Pequim estreia sistema de reconhecimento facial em habitações coletivas

Além das 13 comunidades que já receberam o sistema, outras 46 devem recebe-lo até outubro, melhorando assim a segurança e a privacidade de seus moradores

Pequim lançou um sistema de reconhecimento facial para o acesso em 13 comunidades de habitação coletiva, e até o final de outubro, mais 46 dessas comunidades deverão ser equipadas com esse sistema.

Zhang Yu, um dos moradores, atravessou a porta logo após o sistema reconhecer seu rosto, processo que levou apenas um segundo. “Estanhos que não vivem na comunidade, como agentes imobiliários, vendedores e distribuidores de anúncios, entravam e saiam livremente antes”, recorda Zhang, que espera que o sistema impeça o acesso de pessoas não identificadas e proteja a privacidade e a segurança dos moradores.

Segundo Yin Na, que trabalha na comunidade, as imagens de perfil dos moradores e de suas famílias foram coletadas antes de eles se mudarem. Além disso, a comunidade coletou informações da equipe de serviço de entrega de pacotes e empresas de alimentos, pelo que informou o vice-diretor do Centro de Habitação Pública de Pequim, Shi Zhibing.

O sistema de reconhecimento facial foi testado em algumas comunidades no distrito de Fengtai desde o final de 2018. Liang Xinwei, um morador do local, afirmou sentir que atualmente o seu bairro está mais calmo e seguro.

A tecnologia também pode impedir que os beneficiários de casas financiadas pelo governo aluguem seus apartamentos para outros, como forma de obter lucro, além de garantir a segurança dos moradores negando o acesso a estranhos, disse um funcionário do centro de investimento imobiliário e construção de habitações acessíveis de Pequim. O subarrendamento desse tipo de moradia é proibido, uma vez que servem para abrigar famílias de baixa renda e trabalhadores migrantes.

Atualmente, mais de 133 mil residentes dessas comunidades de Pequim já estão registrados nos sistemas de reconhecimento facial. As informações pessoais e imagens de perfil dos residentes são armazenadas no banco de dados sob protocolos rígidos de proteção de privacidade. Tais informações serão removidas quando os moradores se mudarem, pelo que afirmou Shan Zhenyu, diretor do departamento de informação do Centro de Habitação Pública de Pequim.

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