Autor: Administrador

Tratamento de leucemia infantil tem progredido na China

outubro 23, 2018 10:00 am Published by Leave your thoughts

Crianças com leucemia brincando de médico

Na China, mais de 80% dos casos diagnosticados de leucemia infantil são tratáveis, segundo informações divulgadas pela Comissão Nacional de Saúde (CNS) em uma coletiva de imprensa, tendo havido um grande aperfeiçoamento do país no tratamento desse tipo de doença. Zheng Huyong, médico sênior do Centro Nacional de Saúde Infantil (CNSI), afirmou que cerca de 15 mil crianças são diagnosticadas com leucemia todos os anos, sendo que esse é o tipo de câncer infantil mais comum.

De acordo com um estuda da CNSI, nos últimos 10 anos, a taxa de sobrevida em cinco anos da doença foi de quase 90% na China, e a taxa de sobrevida para a leucemia promielocítica aguda ultrapassou 90%, o que mostra os grandes progressos que o país vem fazendo no tratamento oncológico infantil. Mais de 60% dos hospitais infantis e do câncer já estão capacitados para diagnosticar os diversos tipos de leucemia infantil.


Fonte: Xinhua

China inicia a construção de maior parque eólico em capacidade instalada

outubro 23, 2018 9:00 am Published by Leave your thoughts

Um projeto de energia eólica offshore foi iniciado na China e deverá ter a capacidade instalada de 400 mil kW, a maior de todo o país. Na última semana, a primeira turbina do parque eólico foi instalada nas águas da Ilha de Nanpeng da cidade de Yangjiang, província de Guandong. De acordo com a Companhia Geral de Energia Nuclear da China, responsável pelo projeto, ele deverá produzir cerca de 1,46 bilhão kWh de eletricidade, quando entrar em operação, em 2020.

Chen Yabin, que trabalha na companhia, afirmou que Guangdong, que está localizada na área costeira da China, goza de recursos eólicos abundantes: “Os parques eólicos vão desempenhar um importante papel no ajuste da estrutura industrial e energética, promovendo o desenvolvimento verde e de alta qualidade. A província planeja construir 23 parques eólicos antes de 2030, que combinados, terão capacidade instalada de 66,85 milhões kW.

Os ventos são, atualmente, o terceiro maior recurso energético da China, perdendo apenas para o carvão e a água. O Conselho Global de Energia Eólica afirmou que a China ocupa o terceiro lugar no ranking mundial em termos de capacidade instalada total de turbinas eólicas offshore, com uma parcela de 11% do total no fim de 2016, atrás da Grã-Bretanha e da Alemanha.


Fonte: Xinhua

Pequim lança programa que ajuda idosos a não cair em golpes na internet

outubro 22, 2018 6:00 pm Published by Leave your thoughts

Pequim lançou um programa educativo com o objetivo de ajudar os idosos a evitar os golpes na internet. O projeto, criado pela gigante na internet Tencent, conta com uma série de aulas online, vídeos e artigos sobre como evitar vários tipos de golpe que costumam ser dados na internet. A Suprema Procuradoria Popular, do Ministério da Segurança Pública e do gabinete da Comissão Nacional de Trabalho sobre os Idosos é responsável pela orientação do programa.

Em junho, a Tencent e o people.cn afirmaram que 37% dos idosos são potenciais vítimas de golpistas online. Os principais motivos para essa maior vulnerabilidade estariam na credulidade e na falta de conhecimento sobre a internet, de acordo com Chen Shiqu, diretor-adjunto do Ministério da Segurança Pública. A China tem feito muitos esforços para combater golpes na internet e no telefone, tendo conseguido resolver 78 mil casos só em 2017.


Aldeão chinês encontra panda gigante em estado selvagem

outubro 22, 2018 4:36 pm Published by Leave your thoughts

Um panda gigante, que vive em estado selvagem, foi visto recentemente afugentando um cavalo na Reserva Natural Nacional de Foping, Hanzhong, na província de Shaanxi. O incidente foi divulgado pela mídia local: “O cavalo estava diante de mim e eu não podia andar mais. Olhei para cima e vi um panda gigante perto de nós”, disse Qinggui, um aldeão que mora em Foping.

Ele estava transportando materiais de construção para uma estação de distribuição de energia na reserva natural. A estrada onde encontrou o panda gigante era estreita e localizada num caminho montanhoso. Qinggui relatou que ele e seu cavalo tentaram parar, mas que o animal continuou avançando em direção a eles e os perseguiu por cerca de cinco metros antes de parar.

O aldeão ainda disse que, depois disso, o panda gigante resolveu correr atrás deles uma segunda vez, quando o seu cavalo recuou e Qinggui teve que manobrar para evitar fazer contato visual com o animal. Quando o animal deixou de se sentir ameaçado, ele se sentou e ficou de guarda por mais alguns minutos, até relaxar e entrar numa floresta de bambu. Estima-se que a Reserva Natural Nacional de Foping abrigue cerca de 130 pandas gigantes, aproximadamente um a cada 4,8 km².


O meio-ambiente de pastagens mostra evolução

outubro 22, 2018 12:00 pm Published by Leave your thoughts

A China fez grandes progressos na conservação de pastagens desde 2012. No último ano, a cobertura de vegetação em suas pradarias alcançou 55,3%, um aumento de 4,3% em relação a 2011, e as áreas naturais de pastagens somaram 392,8 milhões de hectares, respondendo por 12% do total global, sendo as maiores do mundo.

Segundo Liu Jiawen, funcionário da Administração Nacional de Florestamento e Pastagens, nos últimos anos a China intensificou esforços para melhorar o uso de suas pastagens e as condições das áreas de pastoreio, e aumentou as compensações e subsídios para a conservação ecológica. Como resultado, a taxa média de sobrecarga das pastagens naturais caiu de 18,7% em 2010 para 11,3% no último ano.

Desde 2011, o investimento do orçamento central em projetos de conservação de pastagens superou 40 bilhões de yuans. Pastores em 13 províncias e regiões autônomas recebem compensações financeiras e subsídios para suspender o pasto em certas áreas e manter o tamanho de seus rebanhos dentro da capacidade de carga dos pastos locais. Essas medidas têm aumentado o incentivo para proteger o ambiente local, e aumentado os rendimentos, mesmo quando há diminuição no número de reses dos rebanhos.

 


Narrating 2.0: o boom dos portais de áudio na China

outubro 22, 2018 11:00 am Published by Leave your thoughts

A voz áspera do idoso da tribo mistura-se ao crepitar da fogueira e ao farfalhar das folhas secas no ar da noite, enquanto ele narra histórias de animais selvagens e corajosos guerreiros. Em outro lugar, ouve-se o som das páginas sendo viradas por uma mãe lendo contos de fadas, enquanto as crianças, com o rosto enfiado nas cobertas até o nariz, ouvem com atenção, enfeitiçadas e de olhos arregalados, as histórias da hora de dormir que irão embalar seu sono. Esses ou outros cenários igualmente idealizados e arcaicos vêm à mente quando falamos em contar histórias.

Mas será que em 2018, na era da onipresença das telas de todos os formatos e tamanhos de smartphone, HDTVs, jogos para PCs e consoles, filmes IMAX em 3D, óculos de realidade virtual e realidade expandida, a narração de histórias exerce ainda a mesma atração? Ou ela logo terá o mesmo destino das extintas tradições do passado, como os flip books ou folioscópios, ou os teatrinhos de marionetes?

O homem, animal narrativo

A capacidade de contar histórias, como muitos cientistas concordam, provavelmente deu à nossa espécie vantagens evolucionárias decisivas. Permitiu que nós humanos pudéssemos transmitir experiências valiosas por meio da tradição oral, de uma geração à seguinte muito antes da invenção escrita, do papel ou de outro meio para armazenar informações.

Histórias de ficção, contadas segundo padrões familiares, bem estabelecidos, permitiram que nossos ancestrais vivenciassem na imaginação confrontos físicos e emocionais, produzissem e partilhassem experiências, e aprendessem com elas sem precisar correr reais perigos.

Nesse sentido, segundo se acredita hoje, as histórias de tradição oral funcionam como uma espécie de treino virtual. Foram capazes de nos levar a outros mundos, permitiram um confronto com situações e problemas desconhecidos. Por meio delas, acompanhamos seus protagonistas lidando com suas aventuras e dificuldades e extraímos disso lições como indivíduos ou grupos.

Mesmo hoje, essas histórias certamente ainda preenchem essa função. O que mudou, sem dúvida, foram os modos e os meios de sua transmissão. Em vez de nosso cinema mental, hoje em dia a internet e ricas experiências de multimídia provocam em nós jorros de endorfina e arrepios.

Mas será que a narrativa oral, a forma mais original da narração de histórias, é nessa era digital apenas uma relíquia de evolução que irá logo desaparecer completamente de cena? Um dia, talvez – mas com certeza não ainda, e isso é visto hoje na China de maneira impressionante!

Himalaya abre caminho

Luo Zhenyu, ex-produtor de TV, ganhou popularidade por meio de um aplicativo de áudio compartilhado

“Só é possível enxergar bem com o coração. A essência é invisível aos olhos…” A suave voz masculina, acompanhada por discretos arpejos de violão, chega aos meus ouvidos e à minha consciência por meio dos fones de ouvido do meu celular.

É o aplicativo de celular desse portal chinês de compartilhamento de áudio, Ximalaya FM (Himalaya para os ocidentais) que envia essas famosas palavras do livro O Pequeno Príncipe aos meus fones de ouvido. Enquanto me sento no sofá de meu apartamento em Pequim para ouvir esse audiolivro, mais de dois milhões de pares de ouvido antes de mim já fizeram isso, como releva o mostrador digital.

Em 2014, um usuário do aplicativo gravou a tradução para o chinês do clássico de Antoine de Saint-Exupéry e colocou-o on-line em 27 episódios curtos. O fato de dois milhões de pessoas terem ouvido um audiolivro não soa para mim como o final da narrativa oral.

Os criadores por trás do primeiro serviço chinês de áudio β, o Ximalaya, lançaram a primeira versão do seu aplicativo de mesmo nome em março de 2013. Desde então, os usuários podem subir suas próprias contribuições na plataforma e compartilhá-las com os demais visitantes.

Hoje, a Ximalaya tem cerca de 40 milhões de usuários ativos por mês, seis milhões dos quais usam o serviço ativamente todos os dias. Na média, cada um deles gasta 125 minutos na plataforma. Segundo o provedor, maios ou menos 10 mil novas contribuições de áudio são “subidas” diariamente. Em mais ou menos cinco anos, o suprimento inchou para mais de 60 milhões de arquivos de áudio. Isso faz da Ximalaya a plataforma de podcast mais bem-sucedida da China, embora esteja longe de ser a única. Concorrentes como a Qingting FM (Dragonfly FM), LRTS (audiolivro para preguiçosos), Lizhi FM (Lychee FM) ou a QQ FM (que leva esse nome devido ao popular serviço de mensagens) agora também contam com milhões de usuários. Por que a China está experimentando esse revival em narração oral no século XXI?

“Especialmente para os usuários de celular, o áudio streaming é simplesmente uma fonte prática de informação e entretenimento, particularmente quando os seus olhos estão ocupados com alguma outra coisa”, explicou o cofundador da Ximalaya, Chen Xiaoyu, em 2015, no TechCrunch de Xangai, um evento do portal líder mundial de notícias on-line de mesmo nome, voltado para companhias de tecnologia e internet. O Xangai TechCrunch de 2015 concentrou-se no tópico da Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT na sigla em inglês).

Segundo Chen, o áudio streaming não é apenas uma nova opção de entretenimento para situações do dia a dia – durante a ida e volta do trabalho ou enquanto se faz a lição de casa – em que seus olhos precisam estar focados em outras coisas, mas também quando seus olhos se cansam do brilho das telas ou quando queremos nos afastar por um tempo da sobrecarga visual da vida diária para mergulhar no mundo de percepção mais manejável da palavra narrada, disse Chen.

Os fundadores da Ximalaya identificaram precocemente essa crescente necessidade dos moradores das modernas cidades e foram capazes não só de expandir continuamente a sua base de usuários graças a uma ampla gama de peças para rádio, mas também de estabelecer numerosas cooperações em áreas de entretenimento, dentro de veículos ou dentro de casa.

Hoje, a Ximalaya trabalha junto com grandes fabricantes de automóveis como a Ford, BMW e Cadillac no desenvolvimento de sistemas de entretenimento para automóveis para o mercado chinês. E há ainda acordos de cooperação com fabricantes de aparelhos domésticos inteligentes, entre eles renomadas companhias como Haier, Midea, Skyworth e Hisense.

A IoT inaugura o futuro

Especialisas preveem um futuro cor-de-rosa para a IoT em particular, do qual o mercado de áudio streaming deverá também se beneficiar consideravelmente. Um número cada vez maior de nossos dispositivos do dia a dia logo começará a ser conectado diretamente à internet.

Essas são as previsões que deixam extremamente otimistas os provedores de serviços de compartilhamento de áudio. “Temos recebido sugestões de cooperação até de fabricantes de lâmpadas e de geladeiras, que querem manter aberta a opção de integrar nosso conteúdo aos seus futuros produtos”, disse o cofundador Chen em Xangai, em 2015.

Yu Jianjun, CEO e cofundador da Ximalaya, acredita que o volume de marcado para audiolivros e aúdio streaming na China irá crescer para 300 bilhões de yuans (US$ 47,7 bilhões), como relatou a China Daily em meados de 2017. Esse empreendedor da área de tecnologia estimou que cadeias industriais inteiras, incluindo escritores, editores, locutores profissionais e desenvolvedores de aplicativos, poderão se beneficiar desse boom.

De acordo com estudos da empresa Analysys de Pequim, especializada em consultoria de internet, o mercado de audiolivro experimentou um crescimento impressionante nos últimos anos.

Em 2016, o volume de mercado do setor alcançou a expressiva cifra de 2,2 bilhões de yuans. Segundo as previsões, essa cifra irá aumentar para cerca de 4,2 bilhões de yuans ao final de 2018.

Mas não são apenas os audiolivros que propiciam serviços de compartilhamento de áudio na China com esse grande influxo de usuários. Além dos títulos nacionais e estrangeiros de audiolivros, os portais também oferecem numerosos formatos de áudio em outros estilos, incluindo uma ampla variedade de programas musicais, e novos formatos de talk shows e peças de áudio, assim como opções de podcasts para todos os gostos.

Embora os podcasts fossem de início gravados por amadores e por entusiastas de leitura nas salas de suas casas, os formatos agora se tornaram perceptivelmente mais profissionais.

Conforme a onda ganha impulso, um número cada vez maior de celebridades da indústria do entretenimento, assim como de celebridades da internet, tem também aderido a ela. Em vez de simplesmente recorrer à leitura de obras existentes, as plataformas chinesas de podcasts compartilhados oferecem hoje uma abundância de conteúdo e formatos criados especialmente, com atualizações regulares, que são enviados diretamente aos celulares da comunidade de fãs por meio de canais de programas de assinatura.

Modelo bem-sucedido

O produtor musical Gao Xiaosong lançou seu próprio talk show na Qingting FM

Além dos audiolivros, as seções mais populares dão informações de negócios, comédia e entretenimento, conteúdos de amor e autoajuda, programas sobre história e cultura, além de formatos para crianças.

Entre as séries de podcasts atualmente mais ouvidas no Ximalaya estão alguns programas de sucesso com conteúdo de música e talk shows, produzidos pelo próprio serviço de streaming, como Good Voice (Boa Voz) e Good Night City (Boa Noite Cidade), mas acima de tudo os canais de celebridades. Um desses formatos mais populares é o Logic Show, do especialista chinês de mídia e empreendedor de TI Luo Zhenyu, no qual ele fala sobre negócios, sociedade e história.

O talk show humorístico Guo Degang’s Xiangsheng, no qual o famoso artista performático Guo Degang apresenta o tradicional bate-papo chinês (o chamado Xiangsheng) com convidados variados, é também muito popular.

O conhecido músico, produtor musical e diretor chinês Gao Xiaosong oferece à sua audiência episódios históricos, culturais e sociais do mundo todo em seu talk show Morning Call.

Em poucos anos, a Ximalaya passou de plataforma geral de entusiastas em podcast, na qual de início a maioria era de participantes amadores que subiam conteúdo, a uma das companhias chinesas de internet de maior sucesso, que desde então atraiu investimentos de milhões de yuans.

Estratégia de direitos autorais

A Ximalaya é também hoje a número um indiscutível do setor em termos de copyright. Em julho de 2017, a companhia declarou que era proprietária de cerca de 70% dos direitos de áudio dos títulos mais populares das livrarias chinesas. O portal também assinou acordos estratégicos de cooperação com grandes casas editoras, como a CITIC Press e a China South Publishing & Media Group, para publicar versões de áudio de seus best-sellers.

Além disso, a Ximalaya também coopera com a China Reading, a maior plataforma chinesa de literatura online. Assim a companhia assentou as bases legais para o sucesso futuro no negócio.

Em vista do rápido crescimento dos provedores de podcasts, a época em que jovens companhias de TI como a Ximalaya disputavam patrocinadores e parceiros de cooperação já é coisa do passado. Os anunciantes há tempos vêm reconhecendo o potencial dos serviços de áudio streaming da China e tomam a iniciativa de procurar os provedores.

Mais de 10 mil marcas estão hoje cooperando com a Ximalaya. Além da propaganda tradicional muitas companhias hoje entram em cooperação direta com os apresentadores de canais de sucesso, ou então abrem os próprios canais para apresentar habilidosamente seus produtos.

Quando interrompo minha sessão do Pequeno Príncipe, vejo saltar na tela do meu celular um anúncio da Volkswagen. Alguns anunciantes chegam ao extremo de deixar que aqueles que hospedam áudio usem conteúdo genuíno para promover seus produtos.

Por exemplo, a fabricante chinesa de guarda-chuvas Jiaoxia tinha um episódio sobre a proteção contra o sol criado pelo bem-sucedido blogger de áudio Caicai e distribuído pelo próprio canal da empresa na Ximalaya, com grande sucesso: graças a essa promoção de áudio muito bem produzida, foram vendidos 20 mil guarda-chuvas em apenas 24 horas.

Conhecimento à venda

Outra direção de desenvolvimento estratégico na qual os criadores da Ximalaya estão apostando para o futuro é o conteúdo pago. Hoje, alguns canais e programas já são acessados por meio de uma assinatura, com pagamento de uma pequena taxa. Nos últimos dois anos, o portal comprovou que isso pode dar certo em seu 123 Knowledge Day (Dia do Conhecimento 123).

Inspirados em eventos de vendas similares, como a popular Black Friday nos Estados Unidos ou a promoção anual da Alibaba Shopping Carnival (Carnaval de Compras), realizada em 11 de novembro, a Ximalaya promoveu seu 123 Knowledge Day pela primeira vez em 3 de dezembro de 2016.

O evento de conteúdo de áudio pago trouxe à Ximalaya um aumento de vendas de 50 milhões de yuans (6,4 milhões de euros) na estreia, em apenas 24 horas. Desse modo, a Ximalaya igualou a renda da Alibaba em seu primeiro Shopping Carnival de 2009.

Em 2017, o 123 Knowledge Day alcançou uma cifra de 196 milhões de yuans, quatro vezes a do ano anterior. Metade da renda foi para a Ximalaya, e a outra metade foi distribuída entre os criadores dos podcasts.

Todas essas cifras destacam o grande potencial econômico do setor. E o cofundador da Ximalaya, Yu Jianjun, tem grandes ambições para o futuro:

“Nossa meta é construir uma plataforma no modelo do Tmall da Alibaba, onde os provedores criam conteúdo de alta qualidade para os nossos usuários”, afirmou Yu em 2017. Yu, ao que parece, objetiva tornar-se um Taobao do mundo da mídia.

E o público chinês parece estar prontamente disponível a pôr a mão no bolso para comprar conhecimento. Acima de tudo, programas de áudio sobre tópicos como carreira e empregos, finanças e coaching pessoal têm vários milhões de seguidores. Entre os termos de busca de podcasts mais populares em 2017 estavam “vida melhor”, “prosperidade” e “sucesso pessoal”.

Examinando mais de perto, a jornada das origens evolucionárias da narração de histórias fecha agora o círculo, já que mesmo no século XXI nós aparentemente temos a necessidade de aprender por meio da palavra falada e da experiência virtual de outras pessoas, a fim de nos prepararmos para futuras dificuldades e potenciais riscos, ganhando assim uma vantagem evolucionária.

Só que hoje não são mais os animais selvagens e os predadores que estão à espreita como perigos reais entre os arbustos da selva, já que foram suplantados pelo medo de ficar para trás em termos financeiros e de perspectivas de crescimento na carreira, dentro de nossas selvas de concreto.

Na era do infotainment, isto é, do entretenimento digital, os heróis dos tempos modernos são aqueles que obtiveram experiências úteis e sucesso em seus domínios e que compartilham a sabedoria obtida nessas experiências com as demais pessoas. Eles inspiram a imaginação da audiência em sua busca de um autoaprimoramento e de uma vida mais feliz e, ao mesmo tempo, ajudam a alimentar o crescimento da economia on-line e off-line.

Tudo isso assegura que a palavra falada irá continuar muito viva na China e em toda parte em 2018, e que, em vez de perder força, irá florescer ainda mais na era da informação digital.


China investiu 4,25 trilhões de yuans em educação em 2017

outubro 22, 2018 10:14 am Published by Leave your thoughts

No ano de 2017, a China investiu um total de 4,25 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 614 bilhões) no setor de educação. Com esse valor, o país registra um crescimento de 9,45% em relação a 2016, de acordo com um anúncio publicado em conjunto pelo Ministério da Educação, Ministério das Finanças e pelo Departamento Nacional de Estatísticas.

Desse investimento, mais de 3,42 trilhões de yuans foram de despesa fiscal, uma alta de 8,95% em comparação com o ano anterior, tendo ocupado 4,14% do PIB da China. Esse foi o sexto ano consecutivo em que esta cota ultrapassa os 4% do PIB, segundo o anúncio. Além disso, a despesa educacional representou 14,71% do valor total da despesa pública de 2017, sendo, no total, de 20,33 trilhões de yuans.


“Capital da porcelana” da China recebe feira internacional de cerâmica

outubro 19, 2018 6:18 pm Published by Leave your thoughts

A Feira Internacional de Cerâmica de Jingdezhen da China de 2018 já está acontecendo na cidade de Jingdezhen, conhecida como “capital da porcelana”, e irá até o dia 22 de outubro. A edição desse ano da feira, que é considerada uma importante plataforma para apresentar a melhor porcelana do mundo, atraiu cerca de 500 empresas de diferentes países e regiões, incluindo a Grã-Bretanha, a Rússia e a Alemanha.

Ao todo, foram montados 1.900 estandes padrões, onde as marcas internacionais de porcelana, porcelana doméstica e produção de cerâmica expõem seus produtos. Além disso, o evento conta com uma série de seminários, fóruns e eventos comerciais para promover a cooperação e intercâmbio entre artesãos e comerciantes. A feira é patrocinada pelo Ministério do Comércio, Conselho da China para a Promoção do Comércio Internacional, Conselho Nacional da Indústria Leve da China e pelo Governo Provincial de Jiangxi.

Com 1.700 anos de história em fabricação de cerâmica, Jingdezhen tem mais de 30 mil pessoas trabalhando nesse setor. A porcelana fabricada no local é elogiada por ser “branca como jade, fina como papel, com o som de um sino e brilhante como um espelho”.


Um quarto da população de Pequim é de idosos

outubro 19, 2018 6:00 pm Published by Leave your thoughts

Até o final de 2017, um quarto dos residentes de Pequim tinham 60 anos ou mais, de acordo com o livro branco publicado nessa semana pelo departamento de cidadãos idosos da capital chinesa. De 2012 a 2017, o número de idosos da cidade foi de 2,63 milhões para 3,33 milhões, o que representa 24,5% da população registrada.

Em média, Pequim tem um aumento diário de 500 moradores com mais de 60 anos, e de 120 com mais de 80 anos. Estima-se que o número de residentes da cidade com mais de 60 anos deve superar 3,8 milhões até 2020. O livro branco ainda mostra que os idosos de Pequim tendem a viver mais, sendo que em 2012 os cidadãos com mais de 80 anos eram 3,3% da população, e em 2017 o número saltou para 4,1%, indo de 544 para 833.

Em toda a China a população está envelhecendo rapidamente, sendo que no fim de 2017, os cidadãos com 60 anos ou mais somavam 241 milhões, 17,3% do total. Acredita-se que esse número chegará a 487 milhões em 2050, o que corresponderá a um terço do total da população, segundo o Departamento da Comissão Nacional de Trabalho sobre Envelhecimento.


China é o país que mais recebe investimento estrangeiro direto no primeiro semestre

outubro 19, 2018 5:45 pm Published by Leave your thoughts

Durante o primeiro semestre de 2018 a China foi o maior destino de investimento estrangeiro direto (IED), tendo atraído US$ 70 bilhões, segundo o monitor de tendências de investimento, divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O aumento do país asiático foi de 6% em relação ao ano anterior, e os segundo e terceiro colocados foram o Reino Unido (US$ 66 bilhões) e os EUA (US$ 46 bilhões).

O IED global caiu 41% nesse período de janeiro a junho, tendo disso de aproximadamente US$ 470 bilhões, em comparação com os US$ 794 bilhões do mesmo período de 2017. A principal razão para isso foi relacionada às grandes compensações pelas matrizes dos Estados Unidos de lucros estrangeiros acumulados pelas filiais no exterior depois de reformas de impostos.

James Zhen, diretor da Divisão de Investimento e Empresa da UNCTAD, afirmou durante uma coletiva de imprensa em Genebra que o panorama do IED global permanece pessimista, o que é um pouco diferente do que eles haviam previsto. Entretanto, Zhen notou que “os fluxos de investimento na China continuam aumentando apesar da tensão comercial e custo de produção crescentes”.


Fonte: Xinhua