Natura quer levar cosméticos de origem amazônica para consumidores chineses

Gigantes brasileira já está presente em mais de 65 países

A sede da gigante de cosméticos brasileira Natura está localizada em uma encosta em Cajamar, cercada de muito verde. Para os visitantes, não parece uma fábrica, mas um grande parque. Este conceito de design de harmonia entre o homem e a natureza é devido à antiga paixão do fundador da empresa pela filosofia oriental.

“Vocês sentirão profundamente a presença do pensamento clássico do mestre Confúcio. Isso nos induziu a adotar o sentimento sistêmico como fundamento da existência”, explica Antônio Luiz Seabra, fundador da Natura, numa recente entrevista à agência Xinhua.

A Natura foi criada em 1969 após Antônio Luiz Seabra abrir uma loja e uma pequena fábrica em São Paulo. Hoje a multinacional está presente não somente na América latina, mas também na França e nos Estados Unidos, além de outros 63 países indiretamente.

Em maio de 2019, a empresa anunciou a compra da concorrente norte-americana Avon, e criou o quarto maior grupo de beleza do mundo, avaliado em US$11 bilhões, além de se tornar uma das maiores empresas de vendas diretas do mundo.

Agora, o mercado chinês apresenta uma nova possibilidade de expansão, não apenas comercial, mas na linha de produtos criados a partir da biodiversidade local. Há mais de 20 anos, a Natura usa ingredientes provenientes da floresta amazônica na linha de produção de seus cosméticos. Em 2011, a empresa lançou um projeto de cooperação com 5,6 mil famílias da região para estimular o desenvolvimento de forma sustentável.

“Temos muito o que aprender na China e reforçamos os times locais no país para que possamos oferecer o nosso portfólio, conectar melhor com o consumidor e com a cultura chinesa”, afirmou o CEO.

Por Xinhua

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