Diplomata chinês diz que fricção comercial entre EUA e China agrava risco de recessão

O cônsul da China em Houston disse que o atrito comercial gera impactos negativos em ambas as economias, o que, por sua vez, abala a confiança do mercado de capitais internacional

Cai Wei, cônsul geral da China em Houston, afirmou durante um discurso no Fórum de Metanol de Argus na cidade do Texas que a fricção econômica e comercial entre a China e os Estados Unidos torna mais sério o risco de recessão global. Ele apontou que o atrito comercial acirrado pelos EUA dirigidos à China provoca impactos negativos diretos em ambas as economias, o que abala a confiança do mercado de capitais internacional, desencadeando turbulências em mercados financeiros, bem como ameaçando a estabilidade e a segurança da cadeia de suprimentos global.

“Unilateralismo, protecionismo e bullying comercial correm contra a tendência da globalização econômica e o princípio da concorrência de mercado”, ressaltou Cai. Ele afirmou que a China tem sido um forte defensor do livre comércio e cumprindo de forma abrangente os seus compromissos de abrir o mercado e reforçar a proteção do direito de propriedade intelectual.

O cônsul ainda observou que a China tirou mais de 740 milhões de pessoas da pobreza e se transformou no primeiro país em desenvolvimento que atingiu os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU e lembrou que o país asiático não é só o produtor mais importante, mas também é um dos mercados mais importantes. “Produtos e serviços de qualidade de todo o mundo são bem-vindos ao mercado chinês”.

“Tendo em conta o desenvolvimento social e econômico, junto com a necessidade de melhorar a vida e o nível do consumo, a demanda por vários produtos de energia e químicos, como o metanol, está crescendo na China. Isto gerará um grande potencial para a cooperação internacional”, destacou Cai, encorajando mais empresas de metanol dos EUA a entrarem no mercado chinês.

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