Especialistas analisam cooperação Brasil-China em “economia verde”

Participantes discutiram como os dois países podem desenvolver uma maior cooperação tecnológica

Especialistas brasileiros e chineses discutiram em seminário online a cooperação tecnológica que seus respectivos países podem construir diante da chamada economia verde, na qual Pequim tem posição de liderança internacional.

O coordenador do Núcleo Brasil-China da FGV, Evandro Carvalho, destacou que os pilares chineses se baseiam na reconversão energética interna “com a qual obtêm legitimação em nível internacional” na credibilidade de suas políticas de desenvolvimento sustentável.

No seminário, organizado pelo Instituto Confúcio da Unesp, em parceria com a revista China Hoje, Carvalho lembrou que “quando se trata da China, o planejamento e a execução devem ser levados muito a sério”. “O plano de cinco anos, de alguma forma, se conecta com toda a tecnologia porque a China percebeu a importância da economia verde, na qual se tornou um líder.”

Por sua vez, o professor Zhou Zhiwei, membro da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS) destacou que a China promove o intercâmbio global de tecnologia buscando qualidade e redução das emissões de gases poluentes em mecanismos multilaterais.

“Essa economia verde se baseia na eficiência, harmonia e sustentabilidade. Inclui a agricultura orgânica, uma indústria de serviços sustentável e um conceito de desenvolvimento com equilíbrio entre o homem e a natureza. Isso abrange também políticas de infraestrutura importantes e necessárias”, resumiu Zhou.

Na opinião do doutor em Economia e diretor do Instituto Confúcio da UNESP, Luis Antonio Paulino, a China “desempenha um papel fundamental na economia mundial”, mas não só pelo seu tamanho e pelo seu crescimento nos últimos anos, mas também pelo o que representa na economia verde.

“A China está na vanguarda da economia solar, em transporte de baixo carbono, rede ferroviária e veículos elétricos”, disse o diretor do Instituto Confúcio. Nesse sentido, ele destacou que o país conseguiu se tornar líder em energias renováveis ​​como a eólica e a solar.

“Os empregos em energias renováveis ​​superam os de petróleo e gás e a economia verde é uma realidade que dá uma contribuição fundamental”, comentou, lembrando que a China responde por um terço da energia eólica mundial e um quarto da energia solar no mundo.

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