Cientista considerado o Nobel da China pede mais inovação científica

Professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Nanjing, Wang Zeshan é conhecido por suas contribuições para o estudo da pólvora

Wang Zeshan, vencedor do prêmio máximo de ciência de 2018 da China, disse que os cientistas do país precisam se concentrar na pesquisa básica e original para tratar de problemas urgentes. Wang, que aos 80 anos é professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Nanjing e membro da Academia Chinesa de Engenharia, é considerado o “Alfred Nobel” da China, graças a suas contribuições para o estudo da pólvora.

O cientista passou 60 anos pesquisando a respeito da pólvora e desenhou diversas teorias e tecnologias de carregamento de propulsor, o que ajudou a melhorar mais de 20% a extensão do lançamento de artilharia da China, aumentando a performance balística da nação acima dos níveis internacionais em relação à artilharia semelhante.

Em entrevista à Xinhua, Wang afirmou que antes da reforma e abertura, o país estava necessitado de políticas que encorajassem a inovação. “O ambiente de pesquisa era pobre e os cientistas chineses tinham muitas preocupações. Foi a reforma e abertura que emancipou os cientistas do país e os trouxe à primavera”, disse.

Para Wang, a  situação da pesquisa na China foi melhorando gradualmente, até colocar o país entre os que lideram as áreas de explosivos de alta energia e munição de aeronaves. Com a nova rodada de competição científica e tecnologia crescendo no mundo, a inovação passou a  considerada uma estratégia nacional da China,

Wang ainda recorda que foram os chineses que inventaram a pólvora, mas foram derrotados pelos colonialistas do ocidente, que utilizaram essa invenção de uma maneira melhorada nos tempos modernos. “Ainda temos um sentimento de ansiedade. Precisamos reforçar as invenções que são básicas, principais e originais, que ainda estão insuficientes na China”, concluiu.

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