Autor: Administrador

Proibição de pesca de verão entra em vigor na China

maio 3, 2019 4:40 pm Published by Leave your thoughts

Com o início do mês de maio, entrou em vigor a proibição da pesca de verão em diversos mares na China, como o Mar de Bohai, o Mar Amarelo e o Mar do Leste da China, além das águas a norte dos 12° norte de latitude do Mar do Sul da China. Segundo as autoridades das guardas costeiras, a proibição está sendo implementada rigorosamente.

A Guarda Costeira da China informou que todas as águas proibidas para a pesca estão sendo monitoradas 24h por dia e qualquer infração será tratada a tempo. A proibição da pesca de verão é parte dos esforços chineses para promover o desenvolvimento sustentável da pesca marítima e recuperar a ecologia marinha.


China lança satélites para experimentos científicos

maio 3, 2019 4:00 pm Published by Leave your thoughts

A China lançou para a órbita da Terra, com sucesso, dois satélites Tianhui II-01 nessa semana, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi.

Os dispositivos foram lançados a bordo de um foguete Longa Marcha 4B, sendo que essa foi a 303ª missão realizada com essa série de foguetes. Os satélites serão usados para experimentos científicos, pesquisas de recursos do solo, estudos geográficos e mapeamento.


Produtos agrícolas de áreas carentes são expostos na Feira de Cantão

maio 3, 2019 3:00 pm Published by Leave your thoughts

A terceira e última fase da 125ª Feira de Importação e Exportação da China, que teve início no 1º de maio e acontece até o domingo (5), leva a um cenário global os produtos agrícolas de áreas do país afetadas pela pobreza. Também conhecida como Feira de Cantão, ela acontece em Guangzhou, capital da província de Guangdong.

Nessa última fase, ao evento exibe tecidos, roupas, alimentos e produtos médicos. Espaços de exposição especiais para produtos agrícolas são estabelecidos para impulsionar o comércio exterior nas áreas assoladas pela pobreza e ajudá-las a sair da miséria. Cerca de 770 empresas de 22 cidades e províncias assoladas pela pobreza estão participando da feira gratuitamente, disse Xu Bing, porta-voz do evento.

A Feira de Cantão atua como uma plataforma para que as empresas participantes de áreas carentes possam acessar o mercado internacional, buscarem potenciais parceiros e estabelecerem uma rede global de marketing.

A feira, amplamente vista como um termômetro do comércio exterior da China, também realiza exposições de importação em sua primeira e terceira fase, com mil estandes reservados por 650 empresas de 38 países e regiões. Entre eles, 383 empresas são de 21 países e regiões ao longo do Cinturão e Rota, como a Rússia, Polônia, Filipinas e Israel.


Comida ocidental na mesa chinesa

maio 3, 2019 10:00 am Published by Leave your thoughts

O célebre jamón espanhol: a península ibérica também esteve presente na CIIE

“O homem é o que ele come”. Essa citação do filósofo alemão Ludwig Feuerbah (1804-1872) parece ainda mais relevante hoje, quando muitos países industrializados focalizam a atenção na nutrição e na aptidão física. E essa tendência ultimamente também reflete a prosperidade desses países.

Como a China também é uma terra muito atenta à alimentação, um exame mais atento da mesa de jantar nos oferece um vislumbre melhor da alma do povo e do nível de desenvolvimento da segunda maior economia mundial desde que a política de reforma e abertura foi introduzida no país há quarenta anos.

A diferença entre Oriente e Ocidente nos tipos de comida presentes nas prateleiras dos supermercados e nas mesas de refeição vem diminuindo há tempos. Isso ficou muito claro na primeira Exposição Internacional de Importações da China (CIIE), realizada de 5 a 10 de novembro, em Xangai. Foram expostos não só itens de alta tecnologia e os últimos modelos das fábricas internacionais, mas também a nata do setor de alimentos, na metrópole econômica do leste da China. Duas grandes salas do Centro Nacional de Exposições e Convenções de Xangai foram reservadas aos fabricantes estrangeiros de alimentos de todos os tipos, e ambas estavam totalmente ocupadas até o último metro quadrado.

Se olharmos as estatísticas das autoridades alfandegárias chinesas, entenderemos porque as companhias estrangeiras de comestíveis mostraram presença tão forte na estreia da CIIE em Xangai.

Segundo esses dados, a demanda do consumidor chinês por alimentos importados segue há anos apenas em uma direção – a do crescimento. Só no último ano, o valor das importações de comida e bebida para a China foi o de US$ 58,3 bilhões, 25% mais que no ano anterior. O crescimento anual médio nos últimos cinco anos foi de 5,7%, segundo as estatísticas.

O mais importante fornecedor de comida para a China continua sendo a União Europeia, seguida pelos Estados Unidos, Nova Zelândia, Indonésia e Canadá. De acordo com a Câmara de Comércio da China, os comestíveis importados mais populares, além dos queijos, laticínios variados, sorvetes premium e alimentos para bebês e infantis, são o azeite de oliva, as massas e os molhos para massas, além das bebidas alcoólicas, dos biscoitos e salgadinhos empacotados, e do café, carne congelada e frutos do mar.

“O fato de cada vez mais alimentos estrangeiros estarem sendo consumidos na China reflete a crescente prosperidade do país e as novas demandas dos consumidores chineses”, afirma Phillip Chilton, chefe de Negócios Internacionais da Nestlé Walters da China.

Conhecendo sabores: visitantes da exposição provam vinhos franceses

A Nestlé, grande corporação global suíça, que ocupava a 64ª posição na lista das 500 Empresas Globais da Fortune em 2017, expôs seus produtos na CIIE num grande estande. A companhia vende há mais de vinte anos na China suas famosas marcas de água Perrier e San Pellegrino, de início por meio de um parceiro distribuidor em Hong Kong, e, desde o final de 2016, com um parceiro adicional no continente chinês.

A companhia global e seus empregados têm sido capazes de testemunhar de perto as mudanças no mercado de alimentos chinês ao longo dos anos. Chilton diz: “No início, nossa meta na China era conseguir um volume de vendas similar ao de nossas bebidas em Hong Kong”.

Desde então, porém, as vendas começaram a crescer com surpreendente rapidez. “Primeiro superamos Hong Kong, depois a Coreia do Sul, e por fim até o Japão”, afirma o americano, que vive e trabalha em Xangai há cinco anos. Hoje, a China é o quarto mercado da Perrier, depois de Estados Unidos, França e Canadá.

Novos hábitos

O triunfo da Perrier no mercado chinês parece ainda mais impressionante se levarmos em conta que o povo chinês tradicionalmente não bebe água mineral com gás, e com certeza não toma água gelada. No início, os produtos Perrier eram encontrados apenas em hotéis e restaurantes de alto nível, e nas seções nobres dos supermercados. Os consumidores também eram em sua maioria estrangeiros.

Hoje, porém, o cenário é bem diferente. As garrafas verdes da Perrier são encontradas em lojas de conveniência por todo o país. Chilton vê essa penetração da marca como resultado do rápido desenvolvimento da China e da mudança no estilo de vida que isso trouxe.

“Em primeiro lugar, os chineses ficaram mais ricos. Hoje há uma grande faixa de pessoas com renda mediana e alto poder de compra na China. Em segundo lugar, o povo chinês hoje confere grande importância a alimentos de qualidade. Em outras palavras, a China alcançou uma fase de desenvolvimento na qual as pessoas já possuem casas e carros, e de repente outras coisas tornam-se mais interessantes para elas, como as viagens e a educação, assim como a aptidão física e a saúde, e isso envolve comer melhor”, destaca Chilton. Uma das consequências é que as pessoas tomam menos bebidas açucaradas e voltam-se para alternativas mais saudáveis.

Mas será que é realmente fácil para produtores de alimentos estrangeiros terem sucesso em um cenário cultural tão diferente quanto o chinês, cujos hábitos alimentares são tão diversos dos ocidentais? “O que com certeza nos facilitou chegar aos clientes na China é que a água Perrier é oferecida numa variedade de sabores. Assim, nossa égua mineral é percebida aqui como uma bebida e, portanto, vista como uma alternativa mais saudável às colas e outros refrigerantes. Isso torna nosso produto muito mais acessível aos clientes chineses”, diz Chilton.

Em contraste com muitos outros países, os negócios da Nestlé na China são dominados por águas gasosas com flavorizantes, especialmente os sabores cítricos.

Produtos de nicho

A crescente tendência para adotar uma dieta saudável entre a população de renda média da China – estimada em mais de 400 milhões de pessoas no país, e que deve chegar a 700 milhões em 2025 – está beneficiando muitos outros produtores europeus de alimentos, entre eles, a gigante dos laticínios Arla.

A companhia dinamarquesa está em atividade na China há uma década e tem foco principalmente em seu negócio de alimentos infantis e produtos de leite UHT, afirma Bob den Hartog, chefe da seção de Contas Internacionais e Novos Clientes da filial chinesa da Arla.

Na CIIE, a Arla promoveu principalmente seu leite orgânico com nova embalagem. Segundo Hartog: “Somos o maior produtor mundial de leite orgânico e vemos um imenso potencial no mercado chinês para esse produto”. A companhia dinamarquesa vende mais de 100 milhões de litros de leite na China por ano.

Intercâmbio cultural abre caminho para se chegar ao consumidor chinês

O grande potencial do mercado chinês atraiu até fabricantes de produtos que não parecem à primeira vista adequados aos consumidores chineses. O grupo sueco Lantmännen, por exemplo, estava também representado na feira com seu knäckebrot FinnCrisp, apesar de os paladares chineses tradicionalmente preferirem os pães macios, como os pãezinhos no vapor chamados mantou ou os baozi, um tipo de bolinho no vapor com variedade de recheios.

“Nossos produtos da série de centeio com certeza são um nicho de produto para quem é entusiasta do condicionamento físico na China neste momento”, afirma Ouyang Jiaqian, diretora de vendas da Lantmännen para a Ásia. Com certeza ainda vai demorar alguns anos para que o pão crocante escandinavo seja mastigado regularmente pelos consumidores chineses, diz ela. Nesse sentido, segundo Ouyang, ainda precisa ser feito um trabalho intercultural de educação culinária.

“Na Europa, o pão crocante não é comido sozinho. Os consumidores normalmente passam requeijão ou salmão. Na China, porém, nem toda família tem queijo, manteiga ou geleia na geladeira. Então temos não só que explicar aos nossos clientes como o knäckebrot é normalmente comido na Europa, mas também compartilhar com eles ideias sobre como combiná-lo com a cultura alimentar chinesa, por exemplo, consumindo o pão molhado em leite de soja”, complementa Ouyang.

“Em se tratando de comida, os chineses são naturalmente inclinados a provar novos gostos”, diz Hein Raijmakers, diretor de marketing do produtor de laticínios FrieslandCampina. Apesar da noção preconcebida dos ocidentais, de que o ´povo chinês não gosta de produtos de queijo, o fabricante holandês tem registrado há anos um crescimento nas vendas de seus produtos de queijo no mercado chinês.

“Embora nosso principal negócio na China seja ainda com os queijos mais suaves e os queijos para crianças, ao contrário das ideias equivocadas que comumente circulam, também vendemos queijos de sabores mais fortes no nosso catálogo de produtos para a China”, diz o holandês.

Cultura e estilo de vida

No final, os consumidores chineses desejam acrescentar um pouco do estilo de vida estrangeiro aos seus carrinhos de compras, adquirindo produtos importados, diz Charles Arthur Smith, embaixador da marca de chás Twinings para o Sudeste Asiático. As marcas “English Breakfast Tea” e “Earl Grey” são as que essa companhia inglesa mais vende na China, desde que iniciou suas atividades no continente chinês em 2000, explica ele.

Com seus produtos, a companhia espera transportar um pouco do estilo de vida inglês e da cultura inglesa do chá para a China, a terra natal do chá, e assim contribuir para um intercâmbio cultural culinário, diz Smith. No seu estande na CIIE, a companhia encenou vários shows diários apresentando aos visitantes a etiqueta do chá inglês. “Há grande interesse na China pelo estilo de vida ocidental”, afirma Smith.

Há outra razão pela qual cada vez mais comestíveis estrangeiros encontram lugar nas cestas de compras dos chineses: com a crescente abertura do país, houve um notável aumento no número de chineses que viajam para o exterior. Com isso, eles entram em contato direto com produtos alimentícios e com os hábitos alimentares estrangeiros, diz Season Wu, gerente geral da Guangzhou Nice Trading. Wu quer usar a CIIE como plataforma para trazer um pouco da cultura tradicional de doces alemã para a China. Com esse propósito, sua companhia comercial de Guangzhou assinou um contrato com a famosa marca alemã de marzipã Niederegger, de Lübeck. “Aqui na CIIE, as pessoas chegam ao nosso estande e contam que conhecem o marzipã da Niederegger em suas viagens à Alemanha ou por meio de seus amigos alemães”, diz a empresária.

Mais de 150 comestíveis de alta qualidade, expostos no estande da União Europeia

Embora o marzipã alemão, com seu forte gosto de amêndoas, ainda seja desconhecido por muitos chineses, com o aumento do intercâmbio entre a China e a Alemanha é mais fácil hoje colocar no mercado chinês, mas sem muito sucesso. Hoje, o mercado chinês está pronto para novos doces de alta qualidade como o marzipã alemão, afirma Wu.

Melhor infraestrutura e procedimentos simplificados

No final, as novas oportunidades de distribuição da era da internet também criam oportunidades para companhias estrangeiras de comestíveis na China. “Devemos o constante aumento de vendas de nossos produtos também em boa parte ao crescimento do comércio eletrônico chinês”, diz Wong Yuzheng, gerente geral da marca Twinings na China.

“O comércio online e a melhoria na infraestrutura no centro e no oeste da China permitiram-nos alcançar regiões mais remotas, pois antes ficávamos concentrados basicamente nas principais cidades, como Xangai, Pequim e Guangzhou”, declara o representante da companhia.

O governo chinês também está adotando várias medidas para facilitar ainda mais o acesso ao mercado aos importadores de comestíveis. A fim de acelerar o transporte – fator crítico para alimentos importados com vida limitada na prateleira – muitas autoridades alfandegárias estabeleceram “canais verdes” especificamente para comestíveis importados e também simplificaram os procedimentos de importação para esses produtos.

Phillip Chilton, da Nestlé, afirma: “Antes, a liberação de nossos produtos na alfândega, incluindo a certificação de higiene, demorava cerca de um mês. Hoje, o processo em Xangai leva apenas 72 horas, o que é realmente impressionante. Como companhia, podemos ver claramente que as coisas estão caminhando numa direção muito boa na China”.

Outro sinal positivo de maior abertura de mercado foi dado pelo governo chinês em 1º de julho de 2018, quando realizou de novo uma grande redução nos impostos chineses sobre bens de consumo e automóveis, a fim de incentivar as importações. Os impostos alfandegários sobre 1.449 bens de consumo tributáveis foram reduzidos de uma média de 15,7% para 6,9%, e contemplaram itens como aparelhos eletrodomésticos, bebidas, cosméticos e produtos farmacêuticos.

“Apenas neste ano, as tarifas de importação sobre a água engarrafada foram reduzidas em duas etapas. Em janeiro de 2018, caíram de 20% para 15%, e a partir de 1º de julho foram reduzidas para 5%”, diz Chilton.

Tudo isso provavelmente irá resultar em uma diversidade ainda maior nas mesas dos chineses no futuro, assim como em mais boas oportunidades de negócios para companhias estrangeiras de comestíveis na China. De qualquer modo, a CIIE em Xangai tem o potencial de se estabelecer como um importante evento no calendário de muitas companhias de alimentos.

Bob den Hartog, da Arla, conclui: “A CIIE provou ser uma exposição muito bem organizada, muito profissional, que oferece a nós, companhias estrangeiras, grandes oportunidades de entrar em contato com novos clientes”. Ele acredita que sai companhia estará de volta em 2019 para a segunda edição da CIIE.


Nanchang: cidade heroica

maio 2, 2019 5:00 pm Published by 1 Comment

Pavilhão Tengwang

Capital da província de Jiangxi, há mais de 1,3 mil anos, a cidade de Nanchang é famosa pelo poema Prefácio ao Pavilhão Tengwang, de Wang Bo, da dinastia Tang. Há noventa anos, o Levante de Nanchang, primeiro embate entre os comunistas e o Kuomintang, deu origem ao Exército Popular de Libertação (EPL).

Após a fundação da República Popular da China em 1949, Nanchang foi a primeira base da indústria de aviação. O primeiro avião feito na China, o primeiro lote de mísseis para defesa costeira, e as primeiras motocicletas foram construídos aqui. No novo século, o setor de fotoeletrônica em Nanchang continuou a se desenvolver rapidamente e se tornou uma base industrial de informação fotoeletrônica com importante influência em todo o país.

Cidade histórica e cultural, Nanchang possui um belo cenário natural e numerosos pontos culturais. Fica perto de vários locais famosos, como a Área Cênica Nacional de Lushan, patrimônio cultural mundial, a Área Cênica Nacional da Montanha Jinggang, destino turístico vermelho, e da mundialmente famosa cidade da porcelana de Jingdezhen, que é de visita obrigatória para quem vai a Jiangxi.

Prosperidade do taoísmo tradicional

A história de Nanchang remonta a 202 a.C. O imperador Liu Bang da dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.) enviou soldados para construir uma cidade cerca de 4 km a sudeste da atual Estação Ferroviária de Nanchang Railway, batizada de Nanchang, que significa “Prosperidade Sulista”.

Com a disseminação da cultura das Planícies Centrais, por volta do século III, Nanchang teve grande desenvolvimento e aos poucos se tornou uma cidade importante no território chinês. À época, a China vivia o período de integração étnica, e a cultura era diversificada. Tanto a filosofia como a literatura e a arte tiveram inovações. O desenvolvimento do taoísmo a partir de ideias locais foi uma delas.

Torre Shengjin

Como escola de pensamento, o taoísmo defende o naturismo, tem fatores dialéticos, tendências ateístas, e pede uma harmonia com a natureza. Sendo amplo e inclusivo, o taoísmo advoga a inação e se opõe ao conflito. Os taoístas preferem estar nas montanhas para ficarem mais próximos da natureza. Há muitas montanhas e rios famosos em Jiangxi, que oferecem condições e ambientes propícios e para a existência e a difusão do taoísmo. A montanha Longhu, patrimônio natural mundial, fica 170 km a leste de Nanchang, e é o local de nascimento do taoísmo chinês.

Nascido em Nanchang, Xu Xun é um dos quatro mestres taoístas. Desde muito jovens, ele demonstrou forte talento, boa memória e uma erudição ampla. Ele esperava usar o taoísmo para evitar práticas nocivas na política. Quando foi magistrado do condado, mostrou-se incorruptível, e também ensinou a população local a plantar árvores, cuidar bem das fontes de água, e tomar medidas para resistir às inundações, o que lhe valeu o afeto do povo. Segundo a lenda, viveu até a provecta idade de 135 anos, e no final ascendeu aos céus, levando com ele suas aves domésticas e animais de criação, o que deu origem a um ditado chinês segundo o qual “quando um homem chega ao topo, todos os seus parentes e amigos vão junto com ele”.

Após sua morte, seus descendentes construíram um templo memorial na sua velha residência. Na dinastia Song (960-1279), o imperador Huizong valorizou muito o taoísmo e deu nome ao Palácio Yulong da Longevidade, que homenageia Xu Xun. O palácio fica na aldeia de Xishan, 30 km a sudoeste da cidade de Nanchang. Ainda é um local para retiro monástico e todo ano os fiéis vêm à aldeia para orar no aniversário de Xu Xun, no 27º dia do primeiro mês do calendário lunar, e no dia em que ele ascendeu aos céus no oitavo mês do calendário lunar. O palácio tem uma área de 31 mil m², esculturas refinadas e características das diversas épocas. Há aqui também um bom número de edifícios auxiliares junto ao palácio, formando um grupo de edifícios antigos em torno dele.

Resort Cênico da Montanha Jinggang

 

O palácio da longevidade é também a morada espiritual dos habitantes locais. Se um migrante de Jiangxi tem certo nível de recursos financeiros, pode construir um palácio da longevidade dentro do mesmo padrão. Ele homenageia Xu Xun, o ícone cultural dos antigos residentes de Jiangxi, e também provê um local de reunião para as pessoas de Jiangxi que estejam vivendo fora de lá. Eles também acabaram formando a “Associação dos Saguões Jiangxi”. Segundo uma estatística incompleta, existem mais de 1.400 palácios de longevidade no mundo, cobrindo mais de 20 regiões, como Hong Kong, Macau, Taiwan e alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Malásia e Tailândia.

Berço do EPL

O dia 1º de agosto é considerado a data de fundação do Exército Popular da Libertação (EPL). Em 1927, às 2 horas da manhã deste dia, teve início o primeiro combate entre os comunistas e as forças do Kuomintang, que ficaria conhecido como Levante de Nanchang. Embora o levante tenha sido sufocado e o exército sublevado de 22 mil homens tenha terminado com apenas 800, o episódio foi o prenúncio da liderança independente por parte do Partido Comunista da China (PCCh) da luta armada e da criação do exército revolucionário.

Memorial do Levante de Nanchang 

O grupo sobrevivente tornou-se a base do estabelecimento do EPL, sob liderança de Zhu De, um dos principais fundadores e líderes do EPL. Zhu foi o comandante-em-chefe do Exército Vermelho dos Operários e Camponeses Chineses, do Exército da Oitava Rota, e do EPL. Quando, em 1955, o EPL nomeou pela primeira vez 10 marechais, oito deles haviam estado direta ou indiretamente envolvidos no Levante de Nanchang.

Há muitos lugares em Nanchang cujos nomes relembram o “1º de agosto” (bayi, em chinês pin-yin) – Escola Bayi, Ponte Bayi, Avenida Bayi, Parque Bayi, Praça Bayi… A Torre Memorial de 1º de Agosto em Nanchang atrai todo dia turistas chineses e estrangeiros.

Na história moderna da China, Jiangxi tem um status especial como fortaleza revolucionária. É nessa terra que está o berço da revolução chinesa – a Montanha Jinggang, o berço da República Popular da China – Ruijin, lugar onde a bandeira do exército do povo foi erguida – Nanchang, a fonte do movimento dos trabalhadores chineses – Anyuan. Uma série de grandes eventos revolucionários teve lugar em Jiangxi, que é uma espécie de museu histórico revolucionário. Os locais ligados à revolução, antigas residências de revolucionários e edifícios memoriais são numerosos e bem disseminados.

Montanha Lushan

Em 2000, Jiangxi começou a construir uma área de turismo vermelho, que se tornou um recurso vantajoso para o turismo de Jiangxi. As famosas montanhas e rios dali testemunharam a história da revolução chinesa, como o antigo local da Academia Militar de Zhu De, o Campo de Concentração Shangrao, o Salão Memorial do Movimento dos Mineiros do Carvão de Anyuan, a Praça do Levante da Colheita de Outono, o local de partida da Longa Marcha do Exército Vermelho, o governo soviético do PCCh e outros departamentos funcionais do governo, a Base Revolucionária da Montanha Jinggang, e o antigo local da Conferência Lushan.

Base industrial de aviação

Em 3 de julho de 1954, o CJ-5, primeira aeronave construída na República Popular da China, voou pelos céus azuis sobre Nanchang. Em 5 de maio de 2017, o C919, primeiro grande jato de passageiros construído no país, aterrissou em segurança no Aeroporto Internacional Pudong de Xangai. Sua fuselagem dianteira e fuselagem de centro-retaguarda foram fabricadas em Nanchang.

Jiangxi é a principal base chinesa de pesquisa industrial e produção de aviões. Como berço da indústria de aviação da RPCh, a província é o núcleo para o desenvolvimento e produção de helicópteros chineses e aviões de treinamento. Sua escala de fabricação sempre esteve entre as quatro maiores da China. Em conhecidas exposições de aviação e grandes desfiles militares no país e fora dele, é comum encontrar aviões desenvolvidos e produzidos em Jiangxi, como o jato de treinamento L15 Falcon, o grande helicóptero civil AC313 e o helicóptero armado CAIC Z-10. Jiangx tem um portfólio de produtos relativamente completo, com aviões de treinamento, de combate, helicópteros, veículos aéreos não tripulados e componentes de grandes aeronaves, e desenvolveu uma grande capacidade de projetar produtos de aviação, testes, fabricação avançada e montagem.

Jingdezhen

Nanchang investe na aviação como um setor estratégico emergente que sustenta a transformação e evolução econômica da cidade, e tem alcançado um grande desenvolvimento. Em maio, o avião GA20, monomotor, quatro assentos, de asa fixa e uso geral, que foi desenvolvido de forma independente por uma empresa privada, foi lançado com sucesso na Zona de Desenvolvimento Industrial de Alta Tecnologia de Nanchang. Apenas dez dias depois foi inaugurado em Nanchang o quinto centro de certificação de aeronavegabilidade do país. Em junho, o Aeroporto Yaohu de Nanchang, com um investimento total de 1,65 bilhão de yuans, realizou seu primeiro teste de voo.

A cidade encarou a construção da zona abrangente de demonstração para a indústria geral de aviação do país como uma oportunidade de se tornar um grande núcleo industrial de aviação, integrando a fabricação e logística de aeronaves, a aviação geral e a economia de aeroportos. Ao mesmo tempo, empreendeu o projeto de grandes aeronaves para atrair mais empresas para a indústria de aviação. Até agora, Nanchang atraiu dezoito empresas do setor e formou bases industriais de aviação com pesquisa e desenvolvimento de fabricação de aeronaves e componentes essenciais, complementados por pesquisa de aviação e aeroespacial e serviços públicos.

O desenvolvimento do setor de aviação ajuda o turismo de Jiangxi. A partir do Aeroporto Internacional Nanchang Changbei, Jiangxi criou seis roteiros turísticos que cobrem a Montanha Jinggang, a Montanha Lushan e Jingdezhen, oferecendo com isso uma grande praticidade para turistas em termos de transporte.


Apple acelera construção de data center na China

maio 1, 2019 2:26 pm Published by Leave your thoughts

A Apple acelerou a construção do seu primeiro data center na China, que ficará localizado na Nova Área de Gui’an, província de Guiyang. Estão sendo construídos o edifício principal de dados e uma subestação de transformação de 110 KV, uma instalação auxiliar, que devem entrar em serviço, respectivamente, no final de 2020 e em outubro deste ano, respectivamente.

Com 67 hectares, o centro deverá melhorar os serviços de iCloud na parte continental da China. A sua instalação, que está sendo feita em parceria com a Guizhou-Cloud Big Data Company e tem US$ 1 bilhão em seu orçamento, começou a ser construída em março. Ela será o terceiro data center da Apple, que também tem um nos EUA e um na Dinamarca.

Guizhou tornou-se a pioneira em big data na China devido ao seu clima, abastecimento de energia e infraestrutura de rede e já atraiu uma série de empresas importantes, como Apple, Qualcomm, Huawei, Tencent, Alibaba e Foxconn, que estabeleceram na província seus centros de computação em nuvem e de dados, assim como sedes regionais.


Yunnan tira mais de 700 mil pessoas da pobreza em 2018

abril 30, 2019 6:00 pm Published by 1 Comment

A província de Yunnan, da China, conseguiu retirar da pobreza 737.500 pessoas, de 27 aldeias, no ano passado, segundo informações das autoridades locais. Tal progresso foi atribuído a uma série de medidas, como a criação de postos de trabalho, o desenvolvimento industrial, a realocação de pessoas nas áreas inóspitas e o fornecimento de subsídios para pobres, idosos e doentes.

Mais de 100 funcionários governamentais foram enviados pela província para as regiões carentes, como é o caso da sub-região autônoma Lisu de Nujiang e o distrito de Zhenxiong para auxiliar os trabalhos de alívio da pobreza. No final de 2018, ainda viviam abaixo da linha da pobreza um total de 137.790 habitantes.

A China pretende concluir a construção de uma sociedade moderadamente próspera e erradicar a pobreza do seu território até 2020.


Banda de robôs se apresenta em universidade chinesa

abril 30, 2019 5:11 pm Published by Leave your thoughts

A MOJA, uma banda composta por três robôs, fez a sua estreia no último final de semana, na Universidade de Tsinghua. A apresentação foi parte de uma peça musical especial, interpretada por atores humanos e robôs, que conta a história de um estudante que supera dificuldades e cria robôs musicais em um laboratório.

Os robôs membros da banda MOJA se chamam Yuheng, Yaoguang e Kaiyang, batizados em homenagem a três estrelas da Ursa Maior, e tocam instrumentos musicais tradicionais da China: flauta de bambu, konghou (um antigo instrumento de cordas) e tambores. Eles foram desenvolvidos por professores e alunos da Universidade de Tsingua e por equipes de empreendedores formados por ex-alunos da universidade.

Para cobrir todas as áreas que o projeto envolve, os inovadores que dele participaram têm diferentes habilidades, como especialistas em controle e interação com robôs, artistas de esculturas, artistas de novas mídias, especialistas em drama e músicos. “Quanto à aparência, tentamos criar imagens a partir da perspectiva de artistas de escultura para que as posturas e formas dos robôs pareçam mais realistas”, disse Mi Haipeng, líder do projeto e professor da Academia de Artes e Design da Universidade de Tsinghua.

A “arte do robô” como forma de arte surgiu nos últimos anos tanto na China quanto no exterior. Quando comparados aos robôs industriais e de serviço, os robôs de arte prestam mais atenção à relação entre robôs e humanos e a cultura social. “Através da ponte da arte, esperamos transmitir a ideia de coexistência harmoniosa entre humanos e tecnologia”, disse Mi, que ainda afirmou que a banda deverá ter novos membros robôs no futuro.


Xi Jinping e líderes estrangeiros visitam exposição de horticultura

abril 30, 2019 4:00 pm Published by Leave your thoughts

O presidente chinês, Xi Jinping e sua esposa Peng Liyuan visitaram, acompanhados por líderes estrangeiros e seus cônjuges, a Exposição Internacional de Horticultura de Pequim 2019, no distrito de Yanqing, no norte da capital chinesa. Aberta na segunda-feira (29), a exposição terá 162 dias de duração, acabando no dia 7 de outubro.

Os convidados estrangeiros que compareceram no evento, foram recebidos por Xi e Peng no pavilhão da China do parque da exposição, onde foram mostradas as diferentes exibições das plantas características e a arte única da jardinagem apresentada por diferentes regiões. Segundo Xi, o pavilhão da China não apenas conta com a charmosa jardinaria chinesa, como também demostra a disposição do país em buscar uma vida ecológica e compartilhar os benefícios do desenvolvimento com o resto do mundo.

Os líderes ainda visitaram os jardins do Camboja, República Tcheca, Djibuti, Quirguistão, Mianmar, Nepal, Paquistão, Japão, Cingapura e Tajiquistão, na zona internacional de horticultura, além de terem participado de uma cerimônia de plantação de árvores.