Mourão diz que agenda da sustentabilidade “parece inevitável” nas relações Brasil-China

Vice-presidente participou do lançamento de proposta sobre sustentabilidade e tecnologia para cooperação bilateral

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que as questões relacionadas à biodiversidade no contexto global estão ainda mais evidentes, após a pandemia da Covid-19. “Parece inevitável que a agenda da sustentabilidade assuma maior destaque em nosso relacionamento com a China”, ele disse na manhã de quinta-feira, ao descrever o país asiático como “mega biodiverso, maior importador mundial de alimentos e potência tecnológica e industrial”.

Mourão fez o discurso durante o lançamento do documento “Sustentabilidade e Tecnologia como Bases para a Cooperação Brasil-China”, que traz propostas concretas para as relações bilaterais e foi elaborado por grupos de trabalho do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC).

“O relacionamento entre Brasil e China expandiu-se aceleradamente nos últimos 20 anos, acompanhando o crescimento chinês e aprofundando a complementaridade econômica entre os nossos países”, afirmou o vice-presidente em seu discurso de abertura. Mourão ainda citou oportunidades que o Brasil vê nas relações com a China a longo prazo: “Desde a transição energética à agricultura sustentável, passando pela bioeconomia e pelos títulos verdes”.

O evento também contou com a participação ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que ressaltou que a inovação será essencial, para adequar a pecuária à realidade global, sendo “o único vetor capaz de conciliar a segurança alimentar e a preservação ambiental”. “A confiança continuada da China na produção brasileira nos dá a certeza de que estamos trilhando o caminho certo”, ela afirmou.

A proposta apresentada no evento é resultado do esforço coletivo dos associados do CEBC durante um período de quatro meses, ao longo dos quais ouviram 49 especialistas em 46 reuniões. “O documento traz não apenas sugestões de políticas públicas ao governo federal, mas apresenta propostas a serem implementadas por instâncias estaduais e municipais, pelo setor privado, e por instituições de pesquisa e de ensino”, explicou o presidente do CEBC, o embaixador Luiz Augusto de Castro Neves.

O lançamento ainda serve como uma preparação para os temas que deverão ser abordados na sexta edição da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), prevista para o primeiro trimestre de 2022.

“China e Brasil compartilham o objetivo de promover crescimento econômico, sem comprometer a qualidade do meio ambiente”, complementou o embaixador Fernando Simas Magalhães, secretário-geral do Itamaraty e secretário-executivo da Cosban. “Devemos incentivar atividades sustentáveis, que gere renda e empregos, sem afetar o nosso patrimônio ambiental, nem comprometer as necessidades das gerações futuras. Para isso, o uso da tecnologia é indispensável, tornando também imperativas as parcerias internacionais.”

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