Criar uma aldeia global de saúde e segurança e construir uma comunidade de futuro compartilhado

Texto de Yang Wanming, embaixador extraordinário e plenipotenciário da China no Brasil

Brasília, março de 2020

A pandemia do novo coronavírus é uma severa ameaça à segurança da saúde pública na China e no mundo inteiro, por causa da rapidez de sua propagação, da amplitude de seus impactos e das dificuldades na sua contenção. Diante do desafio, o povo chinês, sob a liderança e a coordenação do próprio presidente Xi Jinping, está empenhando árduos esforços para trabalhar em três frentes principais.

A primeira é combater a epidemia dentro das fronteiras. Desde o início do surto, a China adotou, de forma resoluta, as medidas mais abrangentes, rigorosas e minuciosas de contenção. Foi montado, de imediato, um mecanismo nacional de prevenção e controle, mobilizando de forma rápida e ordenada dezenas de milhares de profissionais da saúde e grande volume de materiais médico-hospitalares em todo o território nacional. Neste momento, o pico do surto já passou na China, o número de novos casos está em queda contínua e a normalidade da produção e do cotidiano está sendo restaurada. Com as vantagens institucionais e a elevada capacidade de governança da China, não apenas a saúde e a segurança da população foram preservadas, como também se ganhou um tempo precioso e muitas experiências para preparar o resto do mundo para a epidemia. Essas ações foram reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela comunidade internacional como uma “nova referência” para a gestão global da saúde pública.

A segunda frente é desenvolver a cooperação internacional. Com a máxima transparência e eficiência, a China compartilhou com a OMS a sequência genética do vírus e manteve a comunidade internacional informada sobre o surto. Em apoio aos trabalhos mundiais de prevenção e controle, a China doou US$ 20 milhões à OMS, enviou especialistas médicos e ofereceu materiais a países como Itália, Irã e Iraque, além de dividir com todos o protocolo de diagnóstico e tratamento e o programa de contenção da COVID-19. De agora em diante, ao controlar a situação epidemiológica no próprio país, a China está disposta a oferecer assistência a países e territórios que a necessitem, intensificar a cooperação internacional em matéria de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, vacinas e kit de testes, e promover ações coordenadas de alcance regional e global para conter a pandemia, contribuindo para o sucesso da luta contra a doença.

A terceira frente é focar no crescimento socioeconômico. Com o objetivo de minimizar os impactos econômicos da epidemia, o governo chinês lançou uma série de iniciativas, entre elas a retomada da produção e do trabalho de acordo com o grau de risco, o apoio das políticas fiscal e monetária às pequenas e médias empresas e regiões-chave, a estabilização efetiva do emprego, o controle da inflação, a proteção do bem-estar da população e o bom funcionamento das cadeias de produção e de suprimento para o comércio exterior. Atualmente, a produção já foi retomada em mais de 90% das empresas estatais e essa taxa aumenta para 95% nos setores fundamentais como petróleo, telecomunicações, energia elétrica e transportes. A economia chinesa possui base sólida, forte resiliência e muito dinamismo, e está suficientemente capacitada para superar os impactos transitórios da epidemia e manter a tendência de um crescimento de alta qualidade a longo prazo, servindo de locomotiva para a economia global.

Nos últimos tempos, a China e o Brasil mantiveram boa comunicação e coordenação sobre a prevenção e o controle da epidemia, o que afirma o elevado nível da nossa Parceria Estratégica Global. Isto demonstra, mais uma vez, que os países estão intrinsecamente interligados e formam uma comunidade de futuro compartilhado. A China está disposta a trabalhar lado a lado com o Brasil e o resto do mundo para defender a segurança da saúde pública regional e global e construir um futuro melhor para a Humanidade.

Yang Wanming

Embaixador extraordinário e plenipotenciário da China no Brasil

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