Lançado o telescópio espacial de raios X – o HXMT

A China lançou seu primeiro telescópio espacial de raios X, o Hard X-ray Modulation Telescope – HXMT (Telescópio de Modulação de Raios X Duros), em junho passado, com o objetivo de explorar a Via Láctea e observar fontes de raios X.

A China lançou seu primeiro telescópio espacial de raios X, o Hard X-ray Modulation Telescope – HXMT (Telescópio de Modulação de Raios X Duros), em junho passado, com o objetivo de explorar a Via Láctea e observar fontes de raios X.

Acredita-se que há muitos buracos negros e estrelas de nêutrons ocultos na Via Láctea. Como eles não emitem luz visível, ou estão cobertos por poeira, apenas telescópios de raios X podem identificá-los.

“Nosso telescópio espacial tem capacidades únicas de observar corpos celestes de alta energia, como buracos negros e estrelas de nêutrons. Esperamos utilizá-lo para resolver mistérios como a evolução dos buracos negros e os campos magnéticos fortes de estrelas de nêutrons”

Declarou Zhang Shuangnan, cientista-chefe do HXMT e diretor do Laboratório Principal de Partículas Astrofísicas da Academia Chinesa de Ciências. “Estamos ansiosos para descobrir novas atividades de buracos negros e estudar estrelas de nêutrons sob condições extremas gravitacionais e de densidade, e também as leis físicas sob campos magnéticos extremos. Espera-se que tais estudos levem a novos avanços na física”, disse Zhang.

Comparado com os satélites astronômicos de raios X de outros países, o HXMT tem maior área de detecção, âmbito maior de energia e maior campo de visão. Isso lhe confere vantagens na observação de buracos negros e estrelas de nêutrons que emitem raios X de alto brilho, permitindo, segundo Zhang, um escaneamento mais eficiente da galáxia.

O telescópio irá trabalhar dentro de um amplo espectro de energia, de 1 a 250 keV (mil elétrons-volt) , permitindo-lhe realizar muitas tarefas de observação que antes requeriam vários satélites, explica Zhang. Outros satélites já realizaram inspeções do espaço, e encontraram muitas fontes celestes de raios X. No entanto, as fontes costumam ser variáveis, e alguns surtos ocasionais mais intensos podem ser perdidos com apenas uma ou duas inspeções, acrescentou. Novas inspeções podem descobrir tanto novas fontes de raios X como novas atividades em fontes conhecidas. Assim, o HXMT irá fazer repetidas observações da Via Láctea, buscando corpos celestes ativos e variáveis que emitam raios X.

Zhang afirmou que outros países já lançaram cerca de 10 satélites de raios X, mas eles têm recursos diferentes e, portanto, focos de observação também diferentes. “Há muitos buracos negros e estrelas de nêutrons no universo, mas não temos uma compreensão exaustiva de nenhum deles. Então precisamos de novos satélites para observar mais”, concluiu Zhang.

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