Autor: Andressa Schneider

China lança satélites gêmeos de navegação do Beidou-3

julho 30, 2018 9:41 am Published by Leave your thoughts

A China enviou no domingo satélites gêmeos ao espaço com um foguete transportador, iniciando um período com lançamentos intensivos sem precedentes para o sistema Beidou.

Um foguete transportador Longa Marcha-3B subiu do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, Província de Sichuan, no sudoeste da China, às 9h48, a 281ª missão da série Longa Marcha.

Os satélites são o 33º e 34º do sistema de navegação do Beidou. Eles entraram em órbita mais de três horas depois do lançamento. Depois de uma série de testes, eles trabalharão junto com oito satélites Beidou-3 já em órbita, disse o provedor de serviços de lançamento.

Um sistema básico com 18 satélites Beidou-3 estará operante até o fim do ano, para servir os países participantes da Iniciativa do Cinturão e Rota, proposta pela China.

Com o nome chinês para Ursa Maior, o sistema Beidou começou a servir a China em 2000 e a região da Ásia-Pacífico em 2012. Será o 4º sistema mundial de navegação por satélite, depois do GPS dos Estados Unidos, GLONASS da Rússia e Galileo da União Europeia.

Os satélites e o foguete usado para o lançamento no domingo foram desenvolvidos pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e Academia Chinesa para Tecnologia de Veículos de Lançamento, respectivamente.


Fonte: xinhuanet

BRICS em defesa do multilateralismo e contra a guerra comercial.

julho 30, 2018 9:37 am Published by Leave your thoughts

A 10ª Cúpula do BRICS, em Joanesburgo, iniciou-se com a responsabilidade de afirmar o compromisso dos cinco países na defesa do multilateralismo comercial e da democratização do sistema internacional diante da ameaça da expansão do protecionismo comercial e do unilateralismo em razão da “guerra comercial” iniciada pelos EUA. Esta “guerra comercial” terá reflexos negativos sobre o crescimento da economia mundial e imporá maiores dificuldades aos países em desenvolvimento. Além disso, ela enfraquece a OMC, aprofundando ainda mais a crise de eficácia e legitimidade da organização desde a inconclusa Rodada Doha iniciada em 2001.

Medidas unilaterais que provocam danos generalizados a vários países podem perder a sua característica de “medida de proteção” do mercado e dos empregos domésticos para se revelar em um tipo de “ato de agressão” contra os mercados e empregos de outros países. A OMC foi criada exatamente para ser o arcabouço institucional-normativo de referência que determina os limites de ação dos Estados no comércio internacional de modo a promover uma “competição” e não uma “guerra” comercial entre eles.

Diante deste contexto, é necessário que os países do BRICS desmontem as armadilhas da retórica unilateralista e das medidas protecionistas dos EUA por meio da enfática defesa do sistema multilateral do comércio da OMC e do incremento do comércio intra-BRICS. E, neste quesito, ainda há muito a ser feito. A China é o único país que mantém relações bilaterais comerciais substantivas com cada um dos demais quatro países do BRICS.

Discute-se se o aprofundamento do comércio intra-BRICS deve ser acompanhado do alargamento do BRICS. Na Cúpula do ano passado, em Xiamen (China), o governo chinês propôs a ampliação do grupo de forma a admitir outras economias emergentes. Esta proposta ficou conhecida como “BRICS-Plus”. Relatórios do Banco Mundial já vem demonstrando a tendência de maior participação dos países em desenvolvimento na economia mundial. Tem-se assim, dois movimentos importantes a serem considerados pelo BRICS: de um lado, o aprofundamento vertical das relações comerciais intra-BRICS e, de outro, o alargamento horizontal de modo a admitir novos membros, promovendo a democratização do sistema internacional e maior liberalização do comércio. Quanto a este último movimento, é preciso, contudo, que o alargamento tenha em conta certos critérios, dentre eles, a manutenção da agenda em defesa da reforma de algumas organizações internacionais. E, neste quesito, além do Banco Mundial, do FMI e das Nações Unidas, a OMC talvez deva ser incluída no rol das instituições internacionais que precisam ser reformadas.

Mas paralelo ao propósito reformista, os países do BRICS poderiam promover iniciativas concretas que fortaleçam o comércio internacional. A China dá o exemplo este ano. Nos dias 5 a 10 de novembro o governo chinês promoverá a primeira “China International Import Expo (CIEE)”, em Shanghai. O país que ficou conhecido como a nação exportadora, agora quer comprar bens e serviços estrangeiros para suprir a crescente demanda doméstica por mais e melhores produtos. Este evento, que contará com mais de 100 países e regiões, é um exemplo de iniciativa que favorece a promoção do comércio internacional. O Conselho Empresarial dos BRICS poderia ter um papel mais ativo na Expo e, também, planejar outras iniciativas semelhantes para o futuro.

Por meio de iniciativas concretas, o BRICS tem a oportunidade de reagir positivamente ao unilateralismo e ao protecionismo, sem se deixar paralisar diante dos atuais obstáculos. Ao contrário do que se pode supor, este atual momento, apesar dos obstáculos da conjuntura internacional, é uma grande oportunidade para o BRICS mostrar o seu compromisso com a construção de uma comunidade de destino comum da humanidade.


Evandro Menezes de Carvalho

Editor Executivo Chefe da revista China Hoje. Coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV e do Centro de Estudos dos Países BRICS da UFF.

 


Alto funcionário do PCC se reúne com sinólogos

julho 25, 2018 10:14 am Published by Leave your thoughts

Um alto funcionário do Partido Comunista da China (PCC) se reuniu com um grupo de sinólogos em Beijing para um simpósio.

Huang Kunming, membro do Birô Político do Comitê Central do PCC (CCPCC) e chefe do Departamento de Comunicação do CCPCC, expressou sua esperança de que os sinólogos possam interligar seus estudos sobre história chinesa com o desenvolvimento da China hoje para ajudar o mundo a entender a cultura chinesa e a China contemporânea em profundidade.

Sinólogos dos EUA, Cazaquistão, Ucrânia e Índia discutiram sobre o país asiático e o mundo ao longo das quatro décadas de reforma e abertura do país. Eles aconselharam impulsionar o intercâmbio cultural entre a China e o mundo.

Huang disse que as pessoas devem ter uma visão clara sobre o processo e a lógica do desenvolvimento da China depois de estudar a reforma e abertura. Eles também podem compreender a interação e interdependência profunda da China com o mundo.

Ele desejou que os estudiosos possam aprofundar os intercâmbios entre países e fortalecer a amizade entre os chineses e o povo de todo o mundo.

Os sinólogos estão participando do Simpósio 2018 de Estudos sobre China, um evento anual organizado pelo sexto ano pelo Ministério de Cultura e Turismo e pela Academia Chinesa de Ciências Sociais. Vinte e oito sinólogos e especialistas em China de 24 países participam da atividade este ano.


Fonte: Xinhua

Sou do Brasil

julho 19, 2018 11:36 am Published by Leave your thoughts

Conheça Guilherme, um brasileiro de 19 anos que foi para a China estudar mandarim e é meio campista de um time de futebol universitário por lá! O sonho dele é ser um futebolista profissional, e além do treino ele também estuda os conhecimentos técnicos e teóricos do futebol.


Fonte: CRI.cn

Presidente chinês visitará Emirados Árabes e irá à África visitar quatro países e participar da cúpula do BRICS

julho 18, 2018 12:27 pm Published by Leave your thoughts

O presidente chinês, Xi Jinping, visitará os Emirados Árabes Unidos, Senegal, Ruanda e África do Sul de 19 a 24 de julho, participará da 10ª Cúpula do BRICS de 25 a 27 de julho em Joanesburgo e visitará Maurício, anunciou o Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira.

As visitas de Estado ocorrerão a convite dos presidentes, que são o xeque Khalifa bin Zayed Al Nahyan (Emirados Árabes), Macky Sall (Senegal), Paul Kagame (Ruanda) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), disse o porta-voz da pasta, Lu Kang.

Xi participará da cúpula do BRICS a convite do presidente Ramaphosa, assinalou Lu. O BRICS reúne as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Na volta para a China, Xi fará uma visita de amizade em Maurício.


Fonte: Xinhua  
Web editor: Chen Ying, editor

 


Fãs de artes marciais celebram suas raízes no Templo Shaolin na China

julho 18, 2018 12:21 pm Published by Leave your thoughts

Desde o início do verão, o número de visitantes estrangeiros tem ocasionalmente superado o de turistas chineses no Templo Shaolin, um complexo de construção de madeira no pé da Montanha Song que é conhecido como origem lendária do Kung Fu.

Estima-se que cada ano, dezenas de milhares de amantes estrangeiros de artes marciais realizam sua peregrinação ao Templo Shaolin, a mais procurada atração da crescente legião de fãs do Kung Fu em todo o mundo, a fim de experimentar a verdadeira cultura Shaolin e afiar suas técnicas de artes marciais.

Na tarde deste sábado, mais de 120 fãs do Kung Fu provenientes de 20 países e regiões reuniram-se no sagrado salão de meditação e trouxeram diversa seleção de apresentações para celebrar suas raízes Shaolin na presença do abade Shi Yongxin.

Além de mostrar a proeza das tradicionais artes marciais através de murros, chutes, ataques com porrete e cambalhotas no palco, praticantes provenientes da África, Europa e América fazem seus melhores para integrar os elementos de suas próprias culturas ao Kung Fu Shaolin.

Shi disse que o Templo vem se esforçando para transformar a cultura Shaolin em um estilo de vida e torná-la mais integrada à vida cotidiana das pessoas através de programas de intercâmbio cultural que ligam pessoas de todo o mundo. Ele espera que a cultura Shaolin possa abrir uma porta para as pessoas compreenderem melhor a cultura chinesa.

Com seu apelo cultural único e próprio, o Templo Shaolin estabeleceu mais de 40 instituições culturais no exterior, com mais de 300 praticantes situados fora do país, que ensinam artes marciais a pessoas locais.


Fonte: Xinhua

China em destaque: professor da FGV é selecionado para programa acadêmico do gigante asiático

julho 12, 2018 1:34 pm Published by Leave your thoughts

O professor da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio) e coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China, Evandro Menezes de Carvalho, foi selecionado para participar do “Visting Program for Young Sinologists 2018“. A seleção foi realizada pelo Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China (MOCT) e pela Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS) e visa apoiar os estudos sobre a China de acadêmicos do mundo todo. O projeto ainda tem como intuito promover sua colaboração com instituições acadêmicas, culturais e educacionais da China, além de grupos empresariais, e melhorar a compreensão mútua e a amizade dentro da comunidade internacional.

“A China, para mim, tem sido mais do que um objeto de estudo, pois o país, sua cultura, seu povo, tudo o que a ela se refere, tem se tornado parte significativa do meu cotidiano e da minha vida. Quanto mais eu aprendo, mais eu percebo o quanto temos a ganhar se estabelecermos uma troca sincera, aberta e respeitosa com a sabedoria chinesa de pensar o mundo. Espero que estes meus estudos e o contato tão frequente com a China possam ser úteis para a FGV e para os alunos da FGV Direito Rio, que desde 2016 têm demonstrado grande interesse em cursar disciplinas relacionadas à China ou à Ásia”, comenta Evandro.

Evandro já participou do OAS-CSC Program (2012-2014), uma iniciativa do governo chinês em parceria com a Organização dos Estados Americanos (OEA), e do Young Leaders from Latin America, um programa criado pelo presidente Xi Jinping, em 2016.


Fonte: FGV

Inteligência Artificial derrota médicos de excelência em competiçã

julho 8, 2018 9:40 pm Published by Leave your thoughts

 

Um sistema de inteligência artificial (IA) registrou uma vitória de 2 a 0 contra médicos de excelência, no sábado, em duas rodadas de uma competição em Beijing para diagnosticar tumores cerebrais e prever a expansão de hematomas no cérebro.

O BioMind, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Pesquisa de IA para Distúrbios Neurológicos e a Universidade de Medicina da Capital, realizou diagnósticos corretos em 87% dos 225 casos em cerca de 15 minutos.

Uma equipe de 15 médicos dos principais hospitais da China atingiu 66% de precisão em 30 minutos.

O sistema de IA fez também previsões corretas em 83% dos casos de expansão dos hematomas cerebrais, superando os médicos, que conseguiram apenas 63% de precisão.

“Não estou surpreendido com os resultados”, disse Wang Yongjun, vice-presidente executivo do Beijing Tiantan Hospital, que abriga o centro de pesquisas.

Para treinar o BioMind, os desenvolvedores inseriram dezenas de milhares de imagens de doenças relacionadas com o sistema nervoso que o Hospital Tiantan arquivou nos últimos 10 anos, tornando-o capaz de diagnosticar doenças neurológicas comuns com uma taxa de precisão de mais de 90% – comparável à de um médico experiente, disse Wang.

Cheng Jingliang, professor de radiologia do Primeiro Hospital Afiliado da Universidade de Zhengzhou, na província de Henan, disse que a inteligência artificial já foi usada para ajudar médicos a ler imagens para diagnósticos em alguns hospitais chineses.

No entanto, o uso de IA está ainda a dar os primeiros passos no campo da medicina, e a precisão dos diagnósticos por IA é ainda inferior à dos profissionais seniores na maioria dos casos atuais afirmou Cheng.

Paul Parizel, presidente do departamento de radiologia do Hospital Universitário de Antuérpia, na Bélgica, e membro do júri do concurso de sábado, disse acreditar que a integração da IA nos serviços médicos é uma tendência promissora.

“Será como um GPS guiando um carro. Ele fará propostas a um médico e ajudará o médico a diagnosticar”, explicou. “Mas será o médico quem decidirá, pois há vários fatores que uma máquina não pode ter em consideração, como o estado de saúde e a situação familiar de um paciente”.

Impulsionadas pelo governo, novas tecnologias como a inteligência artificial têm sido cada vez mais usadas na assistência médica na China nos últimos anos.

Em junho, a empresa médica sueca Elekta anunciou a introdução do Watson for Oncology, um sistema médico de IA desenvolvido pela IBM, nos Estados Unidos, para fornecer planos de tratamento personalizados para pacientes com câncer na China. A plataforma de inteligência artificial foi usada em 68 hospitais em toda a China para ajudar no tratamento da doença.


Fonte: Diário do Povo Online
Web editor: Chen Ying, editor