Xi faz revista das forças armadas no Dia Nacional da China

Essa foi a primeira vez que a revista foi realizada no Dia Nacional desde a fundação da República Popular da China, e ela foi realizada para celebrar os 70 anos dessa data

O presidente chinês, Xi Jinping, fez revista das forças armadas no centro de Pequim na manhã desta terça-feira (1º), a primeira dele no Dia Nacional, para marcar o 70º aniversário da fundação da República Popular da China. Ficando em pé em uma limusine conversível preta Hongqi (Bandeira Vermelha), Xi revisou as formações de forças terrestres e de armamento em fila ao longo da Avenida Chang’an sob o sol em um dia brilhante do outono.

Vestindo um terno Mao de gola alta, Xi cumprimentou repetidamente através do microfone: “Cumprimentos a vocês, camaradas!” e “Camaradas, obrigado por seu trabalho duro!”. Os soldados responderam: “Cumprimentos ao senhor, presidente!” e “Servir o povo!”. Os soldados saudavam Xi e exclamavam “Seguir o Partido! Lutar para vencer! Ter uma conduta exemplar!”, quando a limusine se dirigia de volta à Tribuna de Tian’anmen.

Milhares de soldados marcharam em passos de ganso pela praça, tanques sofisticados e veículos armados fizeram barulho pesado e aviões de guerra avançados sobrevoaram. A parada histórica teve a participação de 15 mil membros, 580 peças de armamento e mais de 160 aviões em 15 formações em pé, 32 formações de armamento e 12 esquadrilhas.

A parada militar do Dia Nacional é a primeira do tipo desde que o socialismo com características chinesas entrou numa nova era, sendo a primeira demonstração pública completa das forças armadas chinesas após sua reforma e reestruturação abrangente nos últimos anos. “Setenta anos atrás neste dia, o camarada Mao Zedong declarou solenemente aqui ao mundo que a RPC foi fundada. O povo chinês se ergueu”, discursou Xi numa grande reunião na Tribuna de Tian’anmen. “A nação chinesa tem desde então tomado o caminho de realização da revitalização nacional”.

Diferente da parada do Dia Nacional há 70 anos, em que muitas armas do Exército de Libertação Popular (ELP) da China eram aquelas produzidas no exterior que foram confiscadas das tropas rivais nos campos de batalha, todos os armamentos na parada de hoje são de fabricação nacional. As novas armas, desde mísseis nucleares estratégicos intercontinentais Dongfeng-41, bombardeiros estratégicos de longo alcance H-6N, a novo modelos de drones, representaram 40% de todos os armamentos mostrados na parada.

Uma grande parte das formações terrestres e escalões foi formada por múltiplos serviços, uma estrutura que destaca uma interoperabilidade fortalecida do ELP alcançada ao longo da reforma.

Entre as várias formações apresentadas pela primeira vez em uma parada do Dia Nacional, a formação de mantenedores da paz chineses fez sua estreia. O país é o maior fornecedor de pessoal entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mais de 2,5 mil agentes chineses atualmente estão em serviço em sete áreas de missão das Nações Unidas.

Desde o início da reforma e abertura em 1978, a China cortou suas tropas em mais de 4 milhões. “Apresentamos uma imagem renovada após a reforma e a reestruturação”, apontou Yi Xiaoguang, comandante-chefe da parada militar, acrescentando que “as forças armadas serão sempre um defensor do povo, da segurança nacional da China e da paz mundial.”

Desde que tomou posse como presidente da Comissão Militar Central, Xi revisou as forças armadas em várias ocasiões, incluindo uma na Praça Tian’anmen em 2015 para marcar o 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, uma no centro da Mongólia Interior em 2017, e duas no mar a bordo de navios de guerra em 2018 e 2019, bem ciente da necessidade da construção de um exército forte para prevenir guerras e sustentar a paz.

A China permanecerá no caminho de desenvolvimento pacífico, disse Xi em seu discurso no Dia Nacional, acrescentando que “continuaremos a trabalhar com as pessoas de todos os países para promover conjuntamente a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”.

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