Ministro da Economia diz que Brasil não reduzirá comércio com a China em favor dos EUA

Paulo Guedes, que esteve nos Estados Unidos como membro da comitiva de Bolsonaro, afirmou que o Brasil quer “fazer comércio com todo o mundo”

Paulo Guedes, ministro da Economia brasileiro, fez uma declaração afirmando que o governo de Jair Bolsonaro busca “fazer comércio com todo o mundo”, ressaltando que não dará prioridade aos Estados Unidos em detrimento da China, que hoje é o maior parceiro comercial do país. O ministro, que esteve nos EUA com a comitiva que acompanha Bolsonaro, disse que “não precisamos reduzir a exposição à China”.

Desde antes de assumir o cargo, o governo de Bolsonaro já havia deixado claras as suas intenções de estreitar as relações e o comércio com os Estados Unidos, uma vez que, de acordo com Guedes, os governos anteriores não procuravam manter boas relações com os vizinhos do norte. “Nós tivemos uma atitude de desinteresse pelos americanos, um potencial parceiro extraordinário, que se agudizou no final do governo do Partido dos Trabalhadores (PT). Não havia boa vontade”.

O ministro afirma que o Brasil precisa recuperar o tempo perdido aproveitado por outras nações, como o Chile, em seus acordos comerciais com os EUA. Ele ainda disse que o objetivo principal é aumentar as exportações de aço e autopeças para os EUA. Desde o ano passado, as vendas de aço aos americanos estão sujeitas a uma cota, e as autopeças, cuja exportação rende ao país US$ 1 bilhão por ano, podem ser alvo de tarifas em breve.

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