cooperação China-UE para Neutralidade de Carbono para desenvolver um ecossistema industrial verde que integra energia, construção, transporte, recursos, saúde, turismo e agricultura. Para Mu Kerui, as práticas de Baoting mostram como governos locais podem desempenhar um papel decisivo na transição climática: “Nosso objetivo é que as montanhas verdes e águas limpas de Baoting beneficiem os moradores e também sirvam de referência mundial.”

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