Negociações entre China e EUA têm progressos substanciais

As conversações avançaram principalmente em pontos como transferência de tecnologias, propriedade intelectual, entre outros

A última rodada de negociações comerciais entre a China e os EUA teve fim recentemente, com progressos significativos em assuntos específicos. Durante as reuniões que aconteceram de 21 a 24 de fevereiro em Washington, os representantes dos dois países, que são as maiores economias globais, implementaram o consenso alcançado pelos seus presidentes durante o encontro que aconteceu em dezembro, na Argentina, de acordo com a delegação chinesa.

Pelo que a equipe chinesa afirmou, eles concentraram as suas conversações no texto de um acordo e obtiveram progressos substanciais em assuntos específicos, como a transferência de tecnologia, a proteção dos direitos de propriedade intelectual, barreiras não tarifárias, indústria de serviços, agricultura e taxas de câmbio. As duas partes continuarão com seu trabalho para a próxima fase se baseando nos últimos avanços e sob as instruções dos chefes de Estado dos dois países.

A delegação chinesa é liderada pelo vice-primeiro-ministro da China, Liu He, que também é enviado especial do presidente Xi Jinping, enquanto a equipe estadunidense é comandada pelo representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Depois de meses de disputas comerciais, com os Estados Unidos impondo tarifas extras sobre importações chinesas e a China respondendo com medidas retaliatórias, Xi e Donald Trump concordaram na Argentina que os países devem se empenhar para atingir um acordo benéfico para ambos os lados dentro de 90 dias para quebrar o impasse.

Para alcançar essa meta, os negociadores comerciais dos dois países aceleraram desde então suas conversas, sendo que aconteceram três rodadas de conversas em menos de um mês desde o fim de janeiro, apesar dos feriados do Ano Novo Lunar de uma semana de duração na China e o fim de semana estendido do aniversário de Washington nos EUA.

Comentários

Todos os campos abaixo são obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.