Autor: Administrador

Companhias chinesas se unem para criar caminhões movidos a hidrogênio

outubro 18, 2018 11:00 am Published by Leave your thoughts

A Companhia de Investimento Energético da China (CHN Energy), maior companhia de energia do mundo em termos de capacidade instalada, se uniu à fabricante de motores Weichai Power para desenvolver caminhões movidos a hidrogênio. A ideia é que estes veículos sejam usados para mineração e que tenham a capacidade de transportar mais de 200 ton.

O objetivo das duas empresas é o obter avanços no desenvolvimento de equipamentos importantes e tecnologia de engenharia mecânica por meio dessa colaboração, de acordo com o comunicado pelo qual a parceria foi anunciada. Essa união de forças representa um grande progresso na promoção de combustíveis limpos no setor de transporte da China. O  país já operou ônibus a hidrogênio em Xangai e em Chendu, capital da província de Sichuan.

Ling Wen, gerente-geral da CHN Energy, afirmou que o desenvolvimento do hidrogênio combustível na China começou a ter um ritmo acelerado, acrescentando que mais inovações tecnológicas promoverão seu uso em uma ampla gama de setores, indo desde a indústria automobilística até a aeroespacial. Segundo um relatório, o hidrogênio em breve se tornará parte significativa da matriz  energética da China, ocupando pelo menos 10%.


Museu do Palácio inicia projeto de expansão

outubro 18, 2018 10:15 am Published by Leave your thoughts

O Museu do Palácio, uma das atrações mais visitadas da China e de todo o mundo, lançou um projeto de expansão como parte de um programa de renovação cultural que busca promover a capacidade do Museu de exibir e conservar os patrimônios culturais. Também conhecido como Cidade Proibida, ele foi o lar da família real entre 1420 e 1912 e atualmente abriga mais de 1,8 milhão de relíquias culturais.

O levantamento geológico e a prospecção arqueológica in loco foram iniciados no projeto de expansão, também conhecido como “projeto da seção norte do Museu do Palácio”. Os planos são de que o projeto cubra uma área de 62 hectares, onde serão construídos salões de exibição, oficinas de conservação de patrimônios culturais e outras instalações, que deverão ocupar 102 mil m².

O curador do museu, Shan Jixiang, afirmou que a conservação e a proteção dos patrimônios culturais serão a mais importante finalidade da seção norte e que todo o processo de conservação será exibido ao público. Aprovado pelo Conselho de Estado em 2013, o plano geral do Museu do Palácio listou sete itens para construção.

O Museu do Palácio irá construir também um novo depósito subterrâneo para que as relíquias possam ficar protegidas em um ambiente controlado com umidade e temperatura configurados, sendo que uma passagem subterrânea que une os dois depósitos também deverá ser construída. A nova área de armazenamento deverá ficar pronta em 2020, para o aniversário de 600 anos o Museu do Palácio.


Fonte: Xinhua

Guangdong recebe a maior feira comercial da China

outubro 18, 2018 9:33 am Published by Leave your thoughts

Guangzhou, capital da província chinesa de Guangdong, está realizando nesta semana a maior feira comercial do país: a Feira de Importações e Exportações da China. Também conhecida como Feira de Cantão, ela é considerada um barômetro do comércio exterior da China e nessa edição, atraiu um número maior de empresas importadoras. O porta-voz do evento, Xu Bing, afirmou que esse ano as importações são o destaque da feira comercial, uma vez que o país busca abrir mais o mercado interno.

A área de exposição importadora da feira conta com cerca de mil estandes, de 636 empresas (19 a mais que na edição anterior do evento) provenientes de 34 países e regiões. As empresas provenientes de países e regiões ao longo do Cinturão e Rota representam um total de 60% das participantes na exposição importadora.

Nos primeiros nove meses, o comércio exterior da China permaneceu estável com uma estrutura aprimorada. De acordo com a Administração Geral das Alfândegas, de janeiro a setembro o comércio exterior chegou a 22,28 trilhões de yuans (US$ 3,2 trilhões), com um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período no ano anterior. As exportações aumentaram 6,5%, chegando a 11,86 trilhões de yuans, e as importações tiveram crescimento de 14,1%, indo para 10,42 trilhões de yuans. Dessa forma, o superávit comercial foi de 1,44 trilhão de yuans.

A feira ainda contará com a participação mais de 25,5 mil empresas chinesas, sendo que essa primeira fase, que mostrará produtos como eletrônicos, eletrodomésticos e equipamentos mecânicos, irá até sexta-feira (19). A segunda fase será realizada entre os dias 23 e 27 de outubro, e a terceira, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro.


Sabedoria chinesa no comércio internacional

outubro 16, 2018 4:00 pm Published by Leave your thoughts

“Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos”. O presidente chinês Xi Jinping citou Charles Dickens em seu discurso de abertura na reunião anual do Fórum Econômico de Davos em janeiro de 2017. Em conclusão, ele destacou: “Não devemos perder a confiança ou fugir às nossas responsabilidades. Devemos juntar as mãos e ficar à altura do desafio”, sinalizando a resolução da China de contribuir ainda mais para a globalização.

Como beneficiária e proponente da globalização, a China trabalha junto com a comunidade internacional para resolver os problemas que emergem desse processo. Nos campos da economia e do comércio, a China defende com firmeza a manutenção de um sistema de comércio multilateral e tem acelerado a construção de uma rede de alto padrão de zonas de livre comércio (free trade zones, FTZs). Além disso, a China lançou a Iniciativa Cinturão e Rota e oferece a sabedoria chinesa à APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), ao G20 e ao Brics.

Motos importadas expostas na Feira Internacional de Importados de Yiwu

Novo modelo de governança

“As questões de governança global foram destacadas em vista do cenário de aprofundamento da globalização econômica e de questões globais prementes, que, sob várias formas, só podem ser resolvidas por esforços conjuntos de todos os países”, ressaltou Zhang Yuyan, diretora do Instituto de Pesquisa Econômica e Política da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Na opinião dela, o protecionismo comercial e a teoria dos jogos aplicada a benefícios entre países estimula a formação e evolução de regras comerciais, enquanto a evolução de padrões de produção e comércio global acelera o ajuste de regras de comércio internacional e de sua área de alcance.

Segundo Zhang, a participação da China na governança global começou em 1971, quando a República Popular da China retomou seu legítimo assento nas Nações Unidas. No entanto, a integração da China à economia global e o papel do país em sua governança global têm sido um processo gradual.

Na década de 1990, a China participou das questões internacionais num escopo mais amplo, no contexto de aprofundar internamente a reforma e abertura, e dentro de um panorama global mutante. Quando eclodiu a crise financeira da Ásia em 1998, a China teve um papel construtivo em conduzir a economia asiática para fora da crise, exibindo sua confiança e sua responsabilidade como grande país na região ao participar da governança regional e global.

No início do século XXI, om uma economia em crescimento e uma força geral, a China tornou-se mais proativa em relação à governança global. A entrada da China na OMC em 2001 foi um marco, assinalando sua integração à economia mundial.

Em 2008, na crise financeira global, o G20 foi trazido à linha de frente como uma grande plataforma de governança global, e a China naturalmente tornou-se um dos mais importantes e mais ativos membros da plataforma.

Em 2013, o presidente chinês Xi Jinping propôs a Iniciativa Cinturão e Rota, dando uma nova vitalidade à governança global. Em 2014, a China defendeu a criação do Banco de Investimento em Infraestrutura Asiático (Asian Infrastructure Investment Bank, AIIB), o que foi visto como algo histórico, com o mesmo impacto da entrada da China na OMC. Em 2016, na Cúpula do G20 de Hangzhou, a China apresentou seu plano para lidar com os desafios econômicos globais e fez um apelo reivindicando poder de discurso e de elaboração de regras para os países em desenvolvimento e as economias emergentes.

Aspectos da “Abordagem chinesa”

É imperativo reconstruir de maneira consistente as regras de comércio globais. Com base na ideia de benefícios mútuos e resultados ganha-ganha, a China participa ativamente da governança da economia global e oferece uma “Abordagem chinesa”. Zhuang Rui, vice-diretor do Instituto de Economia Internacional, é um especialista em políticas macroeconômicas. Ele afirma que a “Abordagem chinesa” contém quatro aspectos: defesa da harmonia e da inclusividade, ênfase no pluralismo e no equilíbrio, proposta de benefícios mútuos e resultados ganha-ganha, e busca da cooperação prática.

A China defende a harmonia e a inclusividade. No momento, o sistema de governança global é complexo, compondo um sistema de comércio multilateral, acordos bilaterais e multilaterais de comércio e investimento, e organizações de cooperação econômica regionais e sub-regionais. Pela perspectiva chinesa, todos os tipos de mecanismos e plataformas devem coexistir e se complementar, desde que promovam o comércio e investimento globalmente. Para esse fim, a China tem realizado negociações a respeito de acordos de livre comércio (free trade agreements, FTA) e tratados bilaterais de investimento (bilateral investment treaties, BIT), apoiado a Parceria Econômica Abrangente Regional (Regional Comprehensive Economic Partnership, RCEP) em nível regional, e promovido várias plataformas de cooperação, como a Área de Livre Comércio da Ásia-Pacífico (Free Trade Area of the Asia-Pacific, FTAAP), a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Asia-Pacific Economic Cooperation, APEC) e o G20. Ela também apoia sistemas de comércio multilaterais como a OMC.

A China enfatiza o pluralismo e o equilíbrio. Neste mundo diversificado, as regras econômicas e comerciais globais devem atender aos interesses dos países desenvolvidos, e também incorporam os apelos dos países em desenvolvimento e dos países subdesenvolvidos. Países em desenvolvimento compõem mais de 30% do comércio e investimento global. A porcentagem é crescente, portanto seus apelos não podem ser negligenciados.

No Encontro de Ministros do Comércio do G20, realizado em Xangai em julho de 2016, a China propôs a iniciativa para promover uma cadeia de valor global mais inclusiva e harmoniosa, de modo a ajudar os países em desenvolvimento e as empresas de pequeno e médio porte (medium-sized enterpreises, SMEs) a compartilhar os benefícios da globalização econômica e alcançar uma economia global equilibrada e sustentável. A iniciativa promoveu a inclusividade do mecanismo do G20, e também cumpriu o compromisso, assumindo na Declaração Ministerial de Nairóbi, da 10ª Conferência Ministerial da OMC em 2015, de ajudar os países menos desenvolvidos (LDCs) a se integrarem na economia mundial. Foi também uma sólida contribuição à Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030 da ONU.

A China promove benefícios mútuos e resultados ganha-ganha. Como declarado expressamente na Planilha do 13° Plano Quinquenal, a China propõe-se a aderir ao princípio dos benefícios mútuos e da cooperação ganha-ganha, a facilitar o livre comércio e investimento globais, e a opor-se a qualquer forma de protecionismo comercial. A Iniciativa Cinturão e Rota, apresentada em 2013, está centrada em benefícios mútuos e resultados ganha-ganha. Durante o Fórum Cinturão e Rota para Cooperação Internacional, realizado em Pequim em 2017, a China assinou tratados comerciais e de investimento com mais de 30 países, negociou FTAs com países importantes e assumiu o compromisso de sedar a Exposição Internacional de Importados da China (CIIE) em 2018.

A China põe foco na cooperação prática. A governança econômica global é complexa, e exige manobrar diferentes mecanismos e plataformas. O país tem feito esforços perseverantes para melhorar a eficiência e reforçar a disciplina dos vários mecanismos e plataformas. O país tem feito esforços perseverantes para melhorar a eficiência e reforçar a disciplina dos vários mecanismos e plataformas.

Em termos de cooperação multilateral, desde que os membros da OMC chegaram ao Pacote de Bali em dezembro de 2013, a China tem ativamente implementado o acordo e se tornou o 16° membro a aceitar o Acordo de Facilitação do Comércio (Trade Facilitation Agreement, TFA). Na 10ª Conferência Ministerial da OMC, realizada em Nairóbi em dezembro de 2015, a delegação chinesa promoveu uma mesa-redonda para que os países em desenvolvimento entrassem na OMC, junto com a diretoria do organismo e o governo do Quênia. Delegados chineses apresentaram a experiência da China ao entrar na OMC e se abrirem para o mundo, o que foi aclamado por representantes de 40 países em desenvolvimento.

Em termos de cooperação regional, a China facilitou a construção de várias plataformas de cooperação. Na Cúpula da APEC de Pequim em 2014, por exemplo, foram aprovados documentos simbólicos como o Mapa de Metas de Pequim para a FTAAP e o Projeto de Interconectividade da APEC.

A abertura traz progresso

No presente, a governança do comércio global enfrenta dois desafios. Primeiro, o novo padrão de comércio – representado pela cadeia de valor global – exige o ajuste das regras comerciais internacionais. Segundo, as economias emergentes pedem a reconstrução da estrutura de governança do comércio global, que é atualmente liderada pelos principais países. Sinais de um crescente desequilíbrio comercial, protecionismo estatal e populismo são perceptíveis na cadeia de valor global. Quanto a isso, Zhang Yuyan comenta: “Não é um problema da globalização econômica em si, os problemas vêm de fora”.

Na realidade, a globalização econômica traz oportunidades favoráveis para a China realizar um desenvolvimento muito rápido. Segundo o Banco Mundial, o PIB nominal da China, baseado em preços constantes, vem aumentando 9,6% anualmente desde 1992 a 2016, e já se multiplicou por nove.

Ao aderir à globalização econômica, a China ascendeu ao centro da economia mundial. O país importa matérias-primas, recursos energéticos, capital e tecnologia, e exporta produtos de alta qualidade. O país se tornou um importante motor da economia mundial. Em 2016, contribuiu com 33,2% do crescimento econômico mundial, alcançando o primeiro lugar no mundo. Hoje, a China é o único país com todas as categorias industriais classificadas pela ONU.

Para colocar em termos simples, a acumulação de riqueza pelas pessoas ou o rápido desenvolvimento da China não seriam possíveis sem a globalização. O país cresceu e se transformou em uma importante país para a governança global e promove ativamente uma economia aberta. Compartilha oportunidades e interesses com outros países por todo o mundo.

Em janeiro de 2017, na cerimônia de abertura do Fórum Econômico Mundial de Davos, as observações do presidente chinês Xi foram contundentes: “Devemos nos comprometer a fazer crescer e abrir a economia mundial para compartilhar oportunidades e interesses por meio de abertura, e alcançar resultados ganha-ganha. Estamos em frontal oposição ao protecionismo. Buscar o protecionismo é como você se trancar num quarto escuro. Embora o vento e a chuva possam ficar do lado de fora, esse quarto escuro também irá bloquear a luz e o ar. Ninguém emergirá como vencedor numa guerra comercial”.

No relatório divulgado no 19° Congresso Nacional do PCCh de outubro de 2017, o presidente Xi enunciou ao mundo a visão da China: “Devemos desenvolver uma economia moderna e criar uma nova base em busca de uma abertura em todas as frentes. A abertura traz progresso, enquanto encerrar-se em si mesmo deixa você para trás. A China não irá fechar suas portas para o mundo, irá simplesmente se tornar cada vez mais aberta”.

As regras do comércio global pertencem a todo o mundo. Isso quer dizer que devem ser discutidas e ajustadas após consulta às principais economias ou plataformas internacionais competentes, à luz dos apelos dos diversos países. Sem dúvida, a “Abordagem chinesa” será indispensável nesse processo.


Governo chinês divulga plano para estimular consumo no país

outubro 16, 2018 1:00 pm Published by Leave your thoughts

Um plano público para melhorar os mecanismos de promoção do consumo residencial entre 2018 e 2020 foi publicado pelo Gabinete Geral do Conselho de Estado da China. O documento esboça maneiras para remover as barreiras mais diretas e proeminentes relacionadas ao sistema e mecanismo que impedem o consumo residencial, para que que o seu potencial possa ser melhor explorado.

O projeto procura se harmonizar com a nova tendência de transformação e atualização do consumo e tem foco na formação de expectativas razoáveis de consumo e no fortalecimento do seu papel fundamental na promoção do crescimento econômico. A China pretende cultivar os segmentos de mercado em setores importantes, criar um ambiente saudável e elevar continuamente a capacidade de consumo do seu povo.

Até 2020 o governo deverá facilitar o acesso ao mercado no setor de consumo de serviços, melhorar o conjunto de políticas para promover a atualização da estrutura de consumo material, e determinar mais padrões para mercadorias e serviços em importantes áreas. O plano ainda diz que serão feitos esforços para criar um sistema de crédito melhor e para otimizar as medidas de apoio na promoção do consumo, incluindo ações sobre imposto de renda individual e reformas de distribuição de renda.


Exposição de sorvetes da China atrai empresas estrangeiras

outubro 16, 2018 12:00 pm Published by Leave your thoughts

A feira Ice Cream China 2018, a maior do setor de sorvetes da Ásia, aconteceu na última semana em Tianjin, cidade portuária do norte da China, e contou com a participação de mais de 380 empresas de 42 países e regiões. Celebrada desde 1998, a exposição de tornou uma plataforma para que as empresas estrangeiras de sorvete entrem no mercado chinês, uma vez que a população do país mostra cada vez mais interesse por esse doce.

Com mais de mil postos em uma área de mais de 40 mil m², a exposição mostrou uma ampla variedade de produtos e serviços relacionados à indústria do sorvete, incluindo produtos finais, matérias-primas, maquinaria e embalagens para manter o produto gelado. Mais de 140 montaram postos na exposição, o que foi um recorde para o evento, segundo a diretora da Associação da Indústria de Panificação e Confeitaria da China e chefe do comitê organizador da exposição, Zhang Xiaohong.

Tommaso Battaglia, da empresa italiana de sorvetes Pregel, afirmou que essa foi a primeira vez que a companhia participa da exposição, e que levaram produtos em destaque com a esperança de explorar o mercado chinês. Konstantin Dotsenko, gerente de vendas da Bahroma, uma empresa do Cazaquistão, explicou que eles usam a técnica tradicional da produção de leite do seu país. “Antes de participarmos da exposição, estudamos o mercado em várias cidades chinesas, como Tianjin, Jinan, Hong Kong e Xangai. Planejamos promover nossa marca na região oriental da China”, explicou.


Cientistas chineses estudam estado trófico de águas continentais

outubro 16, 2018 11:00 am Published by Leave your thoughts

Um novo método de sensoriamento remoto para avaliar o estado trófico de águas continentais globais foi desenvolvido por cientistas chineses do Laboratório Principal de Ciências da Terra Digital, da Academia Chinesa de Ciências. Para realizar a pesquisa, que foi publicada no jornal Remote Sensing of Environment, foram avaliados os níveis de nutrientes de 2.058 grandes massas de água interiores distribuídas ao redor do globo usando dados de sensoriamento remoto no verão de 2012.

Enquanto realizavam o estudo, os pesquisadores analisaram a distribuição espacial e produziram um mapa do estado trófico das grandes massas d’água interiores do mundo. Nos resultados, eles mostraram que as águas interiores eutróficas (com muitos nutrientes) ficavam concentradas na África Central, leste asiático e norte e sudeste da América do Norte. As águas oliográficas (pobres em nutrientes), por sua vez, estavam concentradas nas regiões de planalto da Ásia Central e no sul da América do Sul.

As águas interiores fornecem recursos hídricos, de pesca e energia, além de desempenharem um grande papel na mudança climática do planeta, assim como na conservação de sua biodiversidade. A eutrofização das águas interiores se tornou uma questão ambiental em todo o mundo nas últimas décadas, sendo que alguns lagos excessivamente enriquecidos com minerais e nutrientes têm induzido o crescimento excessivo de plantas e algas, o que resulta na diminuição do oxigênio do corpo de água.


Professor afirma que guerra comercial prejudica ecossistema de inovação EUA-China

outubro 16, 2018 10:00 am Published by Leave your thoughts

O ecossistema de inovação EUA-China será muito prejudicado com a guerra comercial que o presidente Donald Trump iniciou entre os países, de acordo com Robert Merges, professor de direito da Universidade da Califórnia, Berkeley (UC Berkeley). A declaração foi feita em um painel de discussão de um evento realizado pela universidade que abordou as relações entre Estados Unidos e China envolvendo comércio, indústria da tecnologia e os direitos de propriedade intelectual.

Merges afirmou esperar que “as pessoas de Washington” percebam o custo da fricção comercial e que tenham uma ideia dos enormes benefícios que foram criados nesse ecossistema de inovação. Além disso, o professor fez um alerta para algumas narrativas perigosas que precisam abordadas, como a ideia “completamente errada” de que tudo o que é original é feito nos EUA, e que então eles “não precisam de mais ninguém”.

“Será que realmente queremos nos refugiar em ecossistemas de inovação insulares? Será que pensamos mesmo que estaremos melhores? […] Você acha que o rápido crescimento econômico na China não tem nada a ver com o fato de que houve esse transporte e fluxo de massa de pessoas, ideias e dinheiro?”, questionou Merges. Ele ainda disse que o governo dos EUA deve incentivar o livre fluxo de pessoas, que leva a muitas tecnologias criativas que são criadas de forma colaborativa em centenas e milhares de negócios.

O professor ainda falou sobre a proteção dos diretos de propriedade intelectual (PI) da China, ressaltando o fato de que a lei chinesa a respeito desse assunto foi reformada e é muito mais sofisticada do que era há 10 ou 15 anos e apontou que a aplicação dessa lei se aplica igualmente a estrangeiros e chineses. “Todos os dias, os litígios de PI nos tribunais chineses estão aumentando muito rapidamente. As empresas norte-americanas vencem em uma taxa mais alta do que as empresas internas chinesas. Isso é um fato”, afirmou Merges.


Fonte: Xinhua

Empresa chinesa de compartilhamento de residências recebe investimento de US$ 300 milhões

outubro 16, 2018 9:00 am Published by Leave your thoughts

A gigante companhia chinesa de compartilhamento de residências, Xiaozhu.com, anunciou que garantiu US$ 300 milhões em financiamento. Segundo um comunicado divulgado pela empresa, os recursos vieram de investidores com o fundo soberano de Cingapura GIC Private e a Yunfeng Capital, co-fundado por Jack Ma, homem mais rico da China e fundador da Alibaba.

Mais investimentos serão canalizados pela companhia para que os mecanismos de segurança na indústria de compartilhamento de residências possam ser melhorados e que os seus serviços possam ser diversificados, pelo que afirmou o CEO da empresa, Chen Chi.

A Xiaozhu já introduziu tecnologias de reconhecimento facial para fechaduras em 40 cidades em toda a China, como forma de garantir a autenticidade dos usuários. Ela ainda oferece diversos serviços de valor agregado, como manutenção da casa e fotografia de interiores de residência, para que fique mais fácil e conveniente para locatários verem as propriedades.

O objetivo da companhia é alavancar a plataforma de compartilhamento de residências para construir uma rede de coordenação expansiva, permitindo que mais pessoas se beneficiem da economia em expansão, de acordo com Chen. O mercado de compartilhamento de residências da China está aumentando graças à crescente popularidade das homestays como uma nova forma de alojamento. O volume de transações do mercado subiu 70,6% em relação ao ano anterior, chegando a 14,5 bilhões de yuans (US$ 2,1 bilhões) em 2017.

A Xiaozhu foi fundada em 2012 como uma plataforma online para os proprietários chineses gerenciarem estadas de curta duração para possíveis inquilinos. Hoje em dia a empresa tem mais de 500 mil acomodações cadastradas em mais de 650 cidades ao redor do mundo.


Xinjiang inaugura seu primeiro geoparque

outubro 15, 2018 6:10 pm Published by Leave your thoughts

O primeiro geoparque da Região Autônoma Uigur de Xinjiang foi inaugurado oficialmente em Keketuohai, na última semana. Localizado ao sul das Montanhas Altay e na nascente do rio Irtysh, o parque cobre mais de 2.300 km² e oferece vistas deslumbrantes para seus visitantes, como do Grand Canyon Irtysh, grande cratera de mina, montanhas, fósseis, rios e cachoeira.

A UNESCO anunciou em maio de 2017 oito novos geoparques, com o Keketuohai entre eles. “O geoparque deve aumentar a renda local e impulsionar o desenvolvimento sustentável da economia local por meio de sua preciosa passagem geográfica e rara mineração”, afirmou Jin Xiaochi, que é funcionário do parque.

Keketuohai já foi uma área de mineração célebre na China, sendo que de lá foram extraídos metais raros por mais de meio século. O local ganhou fama nacional, uma vez que os minerais da área contribuíram para as indústrias aeroespacial e de defesa nacional. Com a redução dos seus recursos, a indústria de mineração foi suspensa em 2002, o que fez com que Keketuohai se tornasse uma cidade fantasma, o que afetou a renda dos moradores locais.

O governo central e local investiram, nos últimos anos, mais de 2 bilhões de yuans (US$ 289 milhões) para restaurar o ambiente ecológico da área minerada, melhorar a infraestrutura do local e incentivar o seu turismo. No ano passado, a renda líquida anual média dos seus cidadãos foi de mais de 13 mil yuans, o que representa um crescimento de 1.332 yuans. A cidade recebeu quase 3 milhões de turistas chineses e estrangeiros em 2017, 50% a mais do que no ano anterior.


Fonte: Xinhua