Canadense transforma lixo oceânico em fonte de renda para aldeãos chineses

Craig Anderson está dando oficinas para ensinar a população local a usar os materiais coletados na praia para fazer arte e vender aos turistas como suvenires

Os aldeãos da Ilha do Oeste, em Sanya, província de Hainan, com cerca de 4 mil habitantes, estão usando lixo oceânico para ganhar um dinheiro extra com a ajuda do canadense Craig Anderson, que se mudou para o local em fevereiro desse ano. No início, os moradores quando viam-no andando na praia e pegando coisas como madeira flutuante, garrafas, vidros quebrados e pedaços de ferro, acharam que ele era limpador, mas depois de uns meses, eles descobriram que na verdade ele é um designer que faz arte com materiais reciclados.

Já faz 25 anos que Anderson vive na Ásia e, por amar o mergulho, ele entende que o mundo embaixo d’água é muito mais frágil que o da superfície.: “Qualquer pequena mudança no ambiente pode afetar muito o ambiente subaquático. Eu amo o oceano e quero protege-lo”. Por essa razão, ele tem em sua oficina estandes de celular feitos de madeira flutuante, cortinas feitas de rede de pesca, chinelos feitos de pneu antigo e pinturas feitas com sucata metálica e tijolos quebrados.

Sanya proibiu a pesca inshore para proteger o meio ambiente e como parte dos esforços para ajudar os pescadores na Ilha do Oeste, o governo local convidou Anderson para treinar residentes para fazer arte de materiais reciclados e vendê-los como suvenires aos turistas. O primeiro produto no qual eles trabalharam foi um chapéu feito com folhas de coco, fazendo uso das árvores de coco da ilha e combinando o design de chapéu local popular. “É material sustentável”, disse Anderson, “nós apenas usamos dois ramos de árvores grandes e uma de pequenos, por isso a árvore pode se regenerar e crescer”.

Zhou Guanggu, aluna de Anderson, disse que chega a fazer de sete a oito chapéus por dia: “Eu vendi 38 chapéus que fiz em meu tempo vago e fiz mais de 700 yuans (cerca de US$ 100) ”, dizendo ainda que também inscreveu seu sobrinho para as aulas. A primeira classe de Anderson teve cerca de 30 aldeãos: “A classe ficou maior e maior ao longo do tempo. Eles estavam muito entusiasmados”. Com o apoio do governo local, Anderson também está instalando um centro de reciclagem para lidar com problemas de gestão de lixo na ilha e motivar os moradores locais para mudar seus hábitos de despejo de resíduos.

Os moradores locais podem levar material reciclado para o centro para receber créditos que podem ser trocados por presentes no futuro. Aqueles que participaram de estudos de reuso de materiais também recebem créditos. “Com o tempo, nós podemos atingir mais pessoas e grupos, e progredir mais”, disse Anderson. “Uma vez que nós oficialmente tenhamos o centro de reciclagem aberto, eles entenderão que aqui é um lugar que eles podem fazer do lixo uma coisa boa.”


Fonte: Xinhua

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