Tratamento para rejeição de transplante de fígado é desenvolvido na China

Em estudo realizado em ratos, pesquisadores chineses mudaram a forma de aplicação do remédio tacrolimus no tratamento pós-transplante

Cientistas chineses podem ter descoberto uma solução mais efetiva para a rejeição de transplante de fígado, que quando ocorre, ameaça a vida do paciente. Uma pesquisa realizada na Universidade de Ciência e Tecnologia da China e chefiada por Lang Gaolin, desenvolveu, ao lado de equipes da Universidade Médica de Nanjing, um novo tratamento para a rejeição de transplante de fígado. O estudo foi comprovado efetivo em ratos, apesar de ainda não terem sido realizados testes clínicos em seres humanos.

O maior problema em transplantes de órgãos é a rejeição, e os medicamentos supressivos para sistemas imunológicos, como o tacrolimus, administrados por via oral nos pacientes transplantados para a inibição da célula T, pode causar efeitos colaterais severos.  Por isso  foram feitos experimentos em ratos que mostraram que quando encapsulado em dois hidrogéis e aplicado na superfície do órgão transplantado, o tacrolimus tem um melhor efeito de inibição nas células T ativadas.

Os experimentos de transplante de fígado apontaram que, com a mesma dose de tacrolimus, ratos receptores do grupo de gel tiveram uma expansão significativa do tempo de sobrevivência média, para 22 dias, enquanto os do grupo controle sobreviveram em média 13 dias. Os pesquisadores planejam conduzir, no futuro próximo, testes clínicos sobre esse método fácil e inteligente da versão responsiva imunológica do tacrolimus.


Fonte: Xinhua

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