China é destaque em conferência mundial sobre vinho

O país asiático aparece entre principais produtores de uva, consumidores de vinho e maiores áreas de cultivo

O 42º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho teve início nesta semana, trazendo cerca de 500 especialistas de todo o mundo para discutir a sustentabilidade na produção e no consumo de vinho. Entre os palestrantes, além de especialistas de áreas tradicionalmente associadas a vinhedos, como a França, a Espanha e a Itália, estão grandes nomes vindos de países como o Japão, a Bolívia e a China.

O tema da conferência, que foi organizada pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), é “Preservação e inovação: Expectativas no nível ambiental, econômico e social”.  Pau Roca, diretor-geral da OIV, afirmou que a Espanha continua sendo o principal país para a área cultivada, com 969 kha, seguida da China (875 kha) e da França (793 kha). “A área de viticultura chinesa continuou a aumentar em 10 kha entre 2017 e 2018”, afirmou ele, observando que os chineses também estão consumindo mais vinho.

Roca também ressaltou que apesar de a China ter tido uma queda de 11% na produção de uva em 2018, ela ainda é o maior país produtor, com 11,7 milhões de ton (mt), o que representa 15% da produção mundial da fruta. Ela é seguida da Itália (8,6 mt), Estados Unidos (6,9 mt) e França (5,5 mt). Já os países de maior consumo de vinho, os EUA estão em primeiro lugar, com 33 milhões de hectolitros (mht), seguidos pela França (26,8 mhl); Itália (22,4 mhl); Alemanha (20 mhl) e China (17,9 mhl).

Entre os temas abordados pelo congresso, estão as mudanças climáticas, às quais os vinhedos são muito sensíveis, assim como o desenvolvimento de produtos e formas de proteger as videiras. A OIV é uma organização intergovernamental de natureza científica e técnica de reconhecida competência para as suas obras relativas a vinhas, vinho, bebidas à base de vinho, uvas de mesa, uvas passas e outros produtos à base de vinha.

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