Benefícios do Brasil na Nova Rota da Seda

O projeto Belt and  Road Initiative (Iniciativa do Cinturão e Rota), ou a Nova Rota da Seda, atende interesse das empresas brasileiras como mais uma rota alternativa para expandir seus produtos brasileiros em mercado asiático que tem países de maior crescimento econômico, cadeia de produção diversificada, mercado de consumidores e necessidade crescente de produtos de commodities.

Embora tenha proposto originalmente pelo presidente chinês Xi Jinping, o projeto da Nova Rota da seda tem ganhado mais adeptos dos países nas regiões da rota que abrange não só a parte terrestre , mas também a parte marítima.  A tendência é que mais países abraçam voluntariamente essa parceria comparando o número e importância de participantes da última segundo Forum de Belt and Road Initiative (BRI) com o número do primeiro Fórum. 150 países e organizações internacionais já assinaram acordos de cooperação para o projeto. Na América do Sul, por exemplo, Chile e Equador firmaram essa parceria,  pois os empresários desses países  começam a perceber que o benefício de ter ligação direta com a China e com outros mercados da Asia a um custo de transação baixo.

No caso do Brasil, esse benefício é ainda maior, se considerar hoje a commodities ocupa uma grande parte da pauta de exportação brasileira.  A redução de frete de transporte, é essencial para adicionar mais lucro e caixa para os produtos e empresários de agronegócio. Como uma parte considerável da atual pauta de exportação brasileira é commodities e que tem preço fixado pelo mercado internacional, a redução do custo logístico é estratégico no planejamento financeiros dos produtores brasileiros. Isso vai gerar recursos extras para incentivar as empresas a investirem mais na inovação tecnológica na melhoria genética, melhoria de eficiência, redução de desperdícios e aumento de produtividade.

A redução do tempo que leva o produto do Brasil  para o mercado asiático também é importante. Tempo para chegar no mercado da Ásia pelo oceano pacífico é muito menor que a rota atual pelo Oceano Atlântico. A redução de tempo é essencial para o produto brasileiro ganhar competitividade. Com menor tempo, as empresa brasileira vão poder exporta mais produtos. Por exemplo, muitas frutas brasileiras passam ter competitividade no mercado asiático. Além disso, essas empresas vão queimar menos caixa exportando para Asia e reduzindo consideravelmente o custo financeiro.

Além disso, o  custo indireto de fazer negócio com o mercado chines também serão reduzido. Esses custos, tais como diferença cultural, entendimento de língua e desconhecimento de costume empresarias serão reduzidos ainda mais com maior intercambio comercial e investimentos mútuos. Por exemplo, um dos custos mais recorrentes numa negociação internacional é o custo de tradução. Uma tradução de espanhol e português para chines e vice versa custava uma fortuna dez anos atras. E as empresas não encontravam pessoas e firmas que fazem isso rápido.  Hoje o custo é próximo de uma tradução para inglês.

Com a cooperação na Rota, muitas oportunidades de negócios que não eram exploradas vão ser reavaliadas.  As empresas multinacionais desses países podem agir com agente catalizadores para essa maior integração. Mesmo sem uma cooperação formal, A JBS e BRF tem investido no mercado asiático. A JBS fez uma parceria com Alibaba para vender carne diretamente para consumidores chineses. A BRF tem investido distribuidores regionais nos países asiáticos. Os preços das ações dessas empresas já subiram 100% e 50% respectivamente em 2019 devido a maior necessidade de carne no mercado chines devido ao surto de peste suína na China.

Em vez de fazer aquisição sozinha, as multinacionais chinesas tende fazer mais parceria local e Joint Venture com a empresa Brasil para se tornar cada vez mais empresa brasileira. A TCL, uma das maiores empresas eletrônica na China, fez parceria com a SEMP para atuar no Brasil. A China Three Gorges Brasil (CTG) também faz parceria com a EDP Portugal e Eletrobras para atuar várias usinas hidrelétrica no Brasil. A CPFL Energia, uma empresa adquirida pela State Grid Brazil, formalizou à bolsa paulista B3 sua intenção de realizar uma oferta pública subsequente de ações (follow-on) com o objetivo de ter mais papéis de capital social em circulação no mercado (“free float”)  Assim, mais investidores brasileiro podem participar dos resultados da CPFL.

Sabemos que o comercio internacional não resolve todos os problemas do Brasil, uma vez que nossos maiores problemas são estruturais internas que precisam ser resolvidos internamente. Assim como outros tratados de comercio que o Brasil já faz parte, a Nova Rota da Seda é mais uma alternativa interessante que pode ajudar o crescimento econômico brasileiro. Portanto, essa cooperação pode ajudar a reforma econômica e fiscal promovido por nosso presidente Bolsonaro com maior orientação para a economia de mercado. Mais empresas joint-ventures e investimentos em conjunto entre Brasil e China podem ser realizados nas áreas prioritárias do governo brasileiro, por exemplo, os projetos de infra-estruturas.

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