Autor: Administrador

Primeiro trem-bala que une Hong Kong à China continental é inaugurado

setembro 26, 2018 11:28 am Published by Leave your thoughts

O trem-bala G5711, primeiro trem de alta velocidade que liga Hong Kong à China continental, empreendeu sua primeira viagem no último domingo, saindo de Shenzhen e indo até a Região Administrativa Especial (RAE). Com 63 assentos, o trem levou apenas 19 minutos para fazer o trajeto.

A viagem marcou a abertura completa da Linha Ferroviária Expressa (XRL, na sigla em inglês) Guangzhou-Shenzhen-Hong Kong, que se estende por 141 km para conectar as três cidades. Como parte da extensa rede ferroviária de 25 mil km no continente a XRL também liga Hong Kong a 44 destinos na China continental. “É tão rápido”, disse Zhong Fangzhen, a bordo do trem na companhia de seu filho de seis anos que recebeu a viagem como um presente de aniversário.

No passado, se levava cerca de 2 horas para viajar de Guangzhou a Hong Kong pela linha interurbana. Agora o tempo necessário é de apenas 47 minutos, pela XRL. A passageira Zhang Yan afirmou estar emocionada com a nova linha, pois agora será mais fácil levar seu filho a Hong Kong.

Em 2017, 241 milhões de viajantes passaram pelo porto de Shenzhen, o que equivale a uma média diária de 662 mil pessoas, segundo a Estação Geral de Inspeção Fronteiriça de Saída e Entrada de Shenzhen. “A abertura da XRL facilitará o intercâmbio de pessoas entra a China continental e Hong Kong e permitirá uma logística mais rápida e um comércio mais conveniente ao longo das rotas ferroviárias”, afirmou Chen Xiaomei, porta-voz da China Railway Guangzhou Group.


Tempo de semear

setembro 25, 2018 10:11 am Published by Leave your thoughts

João Bonani e seus pequenos comandados: o futuro do futebol da China

Juan Bonani jogou nas categorias de base do Santos, profissionalmente atuou em alguns times pequenos no Brasil e trabalha como professor de futebol na China desde 2015. Essa sequência pareceria um desdobramento natural da carreira de um atleta. Mas a história não é tão linear quanto parece. Quando Bonani embarcou para Pequim, já havia desistido da carreira de jogador. À época com 28 anos, e os dois joelhos operados, ele havia cursado comércio exterior e feito um MBA em estratégias de negócios. O objetivo dele era trabalhar com importação e exportação, ser uma ponte entre empresários brasileiros e chineses.

Mas Bonani chegou em um momento em que o futebol estava em franco processo de expansão na China. “Logo de cara conheci um brasileiro que estava há 8 anos aqui, hoje 11 anos, que abriu uma escolinha que existe até hoje, e me indicou para trabalhar numa outra que tem parceria com o Manchester City, da Inglaterra. Aceitei o desafio. Fui fazendo um bom trabalho e as portas foram se abrindo”, conta Bonani, que atualmente dá aulas para uma escola de educação formal em Pequim, que conta com alunos chineses e estrangeiros.

O ex-jogador foi absorvido por um mercado que se movimenta por conta do crescente interesse dos chineses pela modalidade. Coincidentemente, no ano de 2015 o futebol da China teve um salto de visibilidade no mercado mundial. O país havia se tornado um destino provável para jogadores de ponta tal qual os principais centros da Europa. De acordo com o site Transfermarkt, naquele ano, os clubes do país investiram 118 milhões de euros em contratações, valor inferior apenas aos 160 milhões da Premier League, da Inglaterra. No ano seguinte, esse investimento quase triplicou: 347 milhões de euros, montante que superou as cinco principais ligas da Europa (mesmo a inglesa, que havia ampliado seus investimentos para 248 milhões de euros). Em 2017, o dinheiro investido pelos times da Superliga Chinesa (a principal do país) atingiu o ápice: 400 milhões de euros.

O fluxo de jogadores de renome internacional aumentou o interesse do público. “O futebol chinês passou por uma grande transformação nos últimos anos, com um alto investimento do país no esporte, e a aquisição de grandes jogadores do futebol mundial. Isso, sem dúvida, fez com que a qualidade do espetáculo aumentasse, além de ter mais crianças do país querendo praticar o esporte”, observa o atacante Elkeson, do Shanghai SIPG. O ex-jogador do Botafogo está na sexta temporada no futebol chinês, as três primeiras atuando pelo Guanghzou Evergrade, quando foi tricampeão da Superliga e conquistou dois títulos da Liga dos Campeões da Ásia. Nesse período, o atleta vem sentindo uma familiaridade maior das pessoas com o futebol. “A gente percebe nas ruas a identificação que o público jovem tem com os jogadores de futebol, principalmente os estrangeiros, que deram uma nova cara para o esporte no país. Esse era o objetivo local, investir pesado parar que tivesse um retorno interno, com a adesão de um grande número de pessoas a praticar o futebol”, comenta.

Na China desde 2015, quando foi contratado pelo Guangzhou Evergrande, o atacante Alan tem percepção semelhante: “Com certeza há uma maior mobilização em relação ao futebol do que havia antes. Acho que a vinda de grandes jogadores despertou o interesse dos jovens em praticar o esporte. O intuito da China é transformar o país em uma potência no esporte, e a tendência, se o ritmo se mantiver assim, é que eles alcancem o objetivo”, diz o ex-jogador do Fluminense.

A presença de jogadores internacionalmente famosos na China levou milhares de crianças para as escolinhas de futebol

Foco nos chineses

Após crescimentos sucessivos no capital investido pelos clubes desde 2014, este ano o futebol chinês fez um movimento em outra direção. A federação do país estipulou uma série de regras que restringiram o fluxo de jogadores estrangeiros. Uma delas, por exemplo, limita em quatro o número de atletas vindos de outros países, e em três o de relacionados para as partidas. Outra determinação é que haja três chineses da categoria sub-23 entre os 18 relacionados por jogo, sendo que um deles precisa estar escalado no time titular.

Com essas novas regras, o investimento que bateu em 400 milhões de euros em 2017, este ano caiu para 147 milhões, mesma assim, uma cifra maior que as das ligas da Alemanha, França e Itália, ainda segundo o site Transfermarkt. As ligas mais compradoras são Espanha (277 milhões) e Inglaterra (476 milhões).

Mesmo com as importações em queda, o futebol chinês em 2018 foi o destino de jogadores como o argentino Javier Mascherano, ex-Barcelona, contratado pelo Hebei China Fortune; e dos finalistas da Libertadores de 2017, o brasileiro Fernandinho (ex-Grêmio) e o argentino Nicolás Aguirre (ex-Lanús), ambos agora no Chongqing Lifan.

Na visão de Elkeson, as mudanças não diminuirão a competitividade da Superliga e dos demais torneios. “Acredito que não afetem em nada. Os chineses querem valorizar e elevar o nível nos campeonatos locais, mas o objetivo é a evolução da sua própria qualidade. Por isso, o alto investimento nas categorias de base e a obrigatoriedade de atletas jovens nos times. Acho que é um bom modo de garantir um bom desenvolvimento do esporte no país”, diz.

O atacante Alan considera que as medidas visam um equilíbrio entre atratividade e formação de atletas do próprio país. “Acredito que isso não tenha tanta influência no rendimento dos times dentro de campo. É claro que, ao trazer jogadores internacionais de alto nível, se espera um espetáculo em todos os jogos. Mas o que os chineses querem, na verdade, é o desenvolvimento dos atletas do próprio país para que, no futuro, também seja um exportador de talentos. Por esse lado, é uma estratégia interessante para o crescimento do futebol da China”, analisa.

Para o meia Alan Kardeck, ex-São Paulo e Palmeiras, a presença de jogadores mais novos não difere do que se encontra em outros campeonatos ao redor do mundo. “Na questão do sub-23 é importante para o desenvolvimento dos jovens. Mas no Brasil, na Europa, é comum as equipes terem jogadores jovens. Você encontra dois, três jogadores vindos da base, de 18 a 21 anos”, observa o atleta do Chongqing Lifan.

Essa reserva de espaço para os jogadores jovens contribui para a qualificação do atleta local, segundo Juan Bonini. “É preciso dar oportunidade para a molecada, para aparecer, pegar experiência, senão essa nova geração chega aos 25 anos sem experiência, sem ritmo de jogo”, diz.

Dessa forma também aumenta a probabilidade de surgirem ídolos locais que sirvam de referência para as gerações futuras. “Uma criança chinesa não tem um ídolo em quem se inspirar. Uma criança brasileira vai dizer: ‘Quero ser que nem o Ronaldo’, ‘quero ser que nem o Neymar’, ela chuta a bola e tem um ídolo. Os chineses não têm esse ídolo. Trazer ídolos renomados para a China fez com que o futebol se popularizasse e as crianças se interessassem mais. Os pais passaram a levar ao estádio para assistir aos jogos. E o reflexo disso é a abertura de várias escolinhas”.

Parcerias internacionais

Algumas dessas escolas têm parcerias com clubes europeus, como Manchester City, Toulose (França), Internazionale (Itália) e Ajax (Holanda). Além disso, a transferência de conhecimento também se dá na formação dos clubes chineses. “Profissionais estrangeiros têm vindo para trabalhar nas categorias de base e estão trazendo novas metodologias, novos equipamentos”, conta Bonani.

Em sua terceira temporada no futebol chinês, Alan Kardec observa que esse intercâmbio tem gerado benefícios também entre os profissionais, nativos ou não. “Você acaba pegando uma cultura, uma forma de trabalhar vinda da Europa. Fica bem nítido, quando esses treinadores europeus conseguem implementar isso nas suas equipes, que existe uma evolução bem boa, tanto dos atletas chineses, bem como nós também, atletas estrangeiros que estamos jogando na China”, diz.

Na primeira divisão do futebol chinês, há uma predominância de europeus comandando os times à beira do gramado. Nomes como os portugueses Paulo Bento e Paulo Sousa, os espanhóis Gregório Manzano e Luis García, o italiano Fabio Cannavaro e o alemão Uli Stielike. Já dentro de campo, a maior parte dos profissionais estrangeiros é formada por brasileiros. São 20 (cinco a menos que na temporada anterior), que incluem atletas com história na seleção brasileira, como Hulk, Alexandre Pato e Oscar. Depois aparecem os argentinos (cinco) e os espanhóis (quatro). O maior contingente verde-amarelo foi visto em 2015, com 29 atletas.

Além dos altos salários, outros fatores se tornaram atrativos para os atletas estrangeiros considerarem a China um mercado para continuarem as suas carreiras. “A estrutura e organização não devem nada para ninguém. A liga como um todo está bem estruturada e bem organizada, os estádios etc. É claro que um ou outro campo não é perfeito, mas são coisas que acontecem também no Brasil ou na Itália. Mas, de um modo geral, o panorama é postivo, não há do que reclamar”, conta o meia Hernandes, ex-São Paulo e três grandes clubes da Itália, atualmente no Hebei China Fortune.

Alan Kardec conta que a receptividade foi um fator que facilitou sua adaptação ao país. “Você vai para um país em que a cultura, a alimentação e o idioma são diferentes, em que a comunicação é difícil, mas você tem pessoas – do time, a torcida – que te recebem superbem, começam a te ensinar sobre a cultura, isso ajuda muito na adaptação”, diz.

A qualidade de vida no país é outro aspecto destacado pelo jogador. “Mesmo tendo familiares, amigos, raízes no Brasil, não pretendo voltar tão cedo. Pensando na minha esposa e na minha filha, a questão da segurança é importantíssima. É um país em que você consegue viver bem, tem bons lugares para visitar, conhecer uma cultura diferente”, explica. Acrescenta que a boa adaptação da esposa e da filha de 3 anos foram determinantes para que conseguisse ter a tranquilidade para jogar. “Nós, jogadores, estamos acostumados. Cada hora estamos numa cidade diferente, num país diferente, é uma viagem para cá, outra viagem para lá. Mas, quando envolve família, é um pouco complicado. Então, a minha família se adaptando superbem foi o ponto principal para que eu pudesse me sentir bem”, ressalta.

Outro que não tem planos de deixar a China é Juan Bonani, casado com uma chinesa e pai de uma menina de 1 anos e meio. “Estou totalmente adaptado. A ideia é ficar aqui, no mínimo, por mais dez anos. O mercado está bom aqui, não tem porque mudar. Estão investindo no futebol”, diz. “A China é um país seguro. Tem comunidade brasileira grande aqui em Pequim. A gente sempre se reúne para happy hour, churrasco. A qualidade de vida é muito boa. Pequim é uma cidade grande que tem muita coisa a oferecer”, afirma o professor de futebol.

De fato, o projeto de aumentar a participação da China no cenário do futebol é conduzido pelo presidente do país, Xi Jinping, um entusiasta do futebol. Para isso, tem incentivado a prática da modalidade nas escolas e ampliado os espaços. As projeções são de que até 2020 haja 50 milhões de praticantes, em 70 mil campos e 20 mil centros de treinamento. A China como potência futebolística é uma meta estimada para 2050. Enquanto isso, o mundo gira, a bola rola e a China vem pro jogo.


Programas de TV científicos se popularizam na China

setembro 24, 2018 8:00 pm Published by Leave your thoughts

Programas de TV sobre ciência estão mais populares a cada dia que passa na China, atraindo nos últimos anos, audiência em todas as faixas etárias. De acordo com uma pesquisa feita pelo China Youth Daily que entrevistou 2.003 pessoas, 76,1% preferem programas científicos a outros tipos de programa. Entre essas pessoas, 1,3% nasceram depois dos anos 2000; 29,7% nasceram na década de 1990; 54% na de 1980; 11,2% nos anos 1970 e 3,1% nos anos de 1960.

Para 64,3% dos entrevistados, esses programas podem ensinar ainda mais a eles, sendo que 36,5% afirmaram que esses programas são divertidos demais e que sentem falta de uma atitude mais rigorosa, enquanto 25,1% disseram não gostar de programas com muito conhecimento ininteligível. Aproximadamente 64,9% dos chineses preferem programas sobre cientistas eminentes e novas tecnologias, como inteligência artificial.

A pesquisa ainda contou com sugestões para os programas, sendo que a incorporação de celebridades, jogos e interações com o telespectador estavam entre as mais citadas. Segundo Zhang Shaogang, professor da Universidade de Comunicação da China, os programas científicos são muito necessários para a programação de TV chinesa. Programas com jogos divertidos ou concursos também podem tornar a ciência interessante”.


Artista chinês traz exposição de restauração ecológica para os EUA

setembro 24, 2018 5:20 pm Published by Leave your thoughts

O artista chinês Zhu Renmin, pintor com tinta naquim e diretor do centro de pesquisa para restauração ecológica da Universidade de Zhejiang levou para o Vale do Silício, nos EUA, mais de 100 peças de suas obras para uma exposição permanente. Com o intuito de promover sua filosofia de restauração ecológica e conscientizar o público norte-americano, a exposição inclui pinturas, esculturas e esboços com os quais Zhu realiza intervenções artísticas e de arte para salvar o planeta.

Durante as últimas quatro décadas, Zhu esteve envolvido em projetos de restauração ecológica na China. Entre os seus projetos estão as restaurações de paisagem da Lotus Island, , no Mar da China Oriental, do Parque Nacional Wetland do Lago Mingcui, uma paisagem do deserto da Região Autônoma de Ningxia Hui e a Rua Gushui, no Grande Canal na Província de Zhejiang.

Zhu apresentou suas realizações com esses projetos ao público americano, em um seminário intitulado “Art Saves Ecology” (A Arte Salva a Ecologia) realizado pela Universidade de Stanford. O artista afirmou que seu processo de restauração ecológica inclui três fases: ecologia espiritual (meditando nos projetos); ecologia natural (completando os projetos no meio ambiente) e ecologia cultural (espalhando essa filosofia para a geração mais jovem).

O artista foi treinado na pintura tradicional chinesa e disse que a sua arte “deve servir à humanidade e ao meio ambiente” quando percebeu o ambiente sendo devastado. Zhu afirmou que usou o seu próprio dinheiro para construir a Ilha de Putuo Lotus, que quase desapareceu devido à recuperação de terras. Agora ela é um destino gratuito para os visitantes e aberto ao público.

De acordo com Zhu, as atividades de desenvolvimento econômico fizeram com que mais de 700 ilhas desaparecessem o que foi causado por diversas ações que danificaram o ambiente marinho e desencadearam problemas naturais e culturais. Ele comprou a ilha de Lotus e passou 15 anos planejando, projetando e construindo o projeto que chamou de “a personificação da minha concepção de ecologia espiritual, natural e cultural”.


Uma ponte de progresso vence a antiga barreira

setembro 24, 2018 3:46 pm Published by Leave your thoughts

Colocação da primeira treliça da Ponte Padma: com 6 km de extensão, ela terá uma rodovia de quatro pistas e uma linha ferroviária

Graças à Iniciativa Cinturão e Rota, um sonho dos habitantes de Bangladesh está prestes a se tornar realidade: a Ponte Padma, que atravessa o rio de mesmo nome, irá ligar 21 distritos do sul do país à capital Dacca, integrando assim as redes ferroviárias norte e sul do país. E, mais do que isso, irá proporcionar substancial melhora à ligação terrestre com a China e Mianmar. Esse feito de engenharia irá também impulsionar o comércio e o intercâmbio econômico entre a Índia e Bangladesh, e levará a um novo estágio a construção do Corredor Econômico Bangladesh-China-Índia-Mianmar.

Proposta do presidente chinês Xi Jinping em 2013, a Iniciativa Cinturão e Rota enfatiza a coordenação de políticas, a conectividade de instalações, o comércio desimpedido, a integração financeira e os laços pessoa a pessoa. Sem dúvida, a Ponte Padma é um bom exemplo de como melhorar a conectividade das instalações entre os países ao longo do Cinturão e Rota. Impulsionada por todas as partes envolvidas, a Iniciativa vem obtendo bons resultados cooperativos, e tornou-se uma plataforma internacional aberta e inclusiva, um bem público global de grande aceitação.

Longa espera pela ponte

“O rio Padma é tão importante para a população de Bangladesh quanto o Yang-tsé é para os chineses”, disse Liu Ziming, delegado da Assembleia Popular Nacional (APN) e presidente do China Railway Major Bridge Engineering Group (MBEC), em entrevista a China Hoje. Considerado água da vida em Bangladesh, o caudaloso rio, no entanto, sempre representou uma formidável barreira para a integração das regiões norte e sul do país. Num dos países de maior densidade populacional do mundo, a travessia do Padma é feita por barcos, que ficam lotados de passageiros, muitos deles viajando no teto, relata Liu Ziming. Mesmo chegando ao cais bem cedo de manhã, gasta-se um dia inteiro para cruzar o rio.

Apesar do crescente clamor público por uma ponte sobre o rio, uma série de dificuldades tecnológicas, de capital e de estabilidade política impediram que ela se tornasse uma realidade até que em 2014 o MBEC venceu a concorrência para a construção da tão desejada ponte. A escolha da companhia deveu-se em grande parte à sua anterior cooperação com Bangladesh. Em 2004, o grupo chinês foi escolhido para construir a maior ponte do país à época, a Ponte Paksey, e graças à conclusão incrivelmente rápida do projeto e à alta qualidade da construção, a companha recebeu a encomenda de outras seis pontes de pequeno porte no país. Esses projetos firmaram a boa reputação da companhia em Bangladesh. Aos olhos de Khandker Anwarul Islam, diretor executivo da Autoridade de Pontes de Bangladesh, o MBEC é uma companhia competitiva.

A ponte de treliça em aço em dois níveis irá suportar uma rodovia de quatro pistas no nível superior e uma linha ferroviária no nível inferior, com extensão total de 6.150 metros e largura de 21,5 metros. As complexas condições geológicas fazem dela o projeto de construção mais difícil do mundo em comparação com outras pontes desse tipo.

Um design único e exigências ainda mais rigorosas de construção desafiaram o grupo chinês a superar sua performance em tecnologia, comunicações e adaptabilidade e renderam ao MBEC boa reputação.

Com a sua construção e interligação ferroviária, a Ponte Padma irá tornar-se um importante elo da Ferrovia Transasiática, e um projeto relevante dentro da Iniciativa Cinturão e Rota.

Uma família local observa a construção da ponte que irá mudar suas vidas

Sinceridade nas relações

Numa coletiva de imprensa em março passado, durante a sessão anual da APN, Wang Yi, ministro do exterior chinês, afirmou que “a Iniciativa Cinturão e Rota é transparente e segue as regras áureas da consulta extensiva, contribuição conjunta e benefícios compartilhados”. Acrescentou, em seguida, que a cooperação dentro da Iniciativa tem como meta ser levada adiante em pé de igualdade, além de ser inclusiva e universalmente benéfica. Wang Yi prosseguiu dizendo que “o planejamento e a implantação dos projetos da Iniciativa são discutidos pelos participantes às claras. Nenhum país domina o processo. Todas as partes têm voz igual. Não há negócios nos bastidores. Tudo é transparente. Não há um vencedor que leve tudo. Todos os projetos buscam resultados no esquema ganha-ganha”.

Durante sua estada em Bangladesh, trabalhadores e engenheiros chineses tveram relações próximas com o povo e o governo locais, o que aprofundou ligações emocionais e levou à formação de fortes vínculos pessoais entre os dois países.

No canteiro de obras da Ponte Padma, boa parte do trabalho foi feita por trabalhadores locais. Muitos deles, acompanhando a companhia chinesa, têm participado da construção de várias pontes. Agora, como velhos amigos dos chineses, tornaram-se competentes no campo da construção de pontes.

Segundo Liu Ziming, cerca de 400 técnicos chineses e mais de 2 mil trabalhadores de Bangladesh foram contratados para o projeto da Ponte Padma. Aos 27 anos de idade, o diretor administrativo Shohel Rana trabalha no MBEC há cinco anos, e passou de jovem recém-formado sem experiência em engenharia civil a um veterano capaz agora de realizar de modo independente testes de engenharia. Ele diz que Yang Pinxiang, seu mentor chinês, ensinou-lhe muita coisa. A Ponte Padma é o segundo projeto do qual ele participa com Yang e a experiência com esse projeto irá enriquecer seu currículo, de modo a oferecer-lhe melhores perspectivas futuras de emprego.

Abdul Malek é muçulmano e reza nas horas prescritas todos os dias. Ele tem experiência em testes de engenharia, e foi recomendado por seus ex-empregadores para participar do projeto da Ponte Padma. No início, não estava seguro se iria se adaptar bem a uma empresa chinesa. Mas logo descobriu que a MBEC tinha tecnologia avançada e que o empregador chinês é flexível a ponto de permitir-lhe cumprir suas obrigações de rezar. “Sinto-me abençoado por participar da construção dessa ponte dos sonhos”, disse ele.

A expectativa é que a Ponte Padma beneficie os habitantes locais e promova a cooperação e a comunicação regional. Desde o início da Iniciativa Cinturão e Rota, foram lançados ou concluídos vários projetos com o mesmo objetivo, como as ferrovias Mombasa-Nairóbi, Hungria-Sérvia, China-Laos, China-Tailândia, a Rodovia Expressa Jacarta-Bandung, a segunda linha do oleoduto China-Rússia, o Parque Industrial China-Bielorrúsia e a Zona Industrial Rayong Cinha-Tailândia. Até o momento mais de 140 países têm participado ou reagido positivamente à Iniciativa Cinturão e Rota, e 86 países e organizações internacionais assinaram 101 acordos de cooperação com a China sob a Iniciativa. O trem expresso de carga China-Europa já realizou um total de 6.637 viagens, 3.673 delas no último ano.

Durante as Duas Sessões em 2018, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China lançou o Relatório sobre a Implementação do Plano para o Desenvolvimento Econômico e Social de 2018, em que afirma que, ao dar prioridade à Iniciativa Cinturão e Rota, a China assistiu a um desenvolvimento estável e saudável de um novo sistema para uma economia aberta. Serão feitos esforços para melhorar a qualidade do investimento estrangeiro na China e do investimento chinês no exterior, e para abrir ainda mais a China ao mundo.

Despertando potenciais

Espera-se que a Iniciativa Cinturão e Rota ajude as pessoas nos países ao longo do caminho a realizarem seus sonhos de prosperidade e desenvolvimento. A revista The Economist comentou recentemente que quase todos os países relevantes querem participar da Iniciativa.

Diplomatas estrangeiros entrevistados por China Hoje durante a primeira sessão da 13ª APN em março passado, em Pequim, foram unânimes em expressar interesse do desenvolvimento inclusivo que beneficie a todos e na cooperação aberta e pragmática que a China está buscando. Mumtaz Zahra Baloh, ministro e vice-diretor da missão da Embaixada do Paquistão em Pequim, disse que o Corredor Econômico China-Paquistão que está em construção desempenha importante papel no estímulo à conectividade entre os dois países. Ele começa na China em Kashgar, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, e se estende até o porto de Gwadar, no Paquistão, cobrindo vasta rede de estradas, ferrovias, oleodutos e gasodutos, e cabos de fibra óptica. Leela Mani Paudyal, embaixador do Nepal na China, destacou que o crescimento econômico inclusivo e uma política aberta são importantes tanto para a China quanto para o mundo.

Em março passado, o ministro do Comércio Zhong Shan afirmou numa coletiva de imprensa dentro das atividades da primeira sessão da 13ª APN em Pequim que o volume de importação e exportação entre a China e os países integrantes da Iniciativa Cinturão e Rota chegou a US$ 1,1 trilhão em 2017. Até agora, foram estabelecidas 75 zonas de cooperação econômica e comercial em países importantes, com investimento total de mais de US$ 27 bilhões.

A Iniciativa Cinturão e Rota é inclusiva e se alinha com diferentes estratégias de desenvolvimento como a União Econômica Eurasiana da Rússia, a iniciativa de passagem para o pasto da Mongólia, a Iniciativa “Estrada Luminosa” do Cazaquistão, e o Plano Juncker da União Europeia. Hoje, países e regiões diferentes mostram-se cada vez mais interdependentes, formando uma comunidade de interesses compartilhados, e com isso apenas os esforços conjuntos podem estimular o desenvolvimento econômico global. À medida que a Iniciativa Cinturão e Rota ganhar popularidade, irá com certeza injetar novo ímpeto à globalização.


China pede a opinião de seu povo sobre projeto de lei de energia atômica

setembro 23, 2018 10:37 am Published by Leave your thoughts

Um projeto de lei sobre energia atômica foi publicado pelo Ministério da Justiça da China, que pediu a opinião do público sobre o assunto. Com oito capítulos, a proposta identifica a energia atômica como uma indústria de importância estratégica e fornece diretrizes e regras para o desenvolvimento de tecnologia, reciclagem de materiais nucleares, energia atômica, gestão de segurança e cooperação internacional.

O documento estimula as empresas a participar do desenvolvimento do mercado internacional e impulsionar a exportação de energia nuclear e serviços relevantes. O texto restringe estritamente a exportação de projetos sensíveis à proliferação nuclear como instalação de enriquecimento de urânio. O público poderá opinar até o dia 19 de outubro pelo site do ministério, por correio ou por e-mail.


Fórum através do Estreito de Taiwan sobre nova economia é realizado em Pequim

setembro 23, 2018 10:29 am Published by Leave your thoughts

Cai Mingzhao

Um fórum através do Estreito de Taiwan sobre nova economia foi realizado em Pequim na última semana, promovido pela agência de notícias Xinhua e pelo jornal Commercial Times, do Want Want China Times Group. O fórum contou com a participação de mais de 100 pessoas, incluindo empresários e acadêmicos de finanças e economia da parte continental da China e da ilha de Taiwan, que discutiram assuntos sobre novas oportunidades para a cooperação econômica e comercial da nova era.

Em um discurso no evento, o presidente da Xinhua, Cai Mingzhao, afirmou que os dois lados do Estreito de Taiwan são uma comunidade inseparável com um futuro compartilhado e destacou que a cooperação econômica e comercial entre os dois lados está de acordo com a esperança e os interesses dos compatriotas através do Estreito. Ele ainda disse que a Xinhua está disposta a continuar assumindo novas funções para promover o desenvolvimento pacífico das relações através do Estreito e a cooperação de benefício mútuo entre os dois lados.

Além de Cai, também fizeram discursos no fórum o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, Ning Jizhe; o vice-chefe do Departamento do Trabalho de Taiwan do Comitê Central do Partido Comunista da China e do Departamento dos Assuntos de Taiwan, Long Mingbiao; e o presidente do Want Want China Times Group, Tsai Eng-Meng.


Fonte: Xinhua

Segurança e performance escolar estão entre as maiores preocupações dos pais chineses

setembro 23, 2018 10:23 am Published by Leave your thoughts

Uma pesquisa sobre educação feita em conjunto pela SmartStudy.com e pelo sina.com revelou que as maiores preocupações dos pais em relação à educação dos filhos são a performance escolar, a segurança nas escolas e o vício em telefones móveis. Realizada por meio de questionários online, o estudo foi feito com base em respostas de 3.205 pessoas dadas entre os dias 1° e 15 de agosto.

A pesquisa mostra que 68% dos pais se sentem “preocupados” ou “muito preocupados” com a educação de seus filhos, enquanto apenas 6% se declararam como “não preocupados”. O aprendizado vai além dos livros para mais de 44% dos pais, e 67% deles afirmam que ir a aulas depois da escola ajuda na aprendizagem.

Aproximadamente metade das pessoas que responderam à pesquisa afirmaram gastar 40% da sua renda na educação dos filhos, enquanto um terço deles acham que os gastos em educação não devem ultrapassar 20% da receita familiar.

Cerca de 70% dos pais se preocupam com a segurança das escolas, especialmente com o bullying e com o abuso infantil no ensino primário e nos jardins de infância, mas quando os seus filhos entram nas escolas secundárias, a ansiedade deles com esse aspecto diminui. O vício em telefones celulares, no entanto, é uma preocupação de 83% dos pais, especialmente quando os filhos têm mais de 12 anos.

A psicóloga Zhang Yijun aponta a ansiedade dos pais como um dos principais fatores de inibição do desenvolvimento dos filhos. “Pais ansiosos raramente incentivam suas crianças, o que faz com que elas confiem menos em si mesmas”. Para reverter isso, Zhang sugere que os pais ajudem seus filhos a amar estudar e a serem otimistas diante das frustrações da vida.


Missão à China da FIESP já tem adesão de 70 empresas

setembro 23, 2018 10:13 am Published by Leave your thoughts

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) organizaram uma missão para a China, onde levarão diversas empresas para participarem do China Internacional Import Expo (CIIE), uma mega feira de importação que acontecerá em Xangai no mês de novembro. Atualmente a missão já está com 70 empresas brasileiras confirmadas, que buscarão a chance de fazer negócios com os chineses.

A China atualmente é a maior parceira comercial do Brasil, e como o país tem um mercado de mais de 1,4 bilhão de pessoas, as empresas brasileiras têm grande interesse em realizar transações comerciais com o país. A feira de importação é uma das iniciativas do governo chinês para atingir a meta de importar US$ 10 trilhões nos próximos cinco anos. A Missão à China acontecerá do dia 2 ao dia 11 de novembro.


China inicia testes em planalto de helicóptero AC311A

setembro 22, 2018 10:42 pm Published by Leave your thoughts

Teve início a fase de voo em planalto do helicóptero leve AC311A, desenvolvido pela Avicopter, uma subsidiária da estatal Aviation Industry Corporation of China (AVIC). O novo helicóptero pesa 2 ton e está sendo submetido à prova de voo no Aeroporto Yushu de Qinhai, na província de Qinghai, localizado a uma altitude de 4 mil metros, de acordo com informações da AVIC.

O AC311A está realizando diversas provas de voo para que possam ser testadas a sua capacidade contra os ventos laterais e a prevenção de areia em diversas altitudes. As provas de voo serão realizadas em diversos aeroportos no planalto em altitudes que variam de 2 mil a 4 mil metros.

O modelo satisfaz às crescentes demandas da China no setor de aviação geral como patrulha fronteiriça, aplicação da lei, missões de resgate e alívio e combate a incêndios florestais. A Avicopter, responsável pelo AC311A, é um dos principais fabricantes de helicópteros do mundo e tem mais de 50 modelos, de 12 séries diferentes.


Fonte: Xinhua