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Microsoft trabalha com centros incubadores na China para promover startups

abril 4, 2019 5:00 pm Published by Leave your thoughts

A Microsoft Corp e o governo chinês estão trabalhando em 21 centros incubadores pelo país para ajudar as startups locais a melhorar a inteligência artificial (AI), de acordo com uma entrevista que Ralph Haupter, presidente da Microsoft Asia, deu para o jornal China Daily. O executivo informou que os centros, formados em cooperação com as autoridades locais e parceiros de negócios, já ajudaram a cultivar mais de 600 startups, cujo valor combinado atingiu 15 bilhões de yuans (US$ 2,24 bilhões).

Haupter afirmou que, como tecnologia, a AI vai ajudar a dobrar a produtividade das empresas até 2021 e que centros como esses estão se espalhando por toda a China, mesmo em locais como a Região Autônoma da Mongólia Interior e a província de Yunnan. A Microsoft estabeleceu acordos de vários níveis nos países da Ásia para disseminar a inteligência artificial.

De acordo com Haupter, a China conta com uma posição única graças à longa permanência da equipe de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft, que tem no país a sua maior unidade de pesquisa e desenvolvimento da companhia fora dos EUA. “Dizem que a China possui o maior potencial de aproveitamento do poder da AI. A taxa de melhorias de inovação esperada na China em 2021 será de 2,6 vezes o nível atual”, destacou o diretor, que também disse que o aumento da taxa de produtividade de funcionários em 2021 será de 2,3 vezes o nível de hoje.


Shenzhen realizará Feira Internacional de Indústrias Culturais da China em maio

abril 4, 2019 2:30 pm Published by Leave your thoughts

A 15ª Feira Internacional de Indústrias Culturais da China (Shenzhen), será realizada entre os dias 16 e 20 de maio, na cidade de Shenzhen, província de Guangdong. O evento contará com a participação de 2.312 entidades governamentais, empresas e organizações de 31 regiões provinciais, além de Hong Kong, Macau, Taiwan e 50 países e regiões do exterior.

O espaço principal do evento, que é no Centro de Convenções e Exposições de Shenzhen, conta com nove pavilhões e cobre uma área de 105 mil m². Além disso, 60 outros locais do distrito de Shenzhen também farão parte da feira. De acordo com os organizadores, o evento focará na exibição das realizações chinesas no setor cultural; nos progressos de integração e inovação culturais de Guangdong-Hong Kong-Macau, na integração da cultura e turismo; no desenvolvimento de mídia integrada e nos designs inovadores e criativos.

Durante as suas 14 edições, a feira já movimentou mais de 1,7 trilhão de yuans (US$ 252 bilhões).


Cientistas chineses desenvolvem arroz resistente a doenças e com alta produção

abril 4, 2019 12:30 pm Published by Leave your thoughts

Uma nova variedade de arroz com alta resistência a doenças e alta produção foi criada por cientistas chineses da Universidade Agrícola de Nanquim (UAN), na província de Jiangsu, de acordo com a própria instituição. Uma equipe da UAN, liderada pelo professor Yang Donglei, do Laboratório de Cultura Genética e Melhoramento de Germoplasma, utilizou um gene de alta produção codificado como Ideal Plant Architecture (IPA1) para promover a resistência da planta contra pragas bacterianas do arroz sem prejudicar a produção.

A equipe de Yang descobriu que o silenciamento go Mir-156 e a superexpressão do IPA1, um gene-alvo microRNA-156 (miR-156) que tem acesso ao regulamento dos múltiplos processos de crescimento e desenvolvimento do grão, pode melhorar a resistência a doenças, apesar de reduzir a produção do arroz.

Para sair do dilema, os pesquisadores criaram uma espécie de “alarme” na nova linhagem de arroz, que avisa sobre uma invasão de ferrugem bacteriana, o que permitiu elevar a expressão do IPA1 para aumentar a resistência. “Nós chamamos a nova variedade do arroz de HIP”, disse Yang, ressaltando que a equipe identificou o miR-156-IPA1 como um regulador da linhagem cruzada entre crescimento e defesa, criando uma variedade nova de arroz.

Pesquisas mais detalhadas mostraram que sem infecção patogênica, a expressão do IPA1 da nova planta aumenta apenas um pouco, o que promove características relacionadas com a produção incluindo menos brotos motocultivadores, espigas maiores e talos mais grossos. Os resultados da pesquisa foram publicados no Nature Plants, um dos jornais acadêmicos focados em botânica mais importantes internacionalmente.


Proteção dos pandas gigantes ganha destaque durante os 150 anos da descoberta do animal

abril 4, 2019 10:45 am Published by Leave your thoughts

Uma investigação de ampla escala sobre o número de pandas gigantes selvagens e seu habitat vem sendo conduzida pela Reserva Natural Nacional de Wolong, na província de Sinchuan, uma vez que a China completa 150 anos da descoberta científica do animal.

O estudo cobre 1.032 km² de habitats potenciais e confirmados e, segundo Shi Xiaogang, diretor da estação de proteção de Mujiangping, a reserva planeja ter informações individuais dos pandas, incluindo DNA e gênero, por meio da coleção de fezes frescas.

Espera-se também que a pesquisa ajude a estudar as mudanças dinâmicas de um mesmo panda em estações e anos diferentes e apontar a população e proporção de sexo de pandas selvagens, para ajudar a ter uma orientação ao devolver os pandas à vida selvagem, pelo que afirmou Zhang Hemin, especialista no animal.

O panda gigante foi descoberto e nomeado há 150 anos na cidade de Ya’an, em Sichuan. Ele pode ser reconhecido com facilidade por suas manchas negras ao redor dos olhos, orelhas e por seu corpo redondo. A espécie vive no interior das montanhas e se tornou com rapidez um dos animais favoritos em todo o mundo. Apesar disso, foi apenas em 1978 que cientistas chineses e estrangeiros foram capazes de começar a realizar estudos observacionais de pandas na Reserva Natural Nacional Wolong.

Nos anos 1980, o governo da China cooperou com o World Wide Fund For Nature (WWF) para criar o “Centro de Proteção e Pesquisa de Pandas Gigantes da China”, que buscava proteger pandas em perigo de extinção. O centro tinha como objetivo aumentar o número de animais por meio de programas de criação em cativeiro, e sua meta final era devolvê-los à vida selvagem.

Para permitir que os pandas em cativeiro tivessem as habilidades necessárias para voltar para a natureza de forma independente, o “treinamento selvagem” em Wolong já está funcionando há mais de uma década. Atualmente, Zhang Hemin e seus colegas fizeram avanços com pandas criados em cativeiros, realizando o desenvolvimento autossuficiente e sustentável da população de pandas em cativeiro, sendo que nos últimos anos, 11 pandas gigantes de “formaram” na base de treinamento e nove deles foram libertados com sucesso à natureza.

Até agora, há mais de 100 observações de campo e pessoal de patrulha em Wolong, que são equipados com modernas instalações de observação, câmeras infravermelhas e localizadores GPS. Os funcionários também estão trabalhando na melhora do sistema de monitoramento para habitats do panda e num banco de dados de DNA para a espécie.

Os pandas gigantes são uma das espécies mais em perigo de extinção, com menos de 2 mil animais vivendo na natureza. Até o fim de 2013, havia 375 pandas gigantes em cativeiro, cerca de 200 deles no Centro de Proteção e Pesquisa de Pandas Gigantes da China.


Artigo de Xi Jinping sobre socialismo com características chinesas é publicado

abril 3, 2019 7:00 pm Published by Leave your thoughts

Um artigo do secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, Xi Jinping, foi publicado pela revista Qiushi na última segunda-feira. Nele, Xi, que também é presidente do país e da Comissão Militar Central, falou sobre manter e desenvolver o socialismo com características chinesas, assinalando que o caminho é a questão principal relacionada ao êxito ou fracasso da causa do Partido: “O caminho é a vida do Partido”.

O artigo diz que o socialismo com características chinesas é o único caminho para construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos, acelerar a modernização socialista e realizar o rejuvenescimento nacional. “Tanto a história como a realidade nos contaram que somente com o socialismo podemos salvar a China, e apenas com o socialismo com características chinesas podemos desenvolver a China”, disse. “É a conclusão da história e a escolha do povo.”

Xi indica no artigo que ao insistir no marxismo e no socialismo deve ter uma perspectiva de desenvolvimento. Os membros do Partido e os funcionários de todos os níveis “devem aprofundar continuamente a reforma e abertura e avançar nas explorações teóricas, práticas e institucionais”, ressalta o artigo, que também pede aos membros do PCCh que tenham uma profunda crença e pratiquem fielmente o comunismo e socialismo com características chinesas.


Telescópio chinês libera mais de 11 milhões de espectros para astrônomos do mundo todo

abril 3, 2019 5:30 pm Published by Leave your thoughts

A China liberou, para astrônomos de todo o mundo, 11,25 milhões de espectros de objetos celestes captados pelo Telescópio Espectroscópio de Fibra de Objetos Múltiplos da Grande Área no Céu (LAMOST), de acordo com os Observatórios Astronômicos Nacionais da China (OANC), subordinados à Academia Chinesa de Ciências.

O LAMOST, que é o maior telescópio de pesquisa espectral do mundo, foi o primeiro projeto espectral a obter mais de 10 milhões de espectros. Os espectros são fundamentais para que os astrônomos leiam composições químicas, densidades, atmosferas e magnetismo dos corpos celestes.

Entre os espectros divulgados, há 9,37 milhões de espectros de alta qualidade, número duas vezes maior que o do total de outras pesquisas astronômicas internacionais. Também há 6,36 milhões de espectros estrelares, o que faz dele o criador do maior catálogo de parâmetros estrelares do mundo.

Concluído em 2008, o LAMOST, que está localizado no Observatório Xinglong dos OANC, na província de Hebei, começou a realizar levantamentos regulares em 2012. Ele pode observar cerca de 4 mil corpos celestes ao mesmo tempo, e também pode ajudar a calcular a idade de mais de 1 milhão de estrelas, fornecendo os dados básicos para estudar a evolução da nossa galáxia.


Museu de Dinossauros será inaugurado no nordeste da China em julho

abril 3, 2019 4:00 pm Published by Leave your thoughts

O primeiro museu de dinossauros da província de Jilin, no nordeste da China, entrará em operação no próximo mês de julho em Yanji, cidade onde foram descobertos restos de dinossauros. As obras dos seis edifícios principais já foram praticamente finalizadas e a decoração do seu interior ainda está em curso. Numa área de 40 mil m², o museu irá exibir diversos itens, como esqueletos de dinossauros e fósseis de omoplatas e fêmures de dinossauros.

Em maio de 2016, arqueólogos chineses descobriram fósseis de dinossauros em diversos locais na Montanha Longshan em Yanji, na Prefeitura Autônoma Coreana de Yanbian. Um ano depois, os pesquisadores começaram uma escavação em grande escala de fósseis de dinossauro na cidade, e descobriram 16 sítios fósseis, de onde desenterraram vários fósseis pertencentes a dinossauros carnívoros, saurópodes, iguanodontes, entre outros.

Chen Yawei, diretor do departamento de projetos do Centro de Proteção e Pesquisa de Fósseis Paleontológicos de Yanji, declarou que o Museu de Dinossauros de Yanji se tornará um museu temático de dinossauros de classe mundial na China.


Juntar as peças da história

abril 3, 2019 10:00 am Published by Leave your thoughts

Wang Xinjing (dir.) herdeiro nacionalmente reconhecido das técnicas de montagem e restauração da Rong Bao Zhai, uma tradicional oficina de caligrafia e pintura de Pequim, mostra a uma aprendiz como reparar uma pintura antiga.

Um fator crucial para que cultura e tradições possam ser transmitidas de geração a geração é a preservação dos seus produtos culturais tangíveis, como pinturas, caligrafias, e livros. No entanto, devido ao processo de envelhecimento e às condições inadequadas de conservação, é inevitável que ocorram danos ou deterioração desses preciosos artefatos. E quando eles não recebem a necessária atenção, podem ocorrer grandes perdas para a humanidade.

As técnicas de restauração de livros, pinturas, e caligrafias antigas ajuda não só a proteger os produtos culturais existentes, mas também a restaurar os que estejam danificados, tornando-os disponíveis à apreciação do público em museus, galerias de arte e exposições privadas de acervos.

Montar para preservar

A arte de montar pinturas e manuscritos como forma de preservar obras antigas é um trabalho especializado que foi aperfeiçoado entre o Período dos Estados Combatentes (475 a.C. – 221 a.C.) e a Dinastia Han do Ocidente (206 a.C. – 25 d.C.). Peças bem montadas permitem não apenas a preservação da obra, mas também favorecem seu apelo visual. As pinturas e caligrafias tradicionais chinesas costumam ser feitas em xuanzhi (um papel de arroz de alta qualidade, produzido por meio de técnicas tradicionais) e também em seda. No entanto, a tinta chinesa contém uma substância similar à cola para dar solidez à cor, que, ao longo do tempo, faz com que as pinturas ou caligrafias fiquem enrugadas e quebradiças.

Para tornar essas obras mais duráveis e bonitas, os antigos artesãos chineses desenvolveram técnicas inovadoras de montagem em três etapas. Primeiro, cortavam e colavam papel relativamente resistente no verso da obra de arte, a fim de remover rugosidades e deixar o original bem liso. A cola, feita de farinha de trigo sem glúten, não só dava uma aparência aplainada, como, com o passar do tempo, formava uma camada protetora sobre a mesma. Depois circundavam a obra com papel decorativo ou tecidos de seda. Por fim, rolavam uma pedra arredondada repetidas vezes sobre a superfície para remover quaisquer bolhas de ar. Em seguida a obra era emoldurada ou dotada de duas varetas, compondo um rolo, para que pudesse ser dependurada ou enrolada e armazenada com segurança.

Também podem ser aplicados materiais decorativos adicionais, de acordo com os diferentes matizes, composições e tamanhos das obras de arte.

Pinturas e caligrafias

As técnicas de restauração de pinturas e caligrafias são desenvolvidas de acordo com as técnicas de montagem. O processo de restauração requer grande paciência dos restauradores, muita habilidade e bastante tempo disponível. Primeiro é necessário remover o fundo e outras partes decorativas e depois, com muito cuidado, limpar as manchas e o mofo e reparar partes danificadas. Depois da limpeza, a obra é remontada. O processo todo envolve mais de 20 etapas, todas manuais. Cada passo é intimamente ligado ao outro, de modo que cada etapa afeta a seguinte.

Antes de iniciar um trabalho de restauro os especialistas reúnem informações sobre a obra de arte, quando foi produzida, os problemas que apresenta, condições de temperatura e umidade em que ficou armazenada, para então poder desenvolver um plano de restauração adequado. Entre as ferramentas necessárias estão canetas-pincéis, pinças e lâminas. Fazer um bom trabalho exige um esforço sustentado e meticuloso.

Li Shuzhen, outro herdeiro nacionalmente reconhecido das técnicas de montagem e restauração da Rong Bao Zhai, tenta tornar os tons das partes recém-reparadas compatíveis com as do original.

O primeiro passo é reunir as partes danificadas e juntá-las, como em um quebra-cabeça. O segundo passo exige remover a obra de arte de seu papel de fundo – o passo mais difícil, já que as duas partes costumam ficar firmemente aderidas. Essa tarefa já é delicada quando realizada numa pintura completa e sem danos, e mais ainda numa que esteja envelhecida e esfarelando. Em geral, são necessários de dez a quinze dias para concluir uma peça. Para manter o nível correto de umidade nas obras de arte, os restauradores costumam cobrir as peças com filme plástico ao fazerem uma pausa no trabalho. O terceiro passo é limpar a superfície, o que implica remover o mofo, a poeira e as manchas. São adotados métodos diferentes de acordo com os diferentes matizes, idades e outras condições de obras de arte. Os restauradores trabalham com um enfoque caso a caso, e sempre fazem cuidadosas considerações quanto à temperatura da água usada para embeber a pintura e ao melhor líquido químico a utilizar.

O último passo é acrescentar o fundo à pintura reparada. Os restauradores precisam ser muito cuidadosos para evitar que o papel sofra de novo um craquelamento, já que não é mais uma página íntegra. Os restauradores também precisam fazer com que os tons das peças recém-reparadas sejam compatíveis com os do original. Quando se trata de uma obra de caligrafia, precisam completar a parte que esteja faltando em qualquer caractere chinês. Depois que todos os procedimentos são concluídos, os restauradores montam de novo a obra de arte. Segundo Wang Xinjing, herdeiro nacionalmente reconhecido das técnicas de montagem e restauração da Rong Bao Zhai, uma oficina tradicional de caligrafia e pintura de Pequim, geralmente são necessários de dois a três meses para restaurar uma obra de arte, e se esta estiver muito danificada, a restauração pode levar de seis meses a um ano. Em 2008, as técnicas de montagem e restauração de pinturas e caligrafias da Rong Bao Zhai foram incluídas no patrimônio cultural imaterial do país.

Livros antigos

São considerados antigos os livros produzidos antes de 1912, no estilo clássico chinês de encadernação e sua restauração é uma técnica especializada, que requer dos restauradores familiaridade com as formas e o layout das obras das diferentes dinastias, com a qualidade dos papéis, as características das capas e o estilo de encadernação. Nesse trabalho, a competência e o talento são condições obrigatórias para um trabalho que é manual e meticuloso.

A técnica de restauro de livros tem mais de mil anos de história na China. Muitos homens de letras e eruditos deram sua contribuição ao seu desenvolvimento. No seu auge, foram criadas diversas escolas, entre elas a Escola Shu (uma abreviação de Província de Sichuan); conta-se que era altamente apreciada por sua técnica, descrita como uma intervenção que “fazia a obra de arte reviver com nova aparência”. Restauradores que lançavam mão dessa técnica eram capazes de substituir o papel velho e danificado, de modo que a escrita original permanecesse nas novas folhas de papel, prolongando assim substancialmente a vida do livro antigo. É uma pena que essa técnica tenha se perdido.

Livros antigos enfrentam uma variedade de problemas, como traças ou danos por roedores, manchas de óleo ou ácido, e páginas soltas ou rasgadas. Cada obra apresenta problemas diferentes, dependendo das condições climáticas em que ficaram armazenados. Livros no Sul da China, de tempo úmido, provavelmente sofrerão mais danos por traças e mofo, enquanto no Norte, onde o clima é seco, provavelmente terão páginas friáveis. Portanto, são necessárias abordagens de restauração diferentes, adequadas a cada condição.

Restauradores avaliam as condições de uma antiga caligrafia e buscam conceber o melhor plano de restauração.

Além disso, os restauradores precisam ser versáteis e ter bom conhecimento das diversas disciplinas. Devem ter uma boa compreensão não só da cultura tradicional, no que se refere a fabricação do papel, impressão, filologia, diferentes edições de livros antigos, arte e budismo, mas também de ciência e tecnologia relacionadas a microrganismos, e de física e química, qualificações que ajudam os restauradores a conceber o melhor plano de restauração.

O trabalho de restauração exige cerca de 30 ferramentas, como óculos com lentes de grande poder de aumento, canivetes em forma de ferradura e sovelas. Às vezes, os restauradores precisam criar ferramentas especiais para abordar tipos peculiares de danos. O procedimento de restauração começa pela separação das páginas ou partes, e pela seleção do papel adequado. Papéis produzidos antes do século XX são difíceis de encontrar hoje; por isso, os restauradores recorrem a oficinas de fabricação de papel que reproduzem as folhas com as características e ingredientes das páginas antigas.

O passo mais difícil é montar os fragmentos de papel. Alguns livros, danificados por traças ou roedores, são reduzidos a pequenos pedaços, às vezes, às vezes do tamanho de uma unha. Se os restauradores não conseguem juntar de volta esses fragmentos, eles são preservados até que artesãos mais qualificados estejam disponíveis para concluir o processo.

Ao fazerem os reparos, os restauradores usam cola e pincéis e vão grudando cuidadosamente as partes danificadas sobre papel novo. Depois, aplainam as novas páginas (o que pode levar um mês), fazem os furos e encadernam o livro, o que também demanda um trabalho minucioso.

A meta final é conseguir que o livro reparado tenha uma forma o mas similar possível à do livro antigo. Alguns livros são a única cópia existente, contendo rica informação histórica, extremamente valiosa. Segundo estatísticas oficiais, as instituições públicas da China têm um acervo de mais de 50 milhões de livros antigos, que são um tesouro de valor inestimável. Destes, mas de 10 milhões precisam de reparos, portanto, o trabalho dos restauradores assume uma importância crucial.

As técnicas de restauração de livros antigos foram declaradas em 2008 parte do patrimônio cultural imaterial da China.


Especialistas chineses, franceses e italianos exploram maior caverna da Ásia

abril 2, 2019 6:40 pm Published by Leave your thoughts

Especialistas da China, França e Itália realizaram uma expedição de exploração na Caverna Shuanghe, a maior caverna da Ásia, localizada na cidade de Zunyi, na província de Guizhou. A extensão da caverna foi atualizada nessa nova expedição para 257,4 km, ante os 238 km registrados anteriormente.

A equipe, formada por 30 especialistas, passou 20 dias explorando a caverna. Eles acessaram 100 locais e exploraram os recursos hídricos e a biomassa subterrânea da caverna.

A caverna foi descoberta no final dá década de 1980 e, desde então, uma série de pesquisas em grande escala foram realizadas conjuntamente por especialistas chineses e estrangeiros. Foi apenas recentemente que Shuanghe passou a ser a mais extensa da Ásia e sexta maior do mundo, quando uma pesquisa revelou que seu comprimento havia superado o da caverna Clearwater, na Malásia.


Balé Nacional da China se apresenta em Lisboa pela primeira vez

abril 2, 2019 4:15 pm Published by Leave your thoughts

O Balé Nacional da China (BNC) apresentou nesse final de semana um balé clássico em Lisboa como forma de comemorar o 40º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e Portugal. O espetáculo aconteceu no Teatro Camões, e trouxe os bailarinos chineses interpretando parte do balé clássico “Giselle”, o balé sinfônico “O Rio Amarelo” e a obra-prima “Carmen”.

Com mais de duas horas de duração e grande aprovação do público que a assistiu, essa apresentação foi a segunda feita pelos bailarinos chineses em Portugal. A primeira aconteceu na última quarta-feira na cidade do Porto, segunda maior do país.

Em uma visita de Estado que o presidente da China, Xi Jinping, realizou a Portugal em dezembro de 2018, os dois países concordaram em realizar em 2019 uma série de eventos, incluindo festivais culturais tanto no país asiático quanto no europeu, para celebrar os 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas bilaterais.

Esta é a primeira vez que o BNC se apresenta em Portugal desde a sua criação, em dezembro de 1959.