Governadores brasileiros buscam na China investimentos em seus estados

Como a China é a principal parceira do Brasil, os governos de diversos estados estão procurando suas empresas para realizar propostas de negócios

Governadores brasileiros de diversos partidos políticos estão buscando investimento chinês para obras em seus Estados, pelo que informou a imprensa local nesta semana. Estados como o Paraná, Bahia, Goiás, São Paulo, Pará, Amapá, Alagoas, Mato Grosso, Pernambuco e Paraíba já iniciaram ou planejam ações para negociar investimentos com empresas chinesas principalmente para os setores de obras de infraestrutura, mineração e energia.

O governador do Paraná, Carlos Massa, informou ao jornal Valor Econômico que esteve em Xangai no final de abril para iniciar conversações com investidores chineses a respeito do projeto do corredor bioceânico através de uma ferrovia entre o porto de Paranaguá, no Atlântico, com o de Antofagasta, no Chile. A viagem coincidiu com o anúncio feito pelo governador de São Paulo, João Doria, sobre sua visita em agosto à cidade para abrir um escritório comercial do estado.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, seguida pelos Estados Unidos e Argentina. “Muitos governos estaduais estão buscando falar diretamente com as autoridades e empresas chinesas”, disse Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.

A busca de oportunidades para o Brasil no mercado chinês levou o governador da Bahia, Rui Costa, a Pequim, para apresentar projetos de empreendimentos como o Porto Sul da cidade de Ilhéus e da ferrovia de integração Oeste-Leste. O governo da Bahia já assinou um contrato com a empresa chinesa BYD para a construção de um sistema VLT para transportar 150 mil usuários por dia, em um modelo de sociedade mista público-privada.

O estado do Amapá, por sua vez, busca atrair investimentos em infraestrutura que inclui também o financiamento por parte de bancos chineses. “É importante ter investimento estrangeiro com taxa de juros mais baixa do que a brasileira, onde se paga muito caro pelo financiamento dos bancos públicos”, disse o governador do Amapá, Waldez Góes.

Enquanto isso, o governo de Alagoas prepara dois eventos de promoção de investimentos em julho, em Pequim e Xangai, buscando recursos para saneamento básico e energia solar. “A China surge como solução fundamental em momentos de paralisia dos investimentos federais brasileiros”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Rafael Brito.

Por sua vez, o governador do Pará, Hélder Barbalho, informou que pretende viajar a Pequim no segundo semestre em busca de novas oportunidades e acrescentou que ainda este mês se anunciará a construção de um polo metal mecânico com investimentos chineses no setor de mineração.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado de Mato Grosso, César Miranda, estará na capital chinesa esta semana, como parte de uma comitiva que busca oportunidades no setor da proteína animal.

Segundo fontes oficiais, em junho, uma missão do governo de Pernambuco estará na China, país do qual importará todas as placas solares para a construção do maior complexo solar fotovoltaico do Brasil. Já o governo da Paraíba realizou em abril uma negociação com investidores americanos e chineses para a instalação de um estaleiro na cidade de Lucena, que será operado por dez anos pelas empresas IMC YY da China e MQuilling dos Estados Unidos.


Fonte: Xinhua

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