A Iniciativa Cinturão e Rota aproxima pessoas e corações

Mais do que estabelecer simples relações econômicas, a iniciativa consolida relações pessoais e de amizade

Palco da Sessão Temática sobre Conectividade Pessoa-Pessoa do Fórum Cinturão e Rota para Cooperação Internacional, realizado em maio de 2017.

“Desde a infância, minha cidade natal sofria cortes no fornecimento de energia. Mais tarde, fui para a China estudar energia hidrelétrica. Depois de formado, fui trabalhar na Estação Hidrelétrica Nam Phay construída pela China North Industries Corporation (NORINCO), e testemunhei mudanças na minha cidade natal”, declarou Xaysee, um jovem do Laos. Este é um exemplo da mudança promovida pela Iniciativa Cinturão e Rota em países parceiros, e muito representativo do fortalecimento dos laços pessoa-pessoa.

O presidente chinês Xi Jinping destacou que os laços próximos pessoa-pessoa são um alicerce fundamental para a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI). Construir conjuntamente a iniciativa não é algo que se restrinja à cooperação econômica, mas representa também uma importante maneira de melhorar o modelo de desenvolvimento e de governança global, e de promover o desenvolvimento saudável da globalização econômica. A realização dessas metas é inseparável de um sólido apoio social alcançado por meio da melhoria do nível da vida das pessoas.

A BRI vem progredindo há quase seis anos. Ao longo deste período, a China e os países parceiros têm testemunhado um crescente intercâmbio pessoa-pessoa e alcançado resultados proveitosos. Isto tem fortalecido os laços entre as pessoas, injetando vitalidade no desenvolvimento e tornando realidade os sonhos das pessoas comuns.

Empoderar as pessoas

Conhecido como a bateria recarregável da península Indochinesa, o Laos é muito rico em recursos hídricos. No entanto, em algumas áreas montanhosas remotas, a falta de suprimento de eletricidade tem afetado gravemente a produção e a vida das pessoas.

“Na minha infância, eu vivia numa área montanhosa empobrecida, sem eletricidade, e a vila toda ficava às escuras à noite. Nessas horas, eu tinha o sonho de ajudar minha cidade natal a conseguir eletricidade no futuro”, lembra Xaysee.

Ao ler um livro de geografia no colegial Xaysee soube que a China tinha a maior estação hidrelétrica do mundo, a Hidrelétrica de Três Gargantas. “Meu país também é rico em recursos hídricos. Eu muitas vezes pensava que, se tivesse a oportunidade, iria para a China estudar tecnologia hidrelétrica”.

Da infância até a juventude, Xaysee nunca deixou de perseguir a luz. Ao concluir o colegial, foi enviado ao Instituto Técnico de Preservação do Rio Amarelo na China, com excelente desempenho escolar, sendo um dos três alunos da província de Xaisomboun do Laos enviado para estudar gratuitamente na China.

Ao se formar, Xaysee voltou para o Laos e foi designado para trabalhar na Estação Hidrelétrica de Nam Phay, para garantir a operação normal do equipamento. A NORINCO também ofereceu um emprego à sua esposa na cantina da estação, de modo que não tivessem que viver separados.

Estação Hidrelética de Nam Phay

“Agora, não só a nossa vila, mas toda a província tem suprimento de eletricidade suficiente”, diz ele, acrescentando que as companhias chinesas também construíram uma nova vila de migrantes para os pobres e instalações públicas, como estradas, mercados, estações, hospitais e escolas.

“As companhias chinesas nos ajudam a treinar pessoas em várias ocupações, como no setor têxtil e na criação de animais, a fim de aumentar nossa renda”, acrescentou, afirmando que agora a vida de todos melhorou em um grau que eles sequer podiam imaginar antes.

Com a ajuda de companhias chinesas, a construção de instalações de energia no Laos teve rápido desenvolvimento, mas ainda há algumas áreas montanhosas remotas sem acesso ao suprimento de eletricidade. Xaysee espera poder continuar trabalhando na estação hidrelétrica para mudar essa situação.

A Hidrelétrica de Nam Phay é um projeto de referência para a NORINCO em termos de atuação ativa na BRI e de cooperação econômica entre China e Laos. É um grande feito para os dois países, e aprofundou os laços mútuos de confiança, assistência e benefícios.

O projeto passou a operar oficialmente em novembro de 2017. Com um investimento total de US$ 218 milhões, a estação de energia tem capacidade instalada de 86 MW, e gera 419 milhões de kW/h de eletricidade por ano. No momento, toda a eletricidade gerada na estação hidrelétrica é integrada à grade nacional de energia do Laos, oferecendo suprimento estável às regiões centrais.

Para resultados ganha-ganha, a NORINCO criou uma joint-venture com parceiros locais e compartilhou e transferiu suas tecnologias, padrões e expertise em gestão na construção de estações hidrelétricas. Khammany Inthirat, ministro da Energia e Minas do Laos, saudou a estação hidrelétrica como um grande projeto de qualidade de vida no país.

O sonho de ficar rico

Na construção da Cinturão e Rota, as empresas chinesas seguem o princípio de alcançar crescimento compartilhado por meio de discussão e colaboração, cumprindo ativamente suas responsabilidades sociais, e trabalhando pata a prosperidade da população local.

Tun Tun, 37 anos, vem de Letpadaung, no noroeste de Myanmar. Segundo ele, desde a construção da Mina de Cobre de Letpadaung, a vida das pessoas que residem perto dela está ficando cada vez melhor.

O projeto de Letpadaung é um projeto em larga escala, com investimento e desenvolvimento a cargo da Wanbao Mining, subsidiária da NORINCO, com investimento total de mais de US$ 1 bilhão e um ciclo de produção de 30 anos. O projeto constitui um marco dentro da Cinturão e Rota.

“A vila e as habitações foram construídas pela Wanbao. As pessoas estão usando eletricidade e água de torneira pela primeira vez, e nossos empregos são também providos pela Wanbao”, declarou Tun Tun. No passado, os fazendeiros locais dependiam da natureza para obter comida, e não conseguiam ganhar muito dinheiro durante o ano.

 

A Wanbao dedicou grande esforço a melhorar a vida dos habitantes. Bancou a construção de novas vilas e de instalações de eletricidade e água para a relocação da população. Para resolver problemas de emprego, a companhia apoiou uma série de projetos de negócios de médio porte em transportes, construção e fabricação de tubos de cimento, e criação de animais.

Mina de cobre de Letpadaung

No momento, novas vilas e cidades em volta do projeto da mina de cobre estão ganhando forma. Graças a indústrias de apoio e ao modelo econômico sustentável, trazido pelo projeto da mina, as pessoas do local estão saindo da pobreza e algumas até enriquecendo.

A fim de permitir que as pessoas das vilas ganhem mais aptidões, a Wanbao montou uma série de cursos técnicos de treinamento, como os de condução de veículos e criação de animais, e comprou pequenos equipamentos, como prensas de óleo. Com know-how e equipamento, as pessoas do local são capazes de iniciar seu próprio negócio.

“Nossa vida melhora a cada dia”, afirma Tun Tun. Em 2017, ele registrou uma companhia de transporte de cargas e serviços de engenharia. “Agora tenho dois caminhões, dois carregadores e um veículo fora de estrada”. Para ele, parece um sonho ter ganhado tudo o que tem agora.

 

A fim de ajudar as pessoas a se livrarem da pobreza, a Wanbao criou vários projetos – fábricas de tijolos, instalações para purificação de água, fábricas de postes de telégrafo, granjas e estufas de hortifrútis. Com a implementação desses projetos, as pessoas pobres do local serão capazes de viver uma vida próspera e ter sua renda multiplicada.

Mudar para uma casa nova, arrumar um novo emprego e viver uma vida mais feliz são sonhos de muitas pessoas pobres. Na Cinturão e Rota, trabalhadores chineses estão ajudando populações locais a se livrarem da pobreza e alimentarem os sonhos de todas as pessoas comuns.

Aproximando distâncias

Sob a Iniciativa Cinturão e Rota, a distância entre a China e o mundo ficou menor. Além da cooperação econômica com os países parceiros, os intercâmbios educacionais e culturais também estão se tornando cada vez mais ativos.

Em junho de 2012, a China Foundation for Peace and Development (CFDP) soube de uma escola dilapidada no distrito de Chanthabouly, em Vietiane, no Laos. Imediatamente, providenciou a reforma da escola como seu primeiro projeto para melhorar a qualidade de vida no Laos.

Segundo Yao Yuwen, que liderou o projeto de assistência, a CFDP bancou naquele mesmo ano a construção de um edifício de dois andares e 800 m² de área no local de origem da escola.

Em março de 2013, a fim de incrementar as condições, a fundação também bancou programas de ensino de chinês e a compra de material escolar. Além disso, foi construído um alojamento para os professores.

Em maio de 2013, professores e estudantes passaram a frequentar as salas de aula espaçosas e bem iluminadas, construídas com auxílio da fundação. Segundo Yao, as condições de ensino e as instalações da escola estão entre as melhores da região. Foi então considerada uma escola excepcional em Vientiane, capital do Laos.

Esta escola também oferece programas de língua chinesa. A CFPD tem enviado professores chineses voluntários à escola, para promover o intercâmbio cultural entre a China e o Laos.

Lin Jieyu, uma professora voluntária de 23 anos de idade, chegou à escola em 2018. Ela sempre transforma aulas de chinês, que deixam de ser tediosas e se transformam em interações estimulantes e dinâmicas.

“Quando ensino algumas palavras novas em chinês, imprimimos previamente as imagens correspondentes a cada palavra. Com base nas imagens, os alunos irão entender facilmente o que as palavras significam. Às vezes fazemos o desenho à mão. Também deixamos os estudantes desenhem o sentido das palavras quando aprendem palavras novas”, afirma ela, acrescentando que esse modelo de ensino estimula o interesse na aula.

Lin Jeiyu, professora voluntária, que consegue transformar uma aula tediosa de chinês em interações dinâmicas.

Lin e outra voluntária, Yao Changhua, são responsáveis não só pelas aulas de língua chinesa, mas também fazem com que as crianças aprendam mais sobre a cultura tradicional da China durante o processo de aprendizagem.

Ao ensinarem pintura com tinta, caligrafia, recortes em papel e nós chineses, as duas professoras chinesas colocam os alunos em contato com a cultura chinesa. Essa experiência cultural é bem acolhida pelos alunos. As duas professoras chinesas estão bem cientes da grande responsabilidade que têm e se sentem sinceramente satisfeitas.

Em suas interações com professores e alunos locais, as duas professoras chinesas foram aos poucos aprendendo os costumes e a cultura do Laos. Elas entendem que os intercâmbios culturais aproximam as pessoas. E dizem também que quanto mais contatos têm com os locais, mais profunda é sua compreensão desse princípio.

Os alunos delas estão tendo uma melhor compreensão da China por meio da aprendizagem da língua chinesa. “Aos olhos deles, a China tem muitos recursos e fundos. A cultura chinesa também desperta muito seu interesse. A tinta pode não ter cheiro muito agradável, mas permite criar belas pinturas; poemas chineses são difíceis de decorar, mas são sonoros e imponentes; os recortes em papel são difíceis de aprender, mas têm significados muito bonitos; e os chineses com sua hospitalidade sempre gostam de ajudar o outro”, diz Lin.

Muitos alunos anseiam por alguma oportunidade de no futuro prosseguir os estudos na China, pois têm vontade de dar a própria contribuição aos intercâmbios comerciais e culturais entre a China e o Laos.

Os intercâmbios educacionais e culturais sob a Iniciativa Cinturão e Rota não são uma via de mão única para exportação de cultura, mas uma comunicação em ambos os sentidos. O propósito é criar um cenário para intercâmbios pessoa-pessoa com destaque para a mútua apreciação, a mútua compreensão e o respeito mútuo. “É o entendimento cultural que oferece possibilidades ilimitadas de comunicação e cooperação”, conclui Lin.

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