Autor: Administrador

China assume presidência de CSNU e quer exercer maior papel na manutenção da paz e segurança internacionais

novembro 6, 2018 8:00 pm Published by Leave your thoughts

A China pretende trabalhar para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) tenha um papel maior na manutenção da paz e da segurança internacionais durante o período que ficará na presidência rotativa, que iniciou no dia 1° de novembro.  De acordo com Lu Kang, porta-voz da chancelaria chinesa, o CSNU realizará, em novembro, diversas sessões sobre a Síria, Líbia, Iraque, Líbano, Oriente Médio, Bósnia-Herzegovina e a situação da região de Sahel.

O país considera fazer, nesse período de presidência rotativa, sessões abertas sobre o fortalecimento do multilateralismo e do papel da ONU, assim como a paz e a segurança na África sob a situação atual, pelo que afirmou Lu. O CSNU é um dos mecanismos de segurança coletiva que foram estabelecidos após a 2ª Guerra Mundial e atua como uma plataforma fundamental para a gestão de segurança global.

“Atualmente, enfrentamos desafios complexos na paz e segurança internacionais”, afirmou Lu em uma coletiva de imprensa. “Como presidente rotativo do CSNU, a China trabalhará por um maior papel do Conselho de Segurança alinhado com as missões e princípios da Carta da ONU, na defesa da objetividade e justiça, cooperação no espírito de unidade, adoção de ações efetivas e passos positivos para garantir a solução política dos principais assuntos regionais e assim desempenhar um importante papel na manutenção da paz e segurança internacionais. ”

O porta-voz ainda afirma que a China irá interagir com mais membros da ONU que não fazem parte do conselho, especialmente os países que estão na agenda do conselho, para exercer sua responsabilidade de forma mais aberta. O país ficará na presidência durante todo o mês de novembro.


Fonte: Xinhua

A nova globalização dos Brics

novembro 6, 2018 4:46 pm Published by Leave your thoughts

Em 2018, o Brasil hospedará o encontro de cúpula dos Brics. Como é de praxe, ao lado da reunião dos líderes de Estado, também devem se reunir, em uma série de fóruns setoriais, as lideranças intelectuais e políticas de distintas áreas – economia, educação, saúde, segurança, ciência e tecnologia – incluindo a participação da academia e da sociedade civil. Nesses encontros, teremos a oportunidade de refletir e debater não apenas a posição do Brasil nos Brics, ou a posição dos Brics no cenário global, mas a própria forma como o mundo deve se organizar no século XXI. Que mensagem o Brasil, por meio dos Brics, pode oferecer ao mundo?

Quando observamos o avanço da globalização ao longo do último século, um certo padrão salta aos olhos: o mundo muda sem a globalização mudar. Em cada país, novos líderes nacionais chegam ao poder, políticas distintas se sucedem, brigas ocorrem aqui e ali, ideias e interesses se sucedem entre gerações. No agregado, contudo, quando olhamos o planeta, tudo continua mais ou menos igual: as mesmas regras de organização internacional – na segurança, no comércio, nas finanças – os mesmos países líderes, os mesmos países liderados.

Até que, quando menos se espera, alguma crise inesperada e de grande porte chacoalha o planeta. Uma guerra mundial, uma crise financeira de altas proporções, uma luta ideológica que ameaça partir o mundo ao meio – ou até mesmo acabar com ele. O cataclisma se forma no horizonte. Por um instante, o mundo é forçado a parar e rediscutir as regras do xadrez global. O velho jogo de interesses que dava suporte ao status quo perde a credibilidade. Os padrões que antes pareciam consensuais agora se tornam um problema. Quando há novas ideias disponíveis, a globalização altera seus rumos e modo de funcionamento.

A guerra com mudança é o que explica, por exemplo, a formação das estruturas de segurança, finanças e comércio que parametrizam a globalização. Foi preciso uma grande guerra mundial para o nascimento da Liga das Nações. E foi necessário outra, ainda mais violenta, para, em 1944, se concertar a criação do sistema monetário internacional, conhecido como sistema de Breton Woods, integrado pelo Banco Mundial e o FMI. O Conselho de Segurança da ONU também nasceu no rastro da II Guerra Mundial em 1946. E a Organização para a Cooperação Econômica Europeia, em 1948, ampliada e convertida em Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 1961.

Com o fim do ciclo de guerras e o arrefecimento da violência em escala global, as discussões sobre o destino do planeta também se diluíram. Ao longo dos últimos 70 anos, basicamente lemos e atuamos no mundo segundo o velho padrão. Ao mesmo tempo que a desigualdade e a miséria avançam como vírus em todo o planeta, ameaças de tragédia ambiental se multipliquem sem que o mundo construa qualquer consenso, o avanço tecnológico cada vez mais afirma a vontade das máquinas e seus controladores sobre os interesses da humanidade, o fluxo do dinheiro fácil em mercados especulativos mina a autoridade da política em todo o mundo e arruína economias industriais.

Qual o significado do Brics para esse cenário?

Os Brics são a primeira e única organização “global” construída desde o fim da II Guerra Mundial. Desde o seu nascimento, o bloco cria um suave contraponto à ordem global vigente, criada à imagem e semelhança dos vencedores nas grandes guerras. Primeiro porque os Brics nascem a partir da visão e interesses de conjunto de países emergentes, que tradicionalmente se consideram subrepresentados nos fóruns globais. Segundo, porque estão comprometidos com a formação da multipolaridade no mundo, superando, portanto, a ordem global comandada pelos países do Atlântico Norte. Terceiro, e talvez o aspecto mais importante, porque os Brics não surgem como resultado da guerra, muito menos estão à sua espera para avançar. São na verdade, uma substituição a ela – a possibilidade real de conciliar mudança com paz.

Em 2018, o território brasileiro hospedará o principal evento dos Brics. O sucesso desse encontro e o aprofundamento da organização e funcionamento desse bloco é ao mesmo tempo a esperança daqueles que defendem a importância de se mudar, no século XXI, a forma de globalização: para torná-la mais inclusiva, mais plural, mais dinâmica e pacífica.


Por dentro da CIIE 2018

novembro 6, 2018 4:30 pm Published by Leave your thoughts

Marcas diferentes e novas tecnologias de funcionamento, condução e conectividade estarão entre as novidades no setor de automóveis do evento

A CIIE 2018 (Exposição Internacional de Importação da China) já começou! Saiba quais são as principais categorias de produtos e serviços que serão expostos nessa grande vitrine mundial.

Área de produtos

Equipamentos inteligentes e de ponta: Inteligência artificial e robôs, automação industrial, fábrica digital, internet das coisas, partes e componentes industriais, equipamentos de informática e comunicação, equipamentos de proteção e conservação de energia, equipamentos elétricos para novas energias, equipamentos para tecnologias aeroespaciais, tecnologia de transmissão e equipamentos de controle de energia, impressão 3D etc.

Eletrônicos e eletrodomésticos: dispositivos móveis, smart home, aparelhos inteligentes, VR e AR, videogames, produtos para esportes saudáveis, produtos de áudio, dispositivos de vídeo e HD, tecnologias de tela, jogos on-line e entretenimento doméstico, soluções e sistemas de produtos, etc.

Automóveis: Veículos e tecnologias inteligentes de condução, veículos e tecnologias inteligentes conectados, veículos e novas tecnologias, automóveis de marca etc.

Roupas e acessórios e bens de consumo: Vestuário, têxteis, produtos de seda, utensílios de cozinha, utensílios domésticos, presentes, decoração do lar, joias e ornamentos, Móveis, produtos para bebês e crianças, brinquedos, produtos para cuidados de salões de beleza, esportes e produtos de lazer, malas e bolsas, sapatos, relógios, cerâmica e produtos de vidro etc.

Alimentos e produtos agrícolas: produtos lácteos, produtos de carne, produtos aquáticos, vegetais e frutas, chá e café, bebidas e álcool, doces e lanches, saúde & bem-estar, temperos, alimentos enlatados e alimentos instantâneos etc.

Equipamentos médicos e produtos de saúde: equipamentos de diagnóstico por imagem, equipamentos e instrumentos cirúrgicos, produtos de diagnóstico in vitro, reabilitação física, suprimentos médicos de alto valor, inteligência artificial, produtos de assistência social e serviços de cuidados para idosos etc.

 

Área de Serviços

Serviços de Turismo: locais pitorescos, rotas e produtos turísticos, agências de turismo, linhas de cruzeiros e companhias aéreas, prêmios de turismo, serviços de turismo on-line etc.

Tecnologias emergentes: tecnologia da informação, conservação de energia e proteção ambiental, biotecnologia, instituições de pesquisa, propriedade intelectual etc.

Cultura e educação: cultura, educação, publicações, educação e treinamento, instituições educacionais no exterior e universidades etc.

Design criativo: design de arte, design industrial, software de design etc.

Terceirização: terceirização de tecnologia da informação, terceirização de processos comerciais, terceirização de processos de conhecimento etc.


Xi Jinping promete apoiar desenvolvimento de empresas privadas

novembro 6, 2018 3:30 pm Published by Leave your thoughts

O presidente da China e secretário geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), Xi Jinping, afirmou na última semana que irá estimular, apoiar e orientar fortemente o desenvolvimento do setor não-público e que dará apoio às empresas para que elas se desenvolvam e se tornem mais amplas.

As declarações foram feitas enquanto Xi presidia um simpósio sobre empresas privadas, afirmando que o status e as funções do setor não público no desenvolvimento econômico e social do país não mudaram assim como as políticas de proporcionar um ambiente saudável e mais oportunidades ao setor.

“Na nova jornada para concluir a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os sentidos e de construir integralmente uma China socialista moderna, o setor privado de nosso país só deve se tornar mais forte ao invés de ser mais fraco e marchar para uma cena mais ampla”, disse Xi. “Nos últimos 40 anos, o setor privado da economia se tornou uma força indispensável por trás do desenvolvimento da China”.

O presidente ainda afirmou que o setor privado se tornou o principal contribuinte à criação de empregos e à inovação tecnológica e uma importante fonte de receitas fiscais. Além disso, ele desempenhou um papel importante no desenvolvimento da economia de mercado socialista, transformação das funções de governo, transferência da mão de obra rural excedente e exploração do mercado internacional.

Xi pediu que sejam implementadas políticas em seis aspectos para que o país possa desenvolver melhor as empresas privadas. Entre esses aspectos estão: diminuir a carga de impostos e tarifas sobre as companhias; tomar medidas para abordar a dificuldade e o elevado custo de financiamento para as empresas privadas; equilibrar o campo de atuação delas; melhorar a implementação de políticas para essas empresas; criar relações cordiais e limpas entre empresas privadas e órgãos governamentais e garantir a segurança pessoal dos empresários e suas propriedades.


Gráfico em vídeo mostra crescimento econômico da China

novembro 6, 2018 2:30 pm Published by Leave your thoughts

 

A China, nos últimos anos, se estabeleceu como a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Uma evidência da força do crescimento chinês no cenário econômico mundial é mostrada no gráfico em vídeo abaixo, que mostra os 10 países com o maior PIB do mundo desde 1960 até 2017.

Pelo vídeo, podemos observar que no início a China não se destacava muito, chegando até a ficar de fora do ranking dos 10 maiores PIBs durante alguns momentos. No entanto, a partir dos anos 2000, o crescimento econômico do país passou a ganhar um ritmo acelerado até ter o segundo maior PIB do mundo, posição essa que atualmente ocupa com conforto.


Hora de importar

novembro 6, 2018 1:22 pm Published by Leave your thoughts

O Centro Nacional de Exposições e Convenções, em Xangai irá sediar o evento.

O que se produz e se consome de melhor em cada país do globo? É isso que a China vai trazer para os seus 1,3 bilhão de habitantes que compõem a classe média emergente, cheia de sonhos e desejos. O país quer consumir, ocupar definitivamente o posto de maior potência importadora no mundo globalizado.

Os números comprovam o movimento nessa direção: em 2017, as importações totalizaram quase 12,5 trilhões de yuans (US$ 1,95 trilhão), que representaram um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior. A expectativa do governo chinês é que, nos próximos cinco anos, esse montante chegue ao patamar dos US$ 10 trilhões.

Uma grande estratégia foi projetada para o país atingir essa meta com excelência: a I Exposição Internacional de Importação da China (CIIE 2018), que será realizada de 5 a 10 de novembro, no Centro Nacional de Exposições e Convenções, em Xangai. Cerca de 3.500 empresas, vindas de 153 países, irão expor seus produtos e serviços para cerca de 420 mil empresas inscritas para fazer compras.

Sonhos de consumo

Os consumidores chineses estão ávidos por produtos e serviços de qualidade, exclusivos e competitivos. Tudo do bom e do melhor. Café com grãos especiais, aromas e sabores exóticos, cosméticos, sapatos e roupas com design, objetos de decoração, equipamentos inteligentes, tecnologia de ponta, carros. E também serviços – terceirizações diversas, turismo, design criativo.

A demanda por consumo é grande. Só em Xangai, os hospitais municipais indicaram que, ao longo dos últimos cinco anos, as compras de equipamentos médicos avançados de grande escala ultrapassaram 2 bilhões de yuan. Prevê-se que, até 2020, o valor de mercado de dispositivos médicos da China vai exceder os 770 bilhões de yuans.

A reunião de intercâmbio pré-Expo para expositores e compradores de automóveis dá uma pista de quanto os carros saltam aos olhos do consumidor chinês. Dos aproximadamente 70 expositores vindos de 17 países e regiões, mais de 20 – incluindo Ford, Lincoln, Volvo, BMW, Mercedes, Tesla, Toyota, iveco, Bosch, Faurecia e Webasto – já tiveram conversações com mais de 50 compradores. A China voa alto. Literalmente, nesse caso, anunciou que vai lançar, no final da exposição, um carro voador.

Vista panorâmica do complexo de exposições e seu entorno: megaestrutura para realização de negócios entre mais de 150 países.

Promotora da globalização econômica

O olhar para o mundo e a construção dessa imensa via de mão dupla são parte de um processo que vem sendo construído nestes últimos anos. “O presidente Xi Jinpng destacou o apoio chinês à globalização econômica em diversos seminários internacionais, tais como o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Fórum Cinturão e Rota para Cooperação Internacional e a Cúpula do G20. Para promover na prática esse apoio, o país decidiu sediar a CIEE”, afirma a Ministra Conselheira Econômica e Comercial, Xia Xiaoling, da Embaixada da China no Brasil.

Para a Ministra Xiaoling, a CIIE é a expressão dos esforços da China em abrir o seu mercado ao mundo, mas também de se colocar como grande potência promotora da globalização econômica. “O evento não irá apenas criar novas oportunidades para que diversos países possam expandir as exportações à China, mas também lançará uma plataforma para que essas noções se engajem no comércio internacional, e compartilhem oportunidades de negócio mútuo”, diz.

Após sediar a CIIE 2018, a China continuará a elevar o nível de liberação e facilitação comercial e, em conjunto com outros países, vai aumentar o comércio global, dinamizar o papel de liderança do comércio internacional em cooperação econômica e comercial. Esforços que se estendem à implementação da iniciativa “Cinturão e Rota” – programa lançado pelo governo chinês há cinco anos para construção de estradas e ferrovias, portos e usinas em países da Ásia, África e Europa.

“A China também pretende fazer bom uso do comércio internacional como propulsor do crescimento da economia mundial e contribuir para uma globalização econômica mais vigorosa, inclusiva e sustentável”, acrescenta a Ministra.

Na Cúpula de Pequim de 2018 para o Fórum de Cooperação China-África (Focac), realizada em setembro, a China anunciou sua decisão de aumentar as importações de produtos africanos, incluindo bens de consumo e produtos industriais. Encorajou os países africanos a participarem da CIIE e, para facilitar a introdução de seus produtos no mercado chinês, removeu as taxas de inscrição para países africanos com uma economia frágil.

Megaestrutura

O Centro Nacional de Exposições e Convenções (Xangai) é considerado o maior complexo de construção e exposição de um único bloco do mundo. No coração do distrito comercial de Xangai Hongqiao, sua área construída total é de quase 1,5 milhão de m², onde estão distribuídos salões de exposições, praça de compras, edifícios de escritórios e um hotel. O Centro tem uma área total de exposição de 500 mil m², sendo 400 mil deles em salas de exposições internas, e 100 mil em áreas de exposição ao ar livre.

A exposição será dividida em dois setores: Produtos e Serviços. O primeiro, que terá um espaço de 180 mil m², estará organizado em seis categorias: eletroeletrônicos e eletrodomésticos; vestuário, acessórios e bens de consumo; veículos; equipamentos inteligentes de ponta; alimentos e produtos agrícolas; equipamentos médicos e produtos de saúde.

No setor de Serviços, que ocupará 30 mil m², os visitantes podem explorar sete grandes áreas de exposição: tecnologia emergente; terceirização de serviços; design criativo; cultura e educação; serviços de turismo; serviços de logística e serviços abrangentes.

Durante a exposição, está previsto uma série de sessões de networking para compradores e fornecedores, seminários sobre tendências do setor e lançamentos de produtos também. Segundo a organização da CIIE, serão apresentados 177 eventos por organizações internacionais e países participantes.

Sete conferências de aproximação entre cerca de 900 expositores e 5.000 compradores (one-on-one matchmaking) serão organizadas com duração de 45 minutos e intervalos de 15 minutos cada.

Missão brasileira

A exposição é uma grande oportunidade comercial para o Brasil. Liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), a missão brasileira levará 90 empresas para a China. Uma participação de peso, das maiores negociações entre os dois países.

A Apex está coordenando a participação do Brasil, com vários Ministérios e órgãos do governo e, é claro, o setor privado. É uma coordenação complexa, porque envolve uma série de órgão do governo e diversos órgãos do setor privado. Entre os principais organizadores do grupo estão o Itamaraty, o Ministério da Agricultura, do Turismo, confederações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A China já é, hoje, a segunda maior importadora mundial. Importa mais de US$ 2 trilhões, e isso com uma renda per capita um pouco menor que a brasileira, em torno de US$ 9 mil. O país é enorme, tem uma população enorme, mas com algumas restrições de recursos naturais. Então, à medida que enriquece, passa a importar mais”, analisa o gerente do Núcleo China da Apex-Brasil, Augusto Castro.

“O Brasil é um dos países homenageados na exposição. Teremos um pavilhão institucional 300 m2; além de participações nos pavilhões de alimentos e bebidas, bens de consumo, equipamentos médicos e no pavilhão de serviços. Ao todo, perto de 1,6 mil m2”, conta ele.

Oportunidades

“O Brasil tem produtos únicos e competitivos”, afirma a Ministra Xia Xiaoling. Melissa, Havaianas, Arezzo; os produtos alimentares e bebidas — o vinho, a cachaça, o chocolate, o café, os produtos derivados do leite, a tecnologia agrícola — estão entre os mais cobiçados no mercado chinês. “Falta divulgação, mas a CIIE fornecerá uma plataforma para o Brasil fazer isso”.

 

Segundo a Ministra, o Brasil tem também produtos de maior valor agregado que a China precisa comprar: os aviões comerciais e executivos da Embraer e as peças aeroespaciais; extratos de plantas, tecnologia de extração de petróleo em águas profundas, medicamentos fitoterápicos etc.

Para combater às emissões de gases causadores de efeito estufa, a China está promovendo o uso de etanol para automóveis com objetivo de uma cobertura total do país, até 2020. Até junho de 2018, a capacidade de produção instalada de etanol da China é 2,71 milhões de ton. “Em 2020, está previsto um consumo de 15,7 milhões de ton de etanol. Isto é 12,75 milhões de ton de demanda externo. O Brasil é o segundo maior produtor de biocombustível no mundo. Os dois mercados são complementares”, afirma a Ministra.

O que o Brasil vai levar

Importante observar que, embora seja o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, as empresas brasileiras ainda não chegam ao consumidor chinês. “Vendemos uma série de commodities (soja, petróleo, minérios de ferro) que são processados lá. É um comércio B2B. Um grande desafio para o Brasil é assumir o papel de um produtor de artigos de qualidade para o consumidor chinês. Ele, hoje, come carne e toma café brasileiro, sem saber disso”, avalia o gerente da Apex-Brasil.

O café, em particular, é uma oportunidade interessante que se apresenta. “A China hoje importa pouco e, praticamente 90% são o tipo instantâneo. À medida que o mercado amadurece, você vê os jovens chineses apreciando o café. No sudeste da China já existem marcas chinesas de café. Esse mercado de cafés especiais e de marca vai crescer”, prevê.

Grandes extensões: transporte interno previsto pela organização facilitará circulação entre os segmentos da feira.

Tomando o caso da carne bovina e de aves, o Brasil já é o maior fornecedor da China. “Só que, na participação das importações totais, representamos 5%, e isso ainda é muito pouco”. Mas a situação vai mudar, segundo ele. “Com o aumento de renda, as pessoas vão passar a comer mais carne bovina, em cortes Premium, mais carne de ave, e eles importarão mais”, diz Castro.

Os chineses já gostam muito dos peixes que eles chamam de “exóticos”, de águas brasileiras, como o pirarucu. Embora sejam grandes produtores mundiais de frutas, são grandes importadores também, conforme Castro. “Os melões brasileiros são um exemplo, pois já estamos próximos de assinar um protocolo sanitário que vai permitir essa exportação”.

Na linha dos “super foods”, que são alimentos com alto valor nutricional, o açaí faz sucesso no cardápio do consumidor da China. “Há empresas que já vendem açaí, inclusive em pó. Eles têm muito interesse”, conta. Nossos vizinhos, Chile e Uruguai, exploram bem o mercado de frutas na China, especialmente a cereja chilena; e o México vende avocado”.

Bebidas também representam oportunidades. O consumo de vinhos e espumantes tem crescido muito na China, conforme há o aumento de renda da nova classe média. A cachaça também tem alta receptividade.

“Em economia criativa, serviços e no mercado de games, também identificamos oportunidades. O audiovisual brasileiro desperta muito interesse no mercado chinês, principalmente no segmento de streaming, que é um mercado que tem crescido muito na China. Já temos um histórico de sucesso com A Escrava Isaura, há muito tempo”, diz Castro, da Apex-Brasil.

Outra área com demanda crescente é a de equipamentos médicos e odontológicos. “Estamos levando algumas empresas para a feira. O grande desafio desse segmento é a certificação dos produtos, que é um processo caro e demorado na China. Mas é algo que devemos investir, somos competitivos nesse segmento”, atesta.

Black Friday chinês

A promoção do Single’s Day, o Dia dos Solteiros ou Guanggun Jie, promovida pelo Grupo AliBaba, de comércio eletrônico, é um caso à parte. Realizada no dia 11 de novembro, a data celebra o orgulho em ser solteiro. Recentemente, o festival virou um dos principais dias de e-commerce no mundo. Como o Black Friday norte-americano.

Só nesse dia, as vendas na China somaram US$ 25 bilhões, que equivalem às vendas de comércio eletrônico de um ano inteiro do Brasil. “A previsão de algumas consultorias é de que a classe média e a alta, mais propensas a comprar produtos importados, que eram mais ou menos 10% da população, em 2015, serão 35%, em 2030. Isso obviamente abre muitas oportunidades para diversos setores”, avalia Castro.

Por isso, quatro dias antes da CIIE, algumas empresas da missão brasileira farão um treinamento no AliBaba, para conhecer como funcionam as plataformas do grupo e as ferramentas de apoio às empresas que querem vender on-line na China.

Peças de aviões e aeronaves: um mercado potencial para o Brasil na China.

Preparação

Os coordenadores montaram uma agenda estratégica para preparar os empresários, antes da partida para a China. Entre os compromissos, um seminário na Fiesp com um grupo de importadores e distribuidores da China e uma rodada de negócios com as empresas brasileiras. “Vamos levá-los também para fazer visitas técnicas, conhecer algumas empresas e fábricas em São Paulo”, conta Castro.

Além da programação de seminários e fóruns durante a CIIE, um matchmaking será organizado pelo Bank of China com a participação de algumas empresas brasileiras, compradores e distribuidores da China. “Estamos conversando com algumas delegações específicas de algumas províncias que estarão na feira e têm interesse em fazer rodadas de negócios com as empresas brasileiras”.

Desde outubro de 2017, quando recebeu o convite do governo chinês, a Fiesp está mobilizada para promover uma significativa participação dos seus empresários. “Após mais de 57 reuniões com sindicatos e empresas, somamos esforços com a Apex-Brasil e com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para apoiar a seleção de empresas brasileiras para o pavilhão brasileiro e liderar o grupo que acompanhará uma agenda de prospecção de negócios”, conta o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz.

Essa divulgação ativa da Fiesp junto aos sindicatos sensibilizou expressivamente as empresas paulistas, que serão bem representadas seja pelos expositores nos pavilhões brasileiros, bem como pelos empresários que investiram na agenda para explorar o mercado chinês. “Estas duas frentes: expositores e missão para prospecção de negócios resumem a participação paulista em Xangai”, afirma Roriz.

No segmento de expositores, a participação paulista é de 49 empresas — no setor de Vestuário, acessórios e bens de consumo; em Alimentos e Produtos Agrícolas; em Equipamentos médicos e em Comércio de Serviços.

Já no grupo que acompanhará a agenda de prospecção de negócios serão 68 empresas dos setores de Alimentos e Agronegócio; Construção; Máquinas e Equipamentos; Saúde e Equipamentos Médicos; Serviços; e Têxtil, Acessórios e Bens de Consumo. “A estimativa é que apenas a delegação paulista ultrapasse as 100 pessoas em Xangai”, calcula Roriz.

“Nosso grupo pretende conhecer tendências do mercado chinês, preferências dos consumidores e oportunidades para inserção de produtos brasileiros na China, além de levantar informações sobre formas de acesso e exigências técnicas, regulatórias e aduaneiras para exportar ao país. Eles também terão a oportunidade de ampliar seu networking e conhecer canais de comercialização chineses”, conta o presidente em exercício.

Grande parte das empresas paulistas participantes ainda não exporta para a China ou, se possuem algum tipo de negócio, são exportações pontuais. A maior parte das exportações concentra-se especialmente no segmento de Alimentos e Bebidas e Agronegócio, segundo Ruiz.

Para os organizadores, a exposição é realmente uma grande oportunidade e início do importante processo de aprendizado sobre o mercado chinês e colocação de produtos brasileiros para o consumidor da China. “É uma questão de cada empresa encontrar a melhor forma de se promover e distribuir seu produto, mas todas as oportunidades estão lá”, acredita Castro, da Apex-Brasil.

Empresas na rota da China

É a primeira vez que a Frutos da Amazônia e a Livre&Leve — empresas do setor de alimentação — são levadas ao mercado chinês. Integrando o grupo formado por empresários paulistas da Fiesp, a coordenadora de Marketing e Exportação, Ana Paula Paura, conta que vai participar de visitas técnicas específicas em supermercados e canais de vendas diretas com o perfil para ambos os produtos.

A Frutos da Amazônia tem faturamento de R$ 1 milhão ao ano e ocupa um nicho de mercado gourmet de geleias, biscoitos, bombons e panetones, presente em cafeterias e nas grandes vitrines e empórios de SP, além de redes hoteleiras. Sua matéria-prima vem da Amazônia: açaí, cupuaçu, castanha-do-pará e taperebá.

Já o foco da Livre&Leve é o private label e solução para a linha de panificação e confeitaria para a linha Sem Glúten e Sem Lactose no comércio B2B. “Ocupamos uma parte do mercado em serviços de terceirização para moinhos, empresas e indústrias”. A empresa fatura R$ 10 milhões ao ano.

“A China é um mercado novo e está cada vez mais moderna, assim como o chinês mais aberto a negociações, a participar de ações, agendas e eventos. Eles irão nos proporcionar conhecimento para que façamos uma pesquisa de mercado para identificar o hábito de consumo da população chinesa, assim como agregar valor de toda tecnologia e modernidade do país em nossos produtos e business”, conta Ana Paula.


China recebe diálogo internacional sobre patrimônio mundial e desenvolvimento sustentável

novembro 6, 2018 10:30 am Published by Leave your thoughts

A China realizou na última semana o terceiro Diálogo de Huangshan, que aconteceu nas Montanhas Huangshan, que são patrimônio natural e cultural da UNESCO, e no geoparque global localizado na província de Anhui. Com três dias de duração, o evento teve como tema “Patrimônios da UNESCO facilitando o desenvolvimento sustentável” e ofereceu uma série de atividades sobre a avaliação de desastre e risco dos patrimônios mundiais e a cooperação e desenvolvimento desses locais na Iniciativa Cinturão e Rota.

Mais de 180 especialistas, acadêmicos e representantes locais e estrangeiros da UNESCO e outras organizações internacionais participaram do encontro. “Os patrimônios estiveram de fora dos debates principais sobre desenvolvimento sustentável por muito tempo, apesar da sua importância para a sociedade e do amplo reconhecimento de seu grande potencial para contribuir com as metas sociais, econômicas e ambientais”, afirmou Mechtild Rossler, diretora do Centro de Patrimônio Mundial da UNESCO.

“Os sítios de patrimônio cultural não apenas nos inspiram um profundo sentimento de admiração e prazer, como também nos oferecem muitas contribuições tangíveis diretas às metas de desenvolvimento sustentável, como segurança, saúde, acesso ao ar, água, alimentos e outros recursos importantes e limpos, além de contribuições para o alívio da pobreza e das desigualdades”, argumentou. Há um total de 1.092 sítios de patrimônio cultural em 167 países e regiões do planeta, sendo que apenas a China conta com 53 sítios naturais e culturais da UNESCO.


RBChina faz declaração sobre importância das relações sino-brasileiras

novembro 5, 2018 1:42 pm Published by Leave your thoughts

A Rede Brasileira de Estudos da China (RBChina) divulgou uma declaração feita por diversos dos seus membros em que eles compartilham os pontos que consideram mais importantes nas relações sino-brasileiras, especialmente na conjuntura mundial e nacional e com a entrada de um novo governo que se iniciará em breve no Brasil.

O documento trata sobre a importância vital das trocas comerciais entre Brasil e China, além de abordar pontos como intercâmbios na área de ciência e tecnologia e a necessidade de aprofundar os estudos sobre os dois países e suas relações. Acadêmicos, diplomatas, cientistas, jornalistas, empresários, entre outros membros fizeram a declaração no I Encontro da RBChina, que aconteceu no fim de outubro em Belo Horizonte.

Confira abaixo o documento na íntegra e as suas assinaturas:

Declaração do I Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China (RBChina)

Em 23 de outubro de 2018, em Belo Horizonte, sob o patrocínio da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), foi realizado o I Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China (RBChina). Criada em 2017, a Rede tem por objetivo aprofundar e sistematizar a discussão e a produção de conhecimento sobre a China e o seu relacionamento com o Brasil e com outros foros internacionais. Para tanto, a RBChina conta com a contribuição de aproximadamente 170 profissionais das mais variadas áreas, como acadêmicos, jornalistas, estudantes, advogados, diplomatas, cientistas, consultores, artistas, militares e empresários.

Considerando os desafios impostos pela conjuntura internacional e nacional, notadamente o advento de um novo governo, a tomar posse em 2019, os membros da RBChina, abaixo relacionados, julgam importante compartilhar sua visão sobre a importância das relações sino-brasileiras, conforme descrito a seguir.

O desenvolvimento da relação sino-brasileira é uma política de Estado

O estabelecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a República Popular da China ocorreu em 15 de agosto de 1974, durante o governo do presidente Ernesto Geisel. Em 1984, o presidente João Figueiredo fez a primeira visita de um chefe de estado brasileiro ao país asiático. Em 1988, no governo Sarney, foi assinado acordo para cooperação na construção de satélites, ponto de partida do programa CBERS (“China-Brazil Earth Resources Satellite”). Em 1993, na gestão de Itamar Franco, foi firmada a Parceria Estratégica Brasil-China. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), teve início o processo de internacionalização de empresas brasileiras naquele país, com investimentos da Embraco, Embraer e Marcopolo. Em 2003, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, foi criada a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN). Em 2012, sob a presidência de Dilma Rousseff, o relacionamento foi elevado ao nível de “Parceria Estratégica Global”. Por fim, em 2017, no governo Michel Temer, foi criado o Fundo Brasil-China de Cooperação para Expansão da Capacidade Produtiva.

No plano bilateral, esse relacionamento se traduz em uma ampla agenda de cooperação em diversos setores, como comércio; investimentos; energia; meio ambiente; ciência, tecnologia e inovação. Neste último campo, são dignos de nota, além do programa CBERS, parcerias nas áreas de nanotecnologia, novas energias, pesquisa genômica e tecnologia agrícola.

No plano multilateral, merece destaque a atuação coordenada dos dois países em foros como o BRICS, o G-20 comercial, na OMC, e o grupo BASIC, nas negociações sobre mudança do clima. A atuação concertada em instituições desse gênero contribui para construir consensos e ampliar a influência dos dois países em âmbito internacional.

A China é um dos principais parceiros econômicos do Brasil

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2017, o superávit comercial brasileiro com o país asiático alcançou U$22 bilhões. Soma-se a isso o peso da China como importante investidor no país, com um estoque de mais de US$ 54 bilhões em diversos setores, com destaque para infraestrutura, tecnologia da informação e indústria automobilística. Setores fundamentais da economia brasileira dependem do mercado chinês, notadamente o agronegócio, como as cadeias da soja e do milho, a produção de proteína animal e de papel e celulose, assim como a mineração e o setor de petróleo. A China é também grande fornecedora de equipamentos e componentes importantes para a atividade industrial no Brasil.

No âmbito financeiro, capitais chineses sob a forma de investimento direto e de empréstimos desempenham papel destacado no setor energético brasileiro, tanto na área de petróleo e gás como na área de geração e transmissão de eletricidade. Há também grande potencial para emprego de recursos chineses em projetos de infraestrutura logística, setor cujo desenvolvimento é vital para o crescimento sustentado de nossa economia. Apenas o Fundo Brasil-China de Cooperação para Expansão da Capacidade Produtiva disponibiliza um total de US$ 20 bilhões para áreas como infraestrutura e modernização industrial. São também dignas de nota as oportunidades de financiamento oferecidas pelo Novo Banco de Desenvolvimento, o “banco do BRICS”, que tem sede em Xangai e em breve abrirá um escritório regional no Brasil

O aprofundamento da relação sino-brasileira é estratégico para o Brasil

Numa conjuntura em que as instituições multilaterais estão sob questionamento, e em que o protecionismo comercial tem criado dificuldades para o crescimento da economia mundial, é importante valorizar a parceria com países que reafirmam o multilateralismo e o primado da lei na resolução de controvérsias, como propugnam Brasil e China, notadamente no marco da Organização Mundial do Comércio.

Em vista do que precede, a comunidade de profissionais reunida no âmbito da RBChina chama a atenção da sociedade brasileira e de seus representantes eleitos para a necessidade de cultivar e aprofundar a parceria de amplo escopo existente entre o Brasil e a China, que se estende pelos campos político, econômico, cultural, científico e tecnológico. Um relacionamento nesses moldes com um dos principais atores da cena internacional é consentâneo com a melhor tradição da política externa brasileira, caracterizada pelo universalismo, pelo equilíbrio e pela independência, e contribui de forma inequívoca para a promoção do interesse nacional. Como grupo de estudiosos e profissionais atuantes nesse campo, assumimos o compromisso de produzir conhecimentos úteis para a identificação de oportunidades e para o fortalecimento da relação entre o Brasil e a China.

Belo Horizonte, 23 de outubro de 2018.

 

Signatários:
– Adriana Erthal Abdenur, Instituto Igarapé
– Alexandre César Cunha Leite, Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
– Aline Chianca Dantas, Universidade de Brasília – UnB
– Ana Tereza L. M. de Sousa Universidade Federal do ABC– UFABC
– Bárbara Denise Carneiro Abad, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-Minas
– Camila Moreno, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ
– Célio Hiratuka, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
– Daniel Bicudo Veras, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP
– Danielly Silva Ramos Becard, Universidade de Brasília – UnB
– Diego Vinícius Martins, Normal University | Consultor político
– Douglas Castro, Fundação Getúlio Vargas – FGV
– Edelson Costa Parnov, Universidade Federal Fluminense – UFF
– Eduardo Matos Oliveira – Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
– Erika Zoeller, Conselheira CECF-SP
– Evandro Menezes de Carvalho, Universidade Federal Fluminense – UFF | Fundação Getúlio Vargas – FGV
– Fernanda Cristina Ribeiro Rodrigues, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-MG
– Gabriel Rached, Universidade Federal Fluminense – UFF
– Germano Menon Forneck, Shanghai Jiaotong University
– Giorgio Romano Schutte, Universidade Federal do ABC – UFABC
– Gustavo de L. T. Oliveira, University of Califórnia, Irvine – UCI
– Gustavo Rojas, Centro de Análisis y Difusión de la Economía Paraguaya – CADEP
– Ilan E. Cuperstein, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
– Isabela Nogueira, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
– Janaína Camara da Silveira, Radar China / Agência Xinhua
– Javier Vadell, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-Minas
–  Jayme Martins, OverChina Consultoria
– Joana Andrea Martins, OverChina Consultoria
– João Ricardo Cumarú Silva Alves, Instituto de Estudos da Ásia da Universidade Federal do Pernambuco – UFPE
– José Luiz Singi Albuquerque, Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP
– José Ricardo dos Santos Luz Júnior, LIDE China
– Karin Costa Vazquez, School of International Affairs | O.P Jindal Global University
– Keila Cândido, Universidade Fudan
– Larissa Wachholz, Vallya Negócios e Investimentos
 – Leila Bijos, Karl-Franzens Universität
– Leonardo César Souza Ramos, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-Minas
– Leonardo Paz Neves, Fundação Getúlio Vargas – FGV
– Lia Baker Valls Pereira, Fundação Getúlio Vargas – FGV| Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ
– Ligia Liu, Associação Desenvolvimento Econômico Brasil-China
– Lucas Souza, LIDE China
– Luis Antonio Paulino, Universidade Estadual Paulista – UNESP-Marília
– Manuel Netto, Economista e Consultor
– Marco Cepik, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
– Marco Tulio Cabral, Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais – IPRI/FUNAG
– Marcos Cordeiro Pires, Universidade Estadual Paulista – UNESP-Marília
– Marcos Costa Lima, Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
– Marcos de Paiva Vieira, Guangdong Emerging Economies Society | Guangdong University of Technology
– Marcos Fábio Martins de Oliveira, Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES
– Marcos Sawaya Jank, Asia-Brazil Agro Alliance
– Mariana Burger, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC-Minas
– Mariana Delgado Barbieri, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
– Mariana Hase Ueta, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP | Shanghai University
– Maurício Muriack de Fernandes e Peixoto, Centro de Ensino Unificado de Brasília – UNICEUB
– Michelle Ratton Sanches Badin, Fundação Getúlio Vargas
– Moises de Souza, South China Sea Think Tank
– Nanahira de Rabelo e Sant ‘ Anna, Universidade de Brasília – UnB | Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC
– Paula Coruja, Universidade Federal do rio Grande do Sul – UFRGS
– Pedro Henrique Batista Barbosa, Ministério das Relações Exteriores
– Plinio Marcos Tsai, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
– Rejane Rocha, Centro de Pesquisa e Caracterização de Petróleo e Combustíveis – COPPEComb
– Renata Thiébaut – Harvard University
– Renato Baumann, Intituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA
– Ricardo Machado Ruiz, Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG
– Rita de Cássia Oliveira Feodrippe, Escola de Guerra Naval – EGN/MB
– Roberto Goulart Menezes, Universidade de Brasília – UnB
– Rogerio do Nascimento Carvalho, Faculdade de Caldas Novas – Unicaldas | Universidade Federal de São Paulo – Unifesp
– Rosana Pinheiro Machado, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
– Santiago Bustelo, Universidade Fudan
– Sarah Dantas Rabelo Mota, Economista / Empresária
– Suzana A. Bandeira de Melo, FECAP-SP/Múltipla
– Tatiana Rosito, Centro Brasileiro de Relações Internacionais – CEBRI.
– Thais Caroline Lacerda Mattos, Universidade Estadual Paulista – UNESP-Marília
– Tom Dwyer, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
– Tomaz Mefano Fares, Universidade de Londres | Universidade de Pequim
– Tulio Cariello, Conselho Empresarial Brasil-China
– Valéria Lopes Ribeiro, Universidade Federal do ABC – UFABC
– Vanessa Sampaio de Albuquerque, Shanghai Jiaotong University.
– Victor Mellão – MasterInt. Group
– William Daldegan – Programa San Tiago Dantas


Número de “crianças deixadas para trás” diminui na China

novembro 1, 2018 7:30 pm Published by Leave your thoughts

O número de “crianças deixadas para trás” (crianças que são deixadas aos cuidados de familiares quando um ou os dois pais migram das zonas rurais para as cidades) na China foi reduzido graças às políticas do governo chinês para reunir famílias migrantes, de acordo com Ni Chunxia, vice-diretora do departamento de assuntos sociais do Ministério dos Assuntos Civis. “O número de crianças deixadas para trás nas áreas rurais caiu para 6,97 milhões até o final de agosto, uma queda de 22,7% em relação a dois anos atrás, quando o governo começou a registrar esses números”, disse ele.

Segundo Ni, aproximadamente 70% das crianças deixadas para trás estão concentradas em sete províncias no centro e no sudoeste do país, sendo que no topo da lista está Sichuan, com um total de 765 mil. Mais da metade dessas crianças são meninos, sendo que quase todos são saudáveis. A vice-diretora ainda disse acreditar que essa diminuição foi possível graças à campanha de combate à pobreza, à urbanização e à estratégia de revitalização rural, que permitiu que os migrantes urbanos levassem suas crianças para as cidades ou que os inspirou a retornar ao campo para montar seu próprio negócio.


Sítios arqueológicos de mais de 8 mil anos são descobertos na Mongólia Interior

novembro 1, 2018 7:00 pm Published by Leave your thoughts

Foram descobertos na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, 16 sítios arqueológicos com casas rurais datadas de 8.400 e 8.700 anos antes do presente. Tais casas foram encontradas nas ruínas de Simagou e possuem características distintas da cultura Yumin, uma civilização entre a Era Paleolítica e a Era Neolítica, que foi descoberta pela primeira vez em 2014 no centro da Mongólia Interior.

Os 16 locais são principalmente meia cripta em forma de círculo ou retângulo arredondado e as casas são de diferentes tamanhos, sendo que os diâmetros dos locais de casa redonda medem de 3,3 a 4,5 m., e as de retângulo arredondado têm comprimentos que variam de 4,4 a 5,2 m. e larguras que vão de 1,1 a 6,6 m.

Os arqueólogos também encontraram nas ruínas durante este ano mais de 500 itens, incluindo produtos de pedra, ferramentas de ossos e cacos de cerâmica. Nos locais onde as casas estavam, foram descobertos ainda alguns ossos de animais e conchas, sendo que Hu Xiaonong, chefe da equipe arqueológica, afirmou que essas descobertas mostram que os modos de produção dos aldeões antigos eram principalmente de caça e coleta. “As descobertas forneceram matérias importantes para a pesquisa da cultura Yumin na região”, disse Hu.


Fonte: Xinhua