PUC Minas abre primeira especialização em China Contemporânea do Brasil

Disciplinas serão ministradas por pesquisadores e profissionais de diferentes áreas na cooperação Brasil-China

Créditos: Xinhua/Ding Ting

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) abriu uma especialização sobre China Contemporânea, com o intuito de fornecer um visão aprofundada sobre o país asiático nos âmbitos econômico-políticos, comerciais, institucionais e histórico-culturais.

Com coordenação de Javier Vadell, Mariana Burger e Samuel Spellmanm, o projeto marca a primeira especialização sobre o tema no Brasil. “A argentina possui três especializações sobre a China, como o Brasil pode não ter nenhuma?”, indagou Vadell, em uma entrevista à revista China Hoje.

A iniciativa começou a ser idealizada em 2017, quando um grupo de pesquisadores deu início a uma rede de nomes, entre alunos, profissionais das áreas de negócios, comércio, jornalismo e do Itamaraty, com o objetivo de entender o enfoque estavam dando nos estudos sobre a China.

“O que notamos desde a academia, até o mundo social, econômico e dos negócios é um desconhecimento”, relembra Vadell. “Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e a tendência é continuar. Agora, estamos em uma nova etapa, em que precisamos de um maior entendimento da sociedade chinesa, sua cultura e civilização. O primeiro grande objetivo da nossa especialização é tentar conhecer a China, em termos amplos.”

A rede de contatos formada ao longos dos últimos cinco anos ajudou com que os coordenadores encontrassem especialistas para ministrar as aulas e fornecer palestras sobre as diferentes áreas de cooperação entre Brasil e China.

Entre os professores convidados, estão Janaína Camara da Silveira, que trabalhou na agência de notícias Xinhua e é fundadora da empresa Radar China, e também Evandro Menezes de Carvalho, editor executivo chefe da revista China Hoje e docente de direito internacional e coordenador do Centro de Estudos Brasil-China da FGV.

Segundo Javier Vadell, a principal dificuldade enfrentada pelos coordenadores até agora foi o fato de a viabilização da especialização do curso ter acontecido durante a pandemia, em um momento de incertezas. “Mesmo assim, já temos uma quantidade de alunos matriculados quase suficiente para começar”, ele celebra. As aulas estão planejadas para serem iniciadas no final de abril.

O professor vê o projeto como um “cenário interessante para promover a comunicação” entre Brasil e China e conta que os docentes já tiveram diálogos sobre possíveis intercâmbios com instituições chinesas. “Os convênios e bolsas de estudos tendem a crescer entre os dois países. Ainda vemos uma série de perspectivas comerciais, culturais e sociais se abrindo”, ele analisa.

Para saber mais detalhes sobre a especialização em China Contemporânea, acesse o site oficial da PUC Minas.

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