Escritor chinês relaciona a ficção científica ao futuro da humanidade

De acordo com Liu Cixin, autor de “O problema dos três corpos”, o gênero ajuda jovens a pensar no destino humanidade

Liu Cixin

O escritor chinês de ficção científica Liu Cixin, autor do best-seller “O problema dos três corpos”, afirmou em um diálogo com Sheldon Brown, professor do Programa de Artes e Mídia Interativa da Universidade de Nova York (NYU), que a prevalência da ficção científica na China ajuda a geração mais jovem a se ver membro da sociedade e adotar uma visão de longo prazo sobre o futuro da humanidade.

“O terreno comum das obras de ficção científica no Oriente e Ocidente é muito maior do que a diferença entre elas, sendo que isso é o que mais diferencia a ficção científica da literatura tradicional”, afirmou Liu, dizendo que em suas obras o destino da humanidade é visto como um todo, sem que os povos sejam separados por nacionalidades ou raças. Ele ainda disse que os jovens da China, influenciados pela ficção científica, veem além das suas vidas diárias e se preocupam mais com o caminho que a humanidade irá trilhar.

Uma preocupação que tende a crescer com o avanço da inteligência artificial é a de que robôs possam se apropriar dos trabalhos dos humanos e até mesmo do planeta, mas Liu afirma que é importante que não exista uma zona proibida da ciência. “O maior risco é impedir o desenvolvimento da ciência em vez do desenvolvimento drástico de uma certa tecnologia”. O autor ainda acrescentou que, em sua opinião, o futuro da humanidade é brilhante, mas que a chave fica na escolha ampla.


Fonte: Xinhua

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