Dispositivo de ponta deve revolucionar as opções de tratamento

Novo coração “maglev” da China revolucionará tratamento cardíaco

Conhecido como “Coração Chinês”, o coração de levitação magnética independente desenvolvido pela China (maglev) ajudou sete pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca a voltar a uma vida normal, e está dando nova esperança a milhões de chineses que sofrem da mesma doença. O “Coração Chinês” superou os estrangeiros em muitos aspectos, como tamanho e adaptabilidade do sangue.

O dispositivo – um coração artificial de terceira geração feito na China – tem apenas 26 mm de espessura e 50 milímetros de diâmetro, pesando menos de 180g.O tamanho pequeno foi possível com a redução da demanda de energia e volume dos ímãs utilizados nos corações, relatou a Televisão Central da China (CCTV).

Leva tempo para o sangue reconhecer o coração artificial, mas o mesmo é projetado para deixar o sangue passar dentro de 0.1 segundo, de modo que não haveria rejeição, de acordo com CCTV. O dispositivo é tão pequeno que pode ser diretamente ligado ao coração defeituoso de um paciente, e é por isso que há um risco muito menor de rejeição, o diretor do departamento de cardiologia, Ji,em um hospital de Taiyuan, província de Shanxi do norte da China, afirmou ao Global Times.

Em vez de rolamentos mecânicos usados anteriormente em corações artificiais, os corações maglev fazem uso de força magnética para que os rotores flutuem, o que impulsiona uma bomba de sangue no dispositivo. Isso minimiza a fricção e maximiza sua expectativa de vida, Chen Chen, o líder da equipe de desenvolvimento do coração, foi citado pela mídia.

O novo coração resolveu o problema da incompatibilidade entre corações artificiais e tipo sanguíneo, que poderia causar a formação de coágulos, consta no relatório.
Os peritos saudaram a realização e aguardam com expectativa a sua ampla utilização clínica, observando que os preços serão inferiores aos dispositivos importados similares.

Atualmente, há cerca de dez milhões de pessoas na China diagnosticadas com insuficiência cardíaca, mas em média, a cada ano apenas 300 podem realizar um transplante de coração. A maioria depende de corações artificiais, disse CCTV. “Um coração artificial importado custa até 100 mil euros”, disse Sun Hongtao, médico-chefe adjunto no Hospital Cardiovascular Fuwai, ao Global Times.

He Xin, 29, de Tangshan, província de Hebei, foi o primeiro a se beneficiar do coração de maglev. He se sentia fraco, achando difícil respirar após uma caminhada de apenas 20-30 metros, mas depois que ele recebeu seu coração maglev há dois meses, ele pode andar mais de 1 km e subir escadas facilmente. O coração maglev irá permitir que pacientes possam praticar esportes como golfe e desfrutar de alta qualidade de vida.

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