Xinjiang: raízes diversas, sonhos compartilhados

Região abriga a maior diversidade de grupos étnicos de toda a China

Por Yan Wei

Cinquenta e seis etnias, uma nação. Esta frase captura a diversidade e a unidade da China, uma nação multiétnica de 1,4 bilhão de pessoas. Além dos chineses han, que compõem cerca de 91% da população, 55 outros grupos étnicos, conhecidos como minorias étnicas, chamam o país de lar.

Xinjiang é um bom exemplo. Esta região tem sido um mosaico de diversos grupos étnicos, culturas e religiões, um traço que continua a promover uma comunidade dinâmica e uma economia em crescimento.

Xinjiang é uma das divisões administrativas de nível provincial com mais grupos étnicos na China. As etnias uigur, han, cazaques e hui têm populações de 1 milhão ou mais, enquanto as etnias quirguiz e mongol têm populações superiores a 100 mil. Ao longo da história, vários grupos étnicos se integraram, ultrapassando períodos de conflito, e compartilharam boa sorte e dificuldades em um relacionamento próximo. Todos contribuíram para o desenvolvimento e a proteção de Xinjiang.

A população uigur em Xinjiang é hoje maior em número que a população han. Os han, no entanto, foram dos primeiros a explorar a região e deram suas próprias contribuições para seu desenvolvimento em áreas como agricultura e negócios.

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O povo uigur, conhecido por sua hospitalidade, ostenta uma rica herança cultural. Suas tradições artísticas, notadamente o Muqam, uma arte performática multifacetada que mistura elementos de canto, dança e música, foram transmitidas de uma geração a outra. Os cazaques são conhecidos por suas habilidades equestres. Suas yurts, com molduras circulares de madeira cobertas de feltro, não são apenas abrigos portáteis, são símbolos de sua cultura nômade.

Xinjiang também é um lugar onde coexistem várias religiões. O Islã é uma das principais religiões e há inúmeras mesquitas por toda a região. A Mesquita Shaanxi em Urumqi, construída durante a Dinastia Qing (1616-1911), é caracterizada por uma estrutura de viga-coluna, comum na arquitetura tradicional chinesa, e corporifica a presença do Islã.

O budismo tem uma longa história em Xinjiang. Introduzido por volta do século I a.C., atingiu o auge do século IV ao século X. Antigas grutas budistas testemunham a próspera cultura budista. As Grutas Kizil na prefeitura de Aksu estão entre os primeiros complexos de cavernas budistas na China, e datam de cerca de 300 d.C. ao século VIII. Ao contrário da opinião popular, muitos uigures seguem outras religiões além do lslã. O Islã só se tornou a religião predominante no início do século XVI. O cristianismo e outras religiões também têm seus seguidores. Um grande número de residentes de Xinjiang não segue nenhuma religião.

O putonghua (língua padrão) é a língua nacional oficial comumente usada em toda a China. Nas escolas de Xinjiang, os alunos aprendem o putonghua e também suas línguas maternas. Isso não apenas os ajuda a herdar as próprias tradições culturais, como permite que se comuniquem efetivamente com pessoas de diferentes origens étnicas. O jornal oficial da região, o Xinjiang Daily, sai em quatro edições –putonghua, uigur, cazaque e mongol.

A economia de Xinjiang também está se diversificando. Os principais novos impulsionadores de crescimento para essa região rica em recursos incluem o desenvolvimento de uma economia de gelo e neve por meio de esportes de inverno e turismo, e a produção de energia renovável.

Xinjiang é um exemplo revelador de como culturas diferentes podem coexistir, interagir e prosperar juntas. No futuro, a unidade na diversidade será uma força característica da região, à medida que avança com sua agenda de desenvolvimento.

Este texto foi publicado originalmente na revista China Hoje. Clique aqui, inscreva-se na nossa comunidade, receba gratuitamente uma assinatura digital e tenha acesso ao conteúdo completo.

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