Estatal chinesa pretende criar um ano cultural no Brasil em 2020

O Brasil concentra 60% do investimento da State Grid fora da China, e a empresa tem planos de ampliar ainda mais as suas atividades no país

A State Grid, empresa estatal chinesa, tem a intenção de fazer de 2020 um ano cultural no Brasil e de continuar ampliando as suas atividades no país, no qual atua há nove anos e que concentra 60% dos investimentos do grupo fora da China. A declaração foi dada durante uma palestra do seminário “O futuro da parceria estratégica China-Brasil” realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro e organizado pelo Consulado chinês e pela Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE).

Qu Yang, vice-presidente da empresa no Brasil, comentou que a parte cultural da State Grid não ficou para trás e que isso é muito importante. “Em nove anos no Brasil, sentimos que a interação cultural tem grande importância. No ano que vem faremos um ano cultural e esperamos fazer mais atividades culturais no Brasil, escolher estudantes brasileiros talentosos para fazer intercâmbios na China. Temos um plano de longo prazo”, explicou.

Ele recordou que os investimentos da State Grid no país começaram em 2010, já são nove anos. Os ativos em 2011 não chegavam a R$ 3 bilhões (US$ 730 milhões) e no final deste ano chegarão a R$ 26 bilhões (US$ 6,34 bilhões). Em oito anos os ativos cresceram quase 10 vezes”. Segundo Qu, a State Grid é uma das maiores empresas de eletricidade do mundo que investe na construção e operação de ativos elétricos, com foco em inovação e tecnologia.

O vice-presidente recordou que em 2018, os investimentos da companhia no mundo passaram de US$ 300 bilhões, com uma atenção especial ao Brasil. “Damos uma grande importância ao mercado brasileiro e temos confiança em aumentar os investimentos aqui. Nesses 10 anos temos trabalhado com energia verde, promovendo a energia social no Brasil”, enfatizou ele.

Qu Yang destacou que a este ano a confiança foi ainda maior este ano, pois entrou em operação a tecnologia mais moderna da China no Brasil: a linha de transmissão de ultra-alta tensão de 800 kW, na central hidrelétrica de Belo Monte. Segundo ele a linha “é como se fosse duas estradas de alta velocidade conectando o país, trazendo a energia limpa do norte para os consumidores do sudeste”, onde se concentra a maior parte da população brasileira.

“A State Grid não atua apenas no setor elétrico, também promove o desenvolvimento econômico do país e do Rio de Janeiro. É uma amizade transnacional e com esse trabalho construímos esses laços com os brasileiros”, comentou Qu. “Em todos esses anos temos cumprido com nossos compromissos sociais e ambientais, com investimentos de US$ 25 milhões. Somos uma empresa com uma grande responsabilidade social”.

Ele ainda destacou que em 2019 a empresa remodelou sua estratégia, para criar mais redes, e trabalhou com foco na tecnologia de ultra-alta voltagem. Agora, eles estão pesquisando a Internet das Coisas. “Acreditamos que em três anos já estará pronta para comercialização, já estará madura para as linhas de comunicação”, acrescentou Qu.

Segundo Qo vice-presidente, a companhia busca uma rede inteligente porque acredita que o mundo do futuro é tecnológico, onde as coisas estão conectadas. “Não queremos ficar atrás das outras empresas e esperamos desenvolver soluções para o mercado brasileiro”.

Fonte: Xinhua

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