China refuta acusações britânicas e pede não interferência sobre Hong Kong

Porta-voz pediu respeito ao governo chinês

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, respondeu nesta terça-feira às acusações britânicas de que a política chinesa sobre Hong Kong viola a Declaração Conjunta Sino-Britânica, que é internacionalmente obrigatória.

Em coletiva de imprensa, Wang comentou que, durante o governo colonial britânico sobre a região asiática, o país europeu escolhia os governadores da colônia e que não havia democracia. Agora, a Grã-Bretanha está interferindo nos assuntos da nação asiática usando o pretexto da liberdade para minar o Estado de Direito em Hong Kong. 

O porta-voz explicou que o governo chinês administra a região de acordo com a Constituição e a Lei da República Popular da China sobre a Salvaguarda da Segurança Nacional na Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), a qual não tem a ver com a Declaração Conjunta Sino-Britânica. 

Após o retorno de Hong Kong à sua pátria, os direitos e obrigações relativos ao lado britânico na Declaração Conjunta Sino-Britânica foram cumpridos, acrescentou.

“O que a Grã-Bretanha deve fazer é rejeitar sua mentalidade colonial e abandonar seus duplos padrões; respeitar o governo e os departamentos judiciais da RAEHK, pois desempenham suas funções de acordo com a lei; respeitar o desejo do povo de Hong Kong de desfrutar de ordem social estável e vidas normais; respeitar o fato de que Hong Kong é uma região administrativa especial da China; e respeitar as normas básicas das relações internacionais ditando a não interferência nos assuntos internos de outros países”, concluiu Wang.

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