Bossa Nova testemunha mudanças do consumo na China

Dono do bar-restaurante no país asiático prefere se chamar de “amante da música”

Créditos: Xinhua/Cheng Di

Cabelo preto encaracolado, camisa estilo praia, violão… Todas as noites, as pessoas podem ver o brasileiro Delei Duarte tocando no palco de um bar-restaurante perto do rio Jiangxi, em Nanchang, capital provincial de Jiangxi, leste da China. Quem o vê não pode imaginar que este artista enérgico já tem 60 anos.

Delei, dono do bar-restaurante, prefere se chamar de “amante da música” ao invés de empresário. Ele se apaixonou pela música quando era criança e tocava violão muito bem. Quando jovem, teve um “sonho oriental” e ficou especialmente fascinado pela China. Então, quando um amigo o convidou para ser guitarrista em um hotel em Datong, na Província de Shanxi, norte da China, ele prontamente concordou. Ele fechou o bar que estava operando no Brasil há anos e cruzou o oceano para começar uma vida diferente na China.

Em seu segundo ano, Delei mudou-se para Nanchang. Foi lá que conheceu sua esposa, nativa, e abriram três bares sucessivamente em mais de uma década desde o casamento. Todos batizados com o nome do estilo musical brasileiro Bossa Nova.

Ao entrar no bar de Delei, que se localiza no distrito de Honggutan, em Nanchang, as pinturas e esculturas penduradas nas paredes mostram um forte estilo brasileiro. Delei quer apresentar a cultura brasileira para clientes em Nanchang e para amigos de todo o mundo. No bar, há uma “parede de papel-moeda” composta por notas de mais de 70 países. Delei diz que esses “dinheiros da sorte” são bênçãos dos clientes.

Aos olhos de Delei, nenhum país mudou tanto quanto a China nos últimos dez anos. Do pagamento em dinheiro ao pagamento por código QR, de comer em restaurantes a pedir refeições no celular sem sair de casa, Delei passou a ter um novo entendimento sobre a vida cotidiana. “Quando as pessoas vêm ao meu restaurante, elas podem pegar a comida eles mesmos e pagar a conta escaneando o código QR. É muito conveniente.”

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