Em meio ao “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos e aos impactos a medida para a indústria do Brasil, a China anunciou que 183 novas empresas brasileiras de café foram habilitadas para exportar ao gigante asiático.
A informação foi divulgada pela Embaixada da China no Brasil pelo X (ex-Twitter). As novas licenças entraram em vigor no último dia 30 e têm validade de cinco anos, ainda de acordo com a representação diplomática.
Os novos acordos ganham ainda mais relevância no momento em que a indústria brasileira tem de correr para diversificar seus mercados exportadores. O governo de Donald Trump recém-assinou o decreto que a partir do próximo dia 6 vai impor 50% de tarifas a alguns produtos brasileiros.
O setor do café é um dos mais afetados, já que mais de 8 milhões de sacas do produto são vendidas aos EUA todos os anos. Números divulgados pelo Cecafé, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, mostram que o volume de sacas vendidas aos EUA em junho (mais de 440 mil) é sete vezes maior que o vendido à China, o maior parceiro comercial geral do Brasil, no mesmo mês.
Dados compartilhados pela Embaixada da China em meio a esse debate mostram que, de 2020 a 2024. as importações líquidas de café do país cresceram 13 mil toneladas. O consumo per capita dos chineses, porém, ainda é baixo: 16 xícaras ao ano. A médica global é de 240. Mas o produto, diz a representação, “vem conquistando espaço no dia a dia dos chineses”.

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