3ª CIIE adota “inscrição na nuvem” pela 1ª vez em meio à epidemia

Empresas médicas aproveitam a oportunidade para explorar mais o mercado chinês

Por conta do surto do novo coronavírus, a 3ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, em inglês) adotou pela primeira vez a “inscrição na nuvem” para os expositores. Até o momento, o impacto da epidemia na CIIE é tido como “limitado”, já que os organizadores estão tentando compensar o impacto negativo com a ajuda da internet, como informa Zhou Lingyan, da CIIE.

Para evitar o possível atraso no trabalho de preparação, entraram em vigor meios de comunicação sem contato físico direto – como ligações telefônicas, videochamadas e e-mails.

“Embora a epidemia tenha trazido alguns desafios à preparação, também trouxe oportunidades até certo ponto”, diz Zhou. “As empresas médicas estão usando a ocasião para explorar ainda mais o mercado chinês. As empresas de equipamentos técnicos, automóveis e bens de consumo também precisam aproveitar a chance para compensar o impacto da epidemia, pois muitas exposições estão sendo canceladas ou atrasadas”.

“A CIIE é a primeira exposição de nível nacional em todo o mundo, com foco em importação e uma inovação no comércio internacional”, conta Kamran Vossoughi, CEO e presidente da Michelin China. O empresário afirma que a companhia está confiante de que a exposição será realizada dentro do prazo e que será um sucesso. “O ouro autêntico não tem medo de fogo”, acrescenta Kamran.

Até o final de janeiro, mais de mil expositores em todo o mundo haviam se inscrito na 3ª CIIE.

A terceira CIIE ocorrerá em Shanghai, de 5 a 10 de novembro.

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