Insumos para fabricar CoronaVac chegam na próxima semana, diz São Paulo

Segundo Dimas Covas, os 5,4 mil litros de IFA liberados permitirão produzir 8,6 milhões de doses do imunizante

Foto: Governo do Estado de São Paulo

O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira que a matéria-prima para produzir a CoronaVac no Brasil chegará da China na próxima semana, no dia 3 de fevereiro. 

Em entrevista coletiva, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que os 5,4 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) permitirão produzir, em 20 dias, 8,6 milhões de doses do imunizante contra Covid-19.

Ainda há um volume de 5,6 mil litros de IFA no processo de liberação pelo governo chinês. “Com esses dois lotes, totalizando 11 mil litros, nós regularizaremos nossas entregas ao Ministério da Saúde. E o restante deve chegar até o final de abril. Totalizando as 40 milhões de doses que temos contratadas neste momento”, disse Covas.

O diretor também comentou sobre a possibilidade de comprar um adicional de 54 milhões de unidades da CoronaVac, mas depende de uma manifestação do Ministério da Saúde. “Na última sexta-feira, enviei um ofício solicitando essa manifestação para que nós possamos programar essa produção. O quanto antes tiver essa definição, o quanto antes faremos esse planejamento, e o quanto antes traremos essa vacina para o Brasil”, sinalizou. 

O embaixador chinês Yang Wanming fez uma participação na coletiva de imprensa e citou as relações amistosas e tradicionais com o Brasil e com o estado de São Paulo. “Neste momento, a CoronaVac está sendo aplicada em todo o Brasil. Isso demonstra que a cooperação [entre o Instituto Butantan e a Sinovac] beneficia não só os paulistas, mas todo o povo brasileiro”, disse.

A autoridade ressaltou que a questão da autorização para a exportação do insumo se deu por problemas técnicos e não políticos: “As vacinas são uma arma para conter a pandemia e garantir a saúde do povo e não instrumento político”.

Neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro comunicou em rede social que a matéria-prima do imunizante da Sinovac teve a exportação aprovada e que os insumos da vacina de Oxford-Astrazeneca, produzida pela fundação Oswaldo Cruz, está com a liberação sendo acelerada.

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