Banda brasileira conta como é passar a epidemia de coronavírus morando na China

O grupo havia acabado de chegar ao país quando o surto começou

Os membros da banda: Morgan, Mariana, Rodolfo, John e Giovani.

Era 26 de janeiro quando a banda brasileira Fancy desembarcou em Xi’an, capital da Província de Shaanxi, local que seria seu novo lar. Depois de assinar um contrato com uma empresa de entretenimento e mídia chinesa, os membros do grupo estavam ansiosos para realizar uma série de shows no país durante o feriado da Festa da Primavera. Eles estavam dispostos a residir em alguns bares e esperavam conquistar sucesso na China.

Logo veio a epidemia do coronavírus. A animação se transformou em surpresa. A vocalista Mariana conta que eles receberam uma chamada de seu chefe chinês, dizendo que os shows do Ano Novo Chinês poderiam ser cancelados. “Não esperávamos que a epidemia fosse tão grave naquele momento”.

John, o guitarrista da banda, acredita que as medidas da China foram um bom exemplo. “Agora que o vírus eclodiu em muitos outros lugares, incluindo o Brasil, muitas vezes compartilhamos nossas medidas contra a epidemia na China com nossa família.”

No apartamento alugado, a banda brasileira transformou a sala de estar em um local para ensaios com guitarra, baixo, chocalho e cajon. “Além de ir ao supermercado em busca de comida, aproveitamos o tempo livre da quarentena para estudar a cultura chinesa”, afirmou John. “Aprendemos um pouco de mandarim e tentamos cantar músicas chinesas.”

Todos os membros do grupo obtiveram os “códigos de saúde” exigidos em Xi’an para comprovar seu estado de saúde e estão livres para circular. Mas como muitos locais de entretenimento continuam fechados, eles escolheram se apresentar em áreas públicas abertas, como parques, na esperança de conquistar mais fãs na China.

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