China reforçará punição em cidades que não cumprirem suas metas de qualidade do ar

Apesar de a zona de Pequim-Tianjin-Hebei ter prometido redução da densidade média de PM2,5 até o fim de março, isso ainda não está acontecendo

A China vai reforçar a responsabilização das cidades não atingirem suas metas sobre a qualidade do ar neste inverno, de acordo com Liu Bingjiang, funcionário do Ministério da Ecologia e Ambiente. O país prometeu que, de 1° de outubro de 2018 a 31 de março de 2019, reduzirá a densidade média das partículas PM2,5 em 3% (em termos anuais) na zona de Pequim-Tianjin-Hebei, que é uma das mais poluídas do seu território.

Apesar dessa meta, entre 1° de outubro de 2018 e 19 de janeiro de 2019, houve um aumento anual de 9,2% na densidade média de PM2,5, o que, segundo Liu, foi causado pelas condições desfavoráveis do tempo na região no último outono, assim como as altas temperaturas e pouca precipitação. O funcionário ainda disse que outras cidades em regiões fortemente poluídas também registraram aumentos desse índice.

Liu ainda disse que o ministério está formulando medidas para responsabilizar os funcionários que não cumprirem seus objetivos a respeito da qualidade do ar. Ele acrescentou que em 2019, a China irá aplicar padrões mais severos de emissões ultrabaixas na indústria do aço, fazer mais esforços para promover o uso de energia limpa e diminuir o consumo de carvão.

A qualidade do ar na China melhorou em 2018 e 338 cidades importantes relataram boa qualidade do ar em 79,3% dos dias do ano, o que representa um aumento de 1,3% em relação a 2017.

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