Autor: Administrador

Canadense transforma lixo oceânico em fonte de renda para aldeãos chineses

outubro 25, 2018 7:30 pm Published by Leave your thoughts

Os aldeãos da Ilha do Oeste, em Sanya, província de Hainan, com cerca de 4 mil habitantes, estão usando lixo oceânico para ganhar um dinheiro extra com a ajuda do canadense Craig Anderson, que se mudou para o local em fevereiro desse ano. No início, os moradores quando viam-no andando na praia e pegando coisas como madeira flutuante, garrafas, vidros quebrados e pedaços de ferro, acharam que ele era limpador, mas depois de uns meses, eles descobriram que na verdade ele é um designer que faz arte com materiais reciclados.

Já faz 25 anos que Anderson vive na Ásia e, por amar o mergulho, ele entende que o mundo embaixo d’água é muito mais frágil que o da superfície.: “Qualquer pequena mudança no ambiente pode afetar muito o ambiente subaquático. Eu amo o oceano e quero protege-lo”. Por essa razão, ele tem em sua oficina estandes de celular feitos de madeira flutuante, cortinas feitas de rede de pesca, chinelos feitos de pneu antigo e pinturas feitas com sucata metálica e tijolos quebrados.

Sanya proibiu a pesca inshore para proteger o meio ambiente e como parte dos esforços para ajudar os pescadores na Ilha do Oeste, o governo local convidou Anderson para treinar residentes para fazer arte de materiais reciclados e vendê-los como suvenires aos turistas. O primeiro produto no qual eles trabalharam foi um chapéu feito com folhas de coco, fazendo uso das árvores de coco da ilha e combinando o design de chapéu local popular. “É material sustentável”, disse Anderson, “nós apenas usamos dois ramos de árvores grandes e uma de pequenos, por isso a árvore pode se regenerar e crescer”.

Zhou Guanggu, aluna de Anderson, disse que chega a fazer de sete a oito chapéus por dia: “Eu vendi 38 chapéus que fiz em meu tempo vago e fiz mais de 700 yuans (cerca de US$ 100) ”, dizendo ainda que também inscreveu seu sobrinho para as aulas. A primeira classe de Anderson teve cerca de 30 aldeãos: “A classe ficou maior e maior ao longo do tempo. Eles estavam muito entusiasmados”. Com o apoio do governo local, Anderson também está instalando um centro de reciclagem para lidar com problemas de gestão de lixo na ilha e motivar os moradores locais para mudar seus hábitos de despejo de resíduos.

Os moradores locais podem levar material reciclado para o centro para receber créditos que podem ser trocados por presentes no futuro. Aqueles que participaram de estudos de reuso de materiais também recebem créditos. “Com o tempo, nós podemos atingir mais pessoas e grupos, e progredir mais”, disse Anderson. “Uma vez que nós oficialmente tenhamos o centro de reciclagem aberto, eles entenderão que aqui é um lugar que eles podem fazer do lixo uma coisa boa.”


Fonte: Xinhua

Fóssil de âmbar indica existência de floresta tropical no Tibete há 40 milhões de anos

outubro 25, 2018 6:40 pm Published by Leave your thoughts

Um fóssil de âmbar, que foi descoberto na Região Autônoma do Tibete, indica que há mais de 40 milhões de anos o território teve uma floresta tropical. A informação vem de uma pesquisa realizada em conjunto por cientistas chineses, britânicos e indianos e que foi publicada recentemente no boletim Paleoworld.

Segundo Wang Bo, um dos pesquisadores do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, o fóssil de âmbar foi descoberto na bacia de Lunpola, no Tibete, e é derivado de árvores dipterocarpáceas, que atualmente são encontradas apenas em florestas tropicais asiáticas. A partir dessa informação, os cientistas chegaram à conclusão de que o ecossistema e a geografia do Tibete eram bastante diferentes há 40 milhões de anos.

Usando uma pesquisa anterior e estudos de biostratigrafia como base, esses pesquisadores criaram a tese de que uma floresta tropical ou subtropical, com altitude menos que 1.300 m, existiu no centro do Tibete. Após uma elevação no Planalto Qinghai-Tibete ter ocorrido cerca de 25 milhões de anos atrás, plantas como pinheiro e cipreste, que podem se adaptar à seca e ao frio começaram a ganhar espaço na região, modificando a vegetação do local.


China avança em seu desenvolvimento agrícola

outubro 25, 2018 6:10 pm Published by Leave your thoughts

A China está transformando seu setor agrícola tradicional, usando a ciência e tecnologia para promover a revitalização e a modernização rurais. O presidente da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (ACCA), Tang Huajun, afirmou que o país teve um progresso notável foi feito em inovação, desempenhando um importante papel na garantia da segurança alimentar nacional e no aumento da renda dos agricultores.

Os custos de produção, no entanto, permanecem altos ao mesmo tempo em que o preço dos produtos atinge seu “teto”, o que resulta numa diminuição dos lucros. Segundo Tang, a China também está enfrentando desafios como recursos limitados e poluição ambiental, e falta da competitividade. “A inovação científica e tecnológica é urgentemente necessária para facilitar a reforma estrutural no lado da oferta, promover o desenvolvimento amigável com o ambiente e apoiar a implementação da revitalização rural”, disse.

A academia estabeleceu um plano quinquenal para o desenvolvimento de tecnologias chave em áreas como variedades de cultivos de alta qualidade, máquinas automatizadas, processamento de produtos agrícolas, manufatura alimentar moderna, eficiência hídrica, controle da poluição, reciclagem de resíduos agrícolas, e restauração e proteção ecológicas.

Segundo um relatório feito pela ACCA, o progresso científico e tecnológico contribuiu com 57,5% do crescimento agrícola da China em 2017, em comparação com os 53,5% em 2012. Nesse período, os pesquisadores chineses fizeram diversos avanços na área, incluindo cultivo e promoção de espécies de arroz de alto rendimento e novas espécies de algodão geneticamente modificados que resistem a insetos, assim como o desenvolvimento bem-sucedido de vacinas altamente eficientes para o mortal vírus da gripe aviária H7N9, afirma o relatório.

Com disponibilidade decrescente da terra agrícola, água doce e outros recursos, a ciência e tecnologia está desempenhando um maior papel na elevação da safra de grãos. A produção de grãos da China manteve-se estável em mais de 600 milhões de toneladas a cada ano nos últimos cinco anos. A ampla aplicação de biotecnologia, tecnologia da informação, tecnologia dos materiais e recursos e tecnologias ambientais também impulsionou a pesquisa em áreas como procriação de animais e plantas, controle de pestes, processamento, armazenamento e transporte, e qualidade e segurança dos produtos agrícolas, indicou Tang.

Os cientistas chineses descobriram excelentes recursos e genes de germoplasma, tendo, basicamente completado o mapeamento e sequenciamento genéticos de arroz, trigo, milho, algodão, soja, tomate, pepino, repolho e outros cultivos. Com a ajuda de tecnologia de edição de genoma, a eficiência de procriação animal melhorou muito, sendo que cientistas chineses também realizaram sequenciamento de genomas de porco, gado, ovelha, frango, pato e ganso. Tang ainda disse que o cultivo de algodão geneticamente modificado na China foi expandido para mais de 30 milhões de hectares.

A tecnologia agrícola da China também está beneficiando todo o mundo: suas vacinas de gripe aviária estão disponíveis na Ásia e África e mais de 70 espécies de arroz híbrido chineses foram fornecidos para países como Indonésia, Paquistão, Índia e Filipinas. A China demonstrou o cultivo de 68 variedades de arroz de rendimento super alto em 18 países asiáticos e africanos, abrangendo uma área total de 1,8 milhão de hectares, com um aumento de safra média de cerca de 20%. O país também estabeleceu uma estação experimental no Quirguistão para promover as variedades e tecnologias de algodão de alta qualidade na Ásia Central.


Fonte: Xinhua

Pesquisadores chineses pedem melhora na proteção dos leopardos-das-neves

outubro 25, 2018 5:38 pm Published by Leave your thoughts

Pesquisadores de 19 organizações chinesas pediram mais esforços para promover a proteção dos leopardos-das-neves e seus habitats. Eles fizeram o pedido durante um evento para o lançamento de um informe sobre o estado de estudo e conservação dos leopardos-das-neves na China, que aconteceu na última terça-feira (23 de outubro – Dia Internacional dos Leopardos-das-Neves) em Pequim.

O informe foi feito por uma aliança composta pelas principais agências de conservação da natureza, instituições de pesquisa e universidades. Para escrevê-lo, foram usadas como base 57 referências em chinês e em inglês sobre os leopardos-das-neves no país entre 1980 e 2018.

De acordo com o documento, a zona em que o estudo foi realizado tem, atualmente, apenas 1,7% do habitat desse animal na China, o que está longe da meta de 20%, mas está próxima ao nível mundial médio de 2%. A parte sul do planalto Qinghai-Tibete e a parte ocidental das montanhas Tianshan, no noroeste da China são as principais áreas que ainda não foram estudadas.

A deficiência na proteção por parte das autoridades locais, a mudança climática e a escassez de apoio comunitário são as principais ameaças que os leopardos-das-neves enfrentam. Além disso, a caça ilegal, a fragmentação do habitat e as atividades humanas também afetam a população da espécie, segundo o informe. O documento sugeriu um estudo da população do animal em toda a China e um plano de administração do habitat da espécie para os próximos cinco anos.

O informe ainda pediu mais esforços do governo para fortalecer a vigilância de áreas de proteção e para elevar a consciência pública sobre o animal. O biólogo da Universidade de Pequim Lyu Zhi indicou que o relatório é resultado do compartilhamento e da cooperação entre várias agências e que isso deve ser estimulado.


Pequim muda sistema de alerta de poluição do ar

outubro 24, 2018 4:00 pm Published by Leave your thoughts

O departamento do ambiente de Pequim propôs a eliminação do alerta azul, o mais baixo para a concentração de smog (poluição do ar) e amenizou as condições necessárias para emitir o alerta laranja, uma vez que a cidade está ultimamente com o ar mais limpo. Atualmente, o sistema de poluição do ar, que foi publicado em 2016, tem quatro cores de níveis de alerta, sendo o vermelho o mais alto de poluição, indo para o laranja, o amarelo e o azul, que é o mais fraco.

Os códigos amarelo, laranja e vermelho desencadearão uma série de respostas obrigatórias de emergência, incluindo a suspensão de obras, restrição de veículos altamente poluidores ou a suspensão de produção nas indústrias com poluição. O alerta azul indica que o Índice da Qualidade do Ar (IQA) de PM 2,5 está previsto para atingir entre 200 e 300 no dia, mas, com a mudança do plano, ele será substituído por uma advertência de saúde. O alerta laranja era emitido quando o IQA excedia 200 por três dias consecutivos, e deveria, em um desses dias superar 300, mas agora esse último requisito não é mais necessário.

O novo plano ainda exige que os reguladores façam planos mais diferenciados para as diversas indústrias, de forma que evite que exista um único padrão na redução de produção das indústrias mais poluidoras. A densidade média de PM 2,5 em Pequim durante os primeiros sete meses de 2018 foi de 55 µg/m³, uma queda de 14,1% em relação ao mesmo período em 2017.


Fonte: Xinhua

Hong Kong e China continental trabalham em telescópio espacial que buscará matéria escura

outubro 24, 2018 2:50 pm Published by Leave your thoughts

Os cientistas e engenheiros espaciais da parte continental da China e de Hong Kong estão trabalhando juntos em um telescópio espacial para procurar a misteriosa matéria escura em aglomerados de galáxias a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância que deverá ser enviado ao espaço em 2019. O telescópio espacial HKU Nº1 é um projeto conjunto da Universidade de Hong Kong, Universidade de Nanjing, Instituto de Mecânica e Eletricidade Espaciais de Pequim, subordinada à Academia de Tecnologia Espacial da China e mais duas empresas comerciais da capital chinesa.

Com inspiração no olho da lagosta, cientistas estadunidenses inventaram a tecnologia de focagem no final dos anos 70, que tem como maior vantagem a visão de grande ângulo. Essa sonda já foi usada por laboratórios de todo o mundo para detectar raios X no espaço, mas sem nunca ter sido enviado para orbitar no espaço. .

Su Yun, diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento do Instituto de Mecânica e Eletricidade Espaciais de Pequim, revelou que o instituto começou a desenvolver um detector de focagem de raios X em 2013 e fez avanços na tecnologia central no final de 2015. Em 2016, a HKU e outras organizações apoiaram a aplicação dessa tecnologia na astronomia espacial.

Observações astronômicas mostram que todas as matérias conhecidas representam apenas cerca de 5% do universo, enquanto 95% é composto de matéria escura e energia escura. Consideradas as duas “nuvens negras” sobre a área física do século XXI, a matéria escura e a energia escura estão na fronteira da física básica e da cosmologia.


Cidade chinesa lança programa que une jovens e idosos

outubro 24, 2018 9:00 am Published by Leave your thoughts

A cidade de Hangzhou, no leste da China, lançou um programa que aproxima gerações ao permitir que jovens morem na metrópole por um baixo custo enquanto realizam trabalhos voluntários com idosos. Criado por um centro de atendimento para idosos, o programa permite que jovens com trabalhos estáveis aluguem um quarto no centro da cidade pagando apenas 300 yuans (US$ 43), desde que cumpram 20 horas mensais de serviços voluntários no centro.

As princiopais atividades no  trabalho voluntário consistem em conversar com os idosos, acompanha-los quando estão lendo ou escrevendo e ensiná-los a usar smartphones. Com mais de 600 idosos, o centro tem atualmente 11 voluntários. Yang Yunhai pensa que o projeto é significativo: “Cada semana venho dar aula de pintura”. O jovem disse que enquanto eles puderem animar os idosos, também poderão aproveitar e aprender com a sabedoria de vida deles.

“Hoje em dia, muitos jovens perderam a conexão com as pessoas da terceira idade, mas o programa vai ajudar a criar uma relação harmoniosa aqui”, afirmou Wang Kai, diretor do programa. A população idosa está envelhecendo rápido no país, sendo que no fim de 2017, o número de pessoas com 60 anos ou mas atingiu 241 milhões, o que corresponde a 17,3% da população da China. O Gabinete da Comissão Nacional de Trabalho sobre Idosos estima que em 2050, um terço da população chinesa será de idosos.


Cooperativa de café de MG busca entrar no mercado chinês em exposição de importação

outubro 23, 2018 6:30 pm Published by Leave your thoughts

A Minasul, segunda maior cooperativa de café do Brasil, que tem mais de 7 mil produtores associados no estado de Minas Gerais, chegará à China pela primeira vez para a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês), que acontecerá em Xangai de 5 a 10 de novembro. Mesmo estreante no mercado chinês, seus planos iniciais são robustos e preveem inclusive a abertura de um escritório local, de acordo com o diretor de novos negócios da empresa, Luis Henrique Albinati: “Queremos estabelecer um escritório na China, que serviria também como hub para outros países da região, como já temos na Europa”.

No entanto, o objetivo no momento é conhecer o país e as oportunidades e canais para realizar negócios com a China. O diretor, ao lado da responsável pelas relações internacionais da Minasul, Maria Claudia Lucinda Porto, irá participar de um curso de três dias no gigante de comércio eletrônico chinês, Alibaba, em Hangzhou. O convite foi feito por intermédio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, entidade que também convidou as empresas brasileiras à CIIE.

Albinati diz que, além de conhecer parceiros e estabelecer negócios com compradores e distribuidores chineses, a Minasul busca trazer parceiros chineses para fomentar tecnologias para a produção de café no Brasil, a partir de ferramentas que poderiam ser desenvolvidas em conjunto. “Há soluções que ainda precisam de desenvolvimento, e acreditamos que os chineses possam ser nossos parceiros neste processo, que não beneficiaria apenas os associados da Minasul, mas cafeicultores em todo o Brasil”, afirma.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, e Minas Gerais responde por 50% da produção brasileira. O país também é responsável por um terço da produção mundial de cafés especiais. Em 2018, a estimativa é que o país colha quase 60 milhões de sacas de 60kg, uma safra recorde.


Fonte: Xinhua

Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau será inaugurada nesta quarta-feira

outubro 23, 2018 4:56 pm Published by Leave your thoughts

A ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau será oficialmente inaugurada na manhã desta quarta-feira, (24 de outubro), de acordo com as autoridades responsáveis pela obra. Com um total de 55 km de extensão e situada nas águas do Lingdingtyang, canal médio do estuário do Rio das Pérolas, ela passará a ser a ponte mais longa do mundo.

A construção da ponte teve início em dezembro de 2009, e ela deverá facilitar muito o transporte entre as cidades do delta do Rio das Pérolas. O tempo de viagem entre Hong Kong e Zhuhai, por exemplo, será reduzido de 3 horas para apenas 30 minutos com a nova infraestrutura.

A cerimônia de inauguração aconteceu na terça-feira (23) na cidade de Zhuhai e foi realizada por Xi Jinping, presidente do país e secretário geral do Partido Comunista da China (PCCh).


Conferência internacional de café será realizada na China

outubro 23, 2018 11:00 am Published by Leave your thoughts

A China realizará nos dias 11 e 12 de novembro uma conferência internacional de café, na Cidade de Mangshi, na província de Yunnan. A Conferência Anual Asiática do Café de 2018 irá trazer aproximadamente 500 especialistas de mais de 40 países e regiões para debater os problemas e o futuro da indústria do café na Ásia.

O encarregado da conferência, Gao Hongming, afirmou que especialistas do Vietnã, Índia, Tailândia e Sri Lanka irão trocar suas experiências sobre a produção de café durante o evento. A Cidade de Mangshi também sediará fóruns sobre o desenvolvimento moderno do café, sobre a relação do café com a saúde e sobre o desenvolvimento da indústria cafeeira na Ásia.