China publica livro branco sobre as consultas com os EUA

No livro branco, a China desmente as acusações feitas pelos Estados Unidos sobre retrocesso nas negociações

O Departamento de Comunicação do Conselho de Estado da China emitiu um livro branco, intitulado Posição da China sobre Consultas Econômicas e Comerciais China-EUA, em que diz que as acusações feitas pelo governo dos Estados Unidos sobre o retrocesso da China são totalmente infundadas. Nele, a China observa que é uma prática comum para ambos os lados fazerem novas propostas para ajustes no texto e no idioma em consultas em andamento. Nas mais de dez rodadas anteriores de negociação, a administração dos EUA veio mudando suas demandas e é imprudente acusar a China de “retroceder” enquanto as conversas ainda estão em andamento.

O livro branco fala que um país civilizado recorrerá a medidas forçadas apenas quando as abordagens gentis fracassarem. Mesmo depois que os EUA emitiram a ameaça de novas tarifas e a comunidade internacional ficou com medo que a China cancelasse a visita de consulta aos EUA, a China permaneceu com mente sóbria, exerceu contenção e enviou uma delegação de alto escalão para os EUA, como foi concordado, para a 11ª rodada de consulta econômica e comercial, de 9 a 10 de maio.

Ao fazer isso, a China demonstrou a maior sinceridade e um forte sentimento de responsabilidade para solucionar as disputas comerciais por diálogo, pelo que diz o livro branco. Durante as seguintes discussões sinceras e construtivas, os dois lados concordaram em administrar as diferenças e continuar com as consultas.

A China expressou forte oposição à elevação unilateral de tarifas pelos EUA e declarou sua posição firme de que teria de tomar contramedidas necessárias, segundo o texto, que enfatiza mais uma vez que os acordos de comércio devem ter como base a igualdade e o benefício mútuo. A China jamais cederá nos importantes princípios concernentes a seus interesses essenciais.

“Uma condição prévia para um acordo de comércio é que os EUA devem remover todas as tarifas adicionais impostas sobre as exportações chinesas, a compra de bens norte-americanos pela China deve ser realista e deve se garantir que um equilíbrio adequado no texto do acordo seja alcançado para servir aos interesses comuns de ambos os lados”, diz o livro branco.

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